Pular para o conteúdo

Língua Portuguesa 3ª série Prova

Semana de Arte Moderna e primeira fase modernista

Prova com 11 questões sobre a Semana de 22 e a fase heroica do Modernismo: antecedentes, participantes, Os Sapos, Klaxon, Pauliceia Desvairada, Macunaíma, Oswald e Bandeira.

  • 11 questões
  • cerca de 60 minutos

Língua Portuguesa, 3ª série: Semana de Arte Moderna e primeira fase modernista

  1. A Semana de Arte Moderna foi realizada em fevereiro de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo. A data favoreceu o debate sobre arte nacional porque

    1. inaugurava o Estado Novo, que patrocinou a Semana como parte de sua propaganda cultural.
    2. coincidia com a fundação da Academia Brasileira de Letras, que apoiou oficialmente o evento.
    3. celebrava a abolição da escravidão, comemorada naquele ano com festas oficiais em todo o país.
    4. coincidia com o centenário da Independência, ocasião propícia para discutir a cultura nacional.
    5. marcava o fim da Segunda Guerra Mundial, quando o Brasil passou a importar a arte norte-americana.
  2. Em 1917, a exposição de pinturas de Anita Malfatti em São Paulo recebeu de Monteiro Lobato uma crítica dura, que ficou conhecida pelo título "Paranoia ou mistificação?". Esse episódio é considerado um antecedente da Semana de 22 porque

    1. mobilizou jovens artistas e escritores em defesa da arte moderna, reunindo o futuro grupo modernista.
    2. mostrou que o público paulista aceitava com entusiasmo as experiências das vanguardas europeias.
    3. fez de Monteiro Lobato o principal organizador e patrocinador da Semana de Arte Moderna.
    4. provou que a crítica da época era favorável ao expressionismo e às deformações na pintura.
    5. levou Anita a abandonar a pintura e a se dedicar apenas à literatura até a década de 1940.
  3. Sobre os participantes da Semana de Arte Moderna de 1922, é correto afirmar que

    1. Monteiro Lobato fez a conferência de abertura, defendendo a pintura de Anita Malfatti.
    2. Manuel Bandeira declamou pessoalmente o poema "Os sapos" e foi aplaudido pelo público.
    3. Tarsila do Amaral, hoje símbolo do Modernismo, não participou, pois estava na Europa.
    4. Villa-Lobos recusou o convite, por considerar a música erudita incompatível com o evento.
    5. Graça Aranha se opôs à Semana e publicou artigos pedindo o cancelamento do evento.
  4. O poema "Os sapos", de Manuel Bandeira, lido na segunda noite da Semana, provocou vaias. Nele, sapos de diferentes tipos conversam, e o "sapo-tanoeiro" se gaba de seu cuidado com rimas e métrica. O poema irritou parte do público porque

    1. defendia o retorno ao Romantismo indianista, com sapos que simbolizavam os povos originários.
    2. exaltava os poetas parnasianos, considerados pelos modernistas os verdadeiros renovadores da poesia.
    3. satirizava o Parnasianismo, ridicularizando o culto excessivo à forma e às regras de versificação.
    4. era escrito inteiramente em tupi, idioma que a maior parte do público não compreendia.
    5. atacava a música de Villa-Lobos, apresentada na mesma noite e associada ao coaxar dos sapos.
  5. Considere as afirmações sobre a primeira fase modernista (c. 1922-1930).

    I. Os autores defenderam o verso livre e a aproximação entre a língua literária e a fala brasileira.
    II. O humor, a paródia e o poema-piada foram recursos para combater a solenidade da tradição.
    III. O nacionalismo da fase foi sempre ufanista, sem crítica às contradições do país.

    Está correto o que se afirma em

    1. I, II e III.
    2. I, apenas.
    3. I e II, apenas.
    4. II e III, apenas.
    5. I e III, apenas.
  6. Em Pauliceia Desvairada (1922), Mário de Andrade publicou também o "Prefácio Interessantíssimo". Esse livro é importante para a primeira fase modernista porque

    1. é um ensaio sociológico sobre a imigração italiana, sem nenhum poema em sua composição.
    2. reúne sonetos parnasianos sobre a natureza, escritos antes da conversão do autor ao Modernismo.
    3. toma a São Paulo moderna como tema e expõe, no prefácio, uma teoria poética de liberdade criadora.
    4. apresenta poemas sobre o sertão nordestino, antecipando o romance regionalista de 30.
    5. narra, em prosa, a história de um herói indígena que viaja da Amazônia até São Paulo.
  7. Macunaíma (1928), de Mário de Andrade, tem como subtítulo "o herói sem nenhum caráter". Um aspecto central da obra é

    1. a fusão de mitos indígenas, lendas e falas regionais num retrato não idealizado do brasileiro.
    2. a narração realista e linear da vida de um operário paulista, sem elementos fantásticos.
    3. a idealização do herói indígena, corajoso e fiel, nos moldes dos romances de José de Alencar.
    4. a defesa de uma língua literária igual à de Portugal, sem regionalismos nem expressões populares.
    5. a crítica ao uso de lendas indígenas, consideradas pelo autor impróprias para a literatura.
  8. Em Memórias Sentimentais de João Miramar (1924), Oswald de Andrade constrói a narrativa em pequenos capítulos numerados, cortes bruscos, frases curtas e trocadilhos. Esse procedimento aproxima o romance

    1. da tradição oral dos cordelistas, escrita em sextilhas rimadas e metrificadas.
    2. do romance histórico romântico, com descrições longas da natureza e narrador onisciente.
    3. da linguagem do cinema e da montagem, rompendo com a prosa linear e descritiva do século XIX.
    4. da prosa naturalista, que buscava explicar o comportamento humano pela hereditariedade.
    5. dos manuais escolares, pois cada capítulo termina com exercícios para o leitor.
  9. A revista Klaxon, lançada em 1922 para divulgar as ideias do grupo modernista, tem um nome que significa buzina de automóvel. A escolha desse nome sugere

    1. a nostalgia pela vida rural, ameaçada pela chegada dos automóveis às cidades brasileiras.
    2. o desejo de agradar à Academia Brasileira de Letras, que patrocinava a revista.
    3. a recusa da tecnologia, vista como inimiga da sensibilidade artística pelos modernistas.
    4. a intenção de publicar apenas propagandas comerciais de fábricas de automóveis.
    5. a valorização da velocidade, da máquina e da vida urbana moderna, em oposição ao passadismo.
  10. Em Libertinagem (1930), Manuel Bandeira publicou "Vou-me embora pra Pasárgada", poema em que o eu lírico imagina um lugar onde teria tudo o que lhe falta na vida real. O tema central desse poema é

    1. a exaltação patriótica da paisagem brasileira, comparada com a dos países europeus.
    2. a denúncia da seca nordestina e da migração forçada de famílias para as capitais.
    3. a defesa do Parnasianismo, com o retorno às formas fixas e às rimas ricas.
    4. a narração de uma viagem real do poeta ao Oriente, descrita com precisão de diário.
    5. a evasão para um espaço imaginário, que compensa as frustrações da vida real.
  11. A Semana de Arte Moderna costuma ser apresentada como uma ruptura total com o passado. Em um parágrafo de 8 a 12 linhas, discuta essa afirmação, apontando ao menos uma ruptura promovida pelos modernistas e ao menos uma continuidade ou antecedente que relativize a ideia de "começo do zero".

ProvaPiloto · provapiloto.com.br

Já usou com a sua turma?

Conte com um toque. Isso ajuda outros professores a escolher.

Usei em sala Entre na sua conta para contar.

Para continuar o assunto