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Língua Portuguesa 1ª série Prova

Os Lusíadas: estrutura e episódios da epopeia

Prova com 11 questões sobre Os Lusíadas: gênero épico, estrutura da epopeia, oitava rima, episódios de Inês de Castro, Velho do Restelo e Adamastor, e o diálogo com Homero e Virgílio.

  • 11 questões
  • cerca de 60 minutos

Língua Portuguesa, 1ª série: Os Lusíadas: estrutura e episódios da epopeia

  1. Leia o início do poema.

    As armas e os barões assinalados
    Que da ocidental praia Lusitana
    Por mares nunca de antes navegados
    Passaram ainda além da Taprobana,

    Luís Vaz de Camões, Os Lusíadas, Canto I, início da estrofe 1 (1572), ortografia atualizada. Taprobana: antigo nome da ilha do Ceilão, atual Sri Lanka.

    Esses versos pertencem à parte da epopeia chamada

    1. proposição, em que o poeta apresenta o assunto que vai cantar.
    2. invocação, em que o poeta pede inspiração às Tágides, ninfas do rio Tejo.
    3. dedicatória, em que o poema é oferecido ao rei D. Sebastião.
    4. narração, em que se conta a chegada da frota a Calicute.
    5. epílogo, em que o poeta lamenta a decadência da pátria.
  2. O verso "Por mares nunca de antes navegados" exalta os portugueses porque

    1. critica os navegadores por abandonarem a pátria e a família em busca de riquezas no Oriente.
    2. indica que os mares eram calmos e fáceis de atravessar.
    3. destaca o pioneirismo das navegações em rotas até então desconhecidas pelos europeus.
    4. afirma que os portugueses seguiram os caminhos abertos pelos gregos.
    5. mostra que a viagem foi feita por terra, contornando o oceano.
  3. Os Lusíadas é composto por dez cantos, em estrofes de oito versos decassílabos com esquema de rimas ABABABCC. Essa estrofe recebe o nome de

    1. soneto petrarquiano.
    2. redondilha maior.
    3. terça rima dantesca.
    4. oitava rima.
    5. quadra popular.
  4. O herói de Os Lusíadas é considerado coletivo porque

    1. a narrativa não tem personagens humanos, apenas deuses do Olimpo.
    2. o poema canta a história e os feitos do povo português, e não só os de Vasco da Gama.
    3. Vasco da Gama morre logo no primeiro canto e é substituído por vários outros capitães da frota.
    4. o narrador é um coro de marinheiros que fala em primeira pessoa do plural.
    5. o poema foi escrito por vários autores portugueses ao mesmo tempo.
  5. No Canto IV, quando a frota parte de Belém, um velho de "aspeito venerando" se levanta na praia e condena a viagem, falando da "glória de mandar" e da "vã cobiça". O episódio do Velho do Restelo é importante porque

    1. mostra que todo o povo português, sem exceção, apoiava as viagens com grande entusiasmo.
    2. narra o encontro dos navegadores com o gigante Adamastor.
    3. apresenta a morte trágica de Inês de Castro por razões de Estado.
    4. descreve a recompensa dos navegadores na Ilha dos Amores.
    5. introduz no poema uma voz crítica às navegações e à ambição de glória e riqueza.
  6. No Canto V, ao se aproximar do Cabo das Tormentas, a frota vê surgir uma figura gigantesca e ameaçadora, que profetiza naufrágios e desgraças aos portugueses. O gigante Adamastor simboliza

    1. a bondade dos deuses do Olimpo, que protegem os portugueses durante toda a viagem.
    2. a cobiça dos reis portugueses, criticada pelo narrador.
    3. os perigos do mar desconhecido, que os navegadores enfrentam e vencem.
    4. a beleza das terras orientais que os portugueses desejavam alcançar.
    5. o amor impossível entre um navegador e uma ninfa do Tejo.
  7. No Canto III, narra-se a história de Inês de Castro, amada pelo príncipe D. Pedro e executada por ordem do rei D. Afonso IV, por razões políticas. Esse episódio se destaca na epopeia por seu caráter

    1. cômico e satírico, voltado a ridicularizar a corte portuguesa.
    2. científico, explicando em detalhes as técnicas de navegação usadas na época.
    3. bélico, descrevendo em detalhes a tomada de Ceuta.
    4. lírico e trágico, centrado no amor e no sofrimento de uma personagem.
    5. religioso, narrando a conversão de povos do Oriente.
  8. Assim como a Odisseia, de Homero, e a Eneida, de Virgílio, Os Lusíadas apresenta uma longa viagem marítima, deuses que interferem na ação e a exaltação de um povo. Essa relação entre as obras é um exemplo de

    1. intertextualidade com o modelo épico greco-latino, característica do Classicismo.
    2. plágio, pois Camões copiou trechos inteiros de Homero.
    3. paródia, pois Camões ridiculariza os heróis gregos e romanos para exaltar os portugueses.
    4. ruptura com a Antiguidade, típica da literatura renascentista.
    5. influência do Trovadorismo, que já usava a forma épica.
  9. Nos cantos IX e X, os navegadores, na volta, são recebidos por ninfas na Ilha dos Amores, e Tétis mostra a Vasco da Gama a "máquina do mundo". Esses episódios funcionam na narrativa como

    1. castigo divino pela ambição e pela cobiça dos navegadores portugueses.
    2. recompensa simbólica aos heróis, que recebem prazer e conhecimento.
    3. descrição realista de uma ilha do litoral brasileiro.
    4. momento em que a frota naufraga e quase todos morrem.
    5. debate entre o Velho do Restelo e os capitães.
  10. No epílogo, o poeta se queixa de que canta "a gente surda e endurecida" e diz que a pátria está "metida / No gosto da cobiça e na rudeza / Duma austera, apagada e vil tristeza". Esse final revela

    1. a certeza de que Portugal vivia, no momento da publicação, o auge de sua glória e riqueza.
    2. a alegria do poeta por ter sido reconhecido e premiado pelo rei.
    3. o desejo de que o poema fosse cantado nas tabernas pelo povo.
    4. a intenção de escrever um segundo poema sobre as Índias.
    5. o desencanto do poeta com o Portugal de seu tempo, em contraste com a glória cantada.
  11. Releia a abertura de Os Lusíadas: "As armas e os barões assinalados / Que da ocidental praia Lusitana / Por mares nunca de antes navegados / Passaram ainda além da Taprobana". Em um parágrafo, explique como esses versos apresentam o assunto do poema e como o episódio do Velho do Restelo, ao condenar a "vã cobiça" das navegações, cria uma tensão com o tom de exaltação da abertura.

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