
Conto de mistério: pistas, preconceito e investigação
Atividade 8 questões 50 min
(EF67LP30) Criar narrativas ficcionais, tais como contos populares, contos de suspense, mistério, terror, humor, narrativas de enigma, crônicas, histórias em quadrinhos, dentre outros, que utilizem cenários e personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa próprios ao gênero pretendido, tais como enredo, personagens, tempo, espaço e narrador, utilizando tempos verbais adequados à narração de fatos passados, empregando conhecimentos sobre diferentes modos de se iniciar uma história e de inserir os discursos direto e indireto.
Escreva um conto de suspense curto (de 12 a 18 linhas) que se passe na escola, à noite ou num dia de tempestade. Use: narrador em 1ª ou 3ª pessoa; pelo menos três marcadores de tempo; descrições do cenário que criem tensão; um diálogo com verbo de enunciação; e um desfecho que surpreenda o leitor.
Leia o conto.
A casa do fim da rua
Todo mundo no bairro dizia que Seu Bento era bruxo. Morava sozinho na casa do fim da rua, de janelas sempre fechadas, e quase nunca falava com ninguém. As crianças atravessavam a calçada quando passavam por ali.
Naquela sexta-feira, porém, Duda e eu chutamos a bola com força demais, e ela voou por cima do muro dele. Esperamos o anoitecer. O céu estava pesado, e um vento frio balançava as árvores.
— Vamos rápido — sussurrou Duda, já escalando o portão.
O quintal estava escuro. Cada passo fazia as folhas secas estalarem. De repente, uma luz amarelada se acendeu na janela dos fundos, e uma sombra comprida se moveu atrás da cortina. Paramos, sem respirar.
Minutos depois, a porta rangeu. Seu Bento apareceu, com uma lanterna numa das mãos e a nossa bola na outra.
— Estava esperando vocês — disse ele, com a voz rouca.
Quis correr, mas minhas pernas não obedeciam. Então ele abriu a porta da oficina e acendeu a luz: as prateleiras estavam cheias de carrinhos, bonecas e bicicletas pequenas, todos consertados.
— Eu arrumo brinquedos quebrados para as crianças do hospital — explicou. — A bola de vocês estava rasgada. Já costurei.
Voltamos para casa em silêncio. No sábado, fomos os dois bater na porta de Seu Bento. Desta vez, para ajudar.
Que valor o conto transmite, considerando o começo e o final da história?
Leia o conto.
A casa do fim da rua
Todo mundo no bairro dizia que Seu Bento era bruxo. Morava sozinho na casa do fim da rua, de janelas sempre fechadas, e quase nunca falava com ninguém. As crianças atravessavam a calçada quando passavam por ali.
Naquela sexta-feira, porém, Duda e eu chutamos a bola com força demais, e ela voou por cima do muro dele. Esperamos o anoitecer. O céu estava pesado, e um vento frio balançava as árvores.
— Vamos rápido — sussurrou Duda, já escalando o portão.
O quintal estava escuro. Cada passo fazia as folhas secas estalarem. De repente, uma luz amarelada se acendeu na janela dos fundos, e uma sombra comprida se moveu atrás da cortina. Paramos, sem respirar.
Minutos depois, a porta rangeu. Seu Bento apareceu, com uma lanterna numa das mãos e a nossa bola na outra.
— Estava esperando vocês — disse ele, com a voz rouca.
Quis correr, mas minhas pernas não obedeciam. Então ele abriu a porta da oficina e acendeu a luz: as prateleiras estavam cheias de carrinhos, bonecas e bicicletas pequenas, todos consertados.
— Eu arrumo brinquedos quebrados para as crianças do hospital — explicou. — A bola de vocês estava rasgada. Já costurei.
Voltamos para casa em silêncio. No sábado, fomos os dois bater na porta de Seu Bento. Desta vez, para ajudar.
Qual é o momento de maior tensão (clímax) do conto?
Leia o conto.
A casa do fim da rua
Todo mundo no bairro dizia que Seu Bento era bruxo. Morava sozinho na casa do fim da rua, de janelas sempre fechadas, e quase nunca falava com ninguém. As crianças atravessavam a calçada quando passavam por ali.
Naquela sexta-feira, porém, Duda e eu chutamos a bola com força demais, e ela voou por cima do muro dele. Esperamos o anoitecer. O céu estava pesado, e um vento frio balançava as árvores.
— Vamos rápido — sussurrou Duda, já escalando o portão.
O quintal estava escuro. Cada passo fazia as folhas secas estalarem. De repente, uma luz amarelada se acendeu na janela dos fundos, e uma sombra comprida se moveu atrás da cortina. Paramos, sem respirar.
Minutos depois, a porta rangeu. Seu Bento apareceu, com uma lanterna numa das mãos e a nossa bola na outra.
— Estava esperando vocês — disse ele, com a voz rouca.
Quis correr, mas minhas pernas não obedeciam. Então ele abriu a porta da oficina e acendeu a luz: as prateleiras estavam cheias de carrinhos, bonecas e bicicletas pequenas, todos consertados.
— Eu arrumo brinquedos quebrados para as crianças do hospital — explicou. — A bola de vocês estava rasgada. Já costurei.
Voltamos para casa em silêncio. No sábado, fomos os dois bater na porta de Seu Bento. Desta vez, para ajudar.
Compare: "Morava sozinho na casa do fim da rua" e "Seu Bento apareceu, com uma lanterna". Os verbos morava e apareceu indicam, respectivamente:
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