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Arte 1ª série Prova

Arte indígena brasileira: grafismo, cerâmica e plumária

Prova com 10 questões sobre arte indígena no Brasil: grafismo Kusiwa, urucum e jenipapo, cerâmica marajoara, plumária, bonecas Karajá e arte indígena contemporânea.

  • 10 questões
  • cerca de 50 minutos

Arte, 1ª série: Arte indígena brasileira: grafismo, cerâmica e plumária

  1. A arte Kusiwa, do povo Wajãpi, do Amapá, consiste em padrões gráficos usados na pintura corporal e em objetos. Ela foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial, o que indica que

    1. é um monumento de pedra que deve ser tombado e restaurado.
    2. é um saber vivo, transmitido entre gerações, que deve ser protegido.
    3. deixou de ser praticada e hoje só existe em museus europeus.
    4. pertence a empresas que podem reproduzi-la livremente sem consulta.
    5. foi criada recentemente por designers para estampas de roupas.
  2. Na pintura corporal de muitos povos indígenas brasileiros, são usados dois pigmentos vegetais muito conhecidos: o urucum e o jenipapo. As cores obtidas com eles são, respectivamente,

    1. azul e amarelo.
    2. verde e branco.
    3. vermelho e preto-azulado.
    4. dourado e prateado.
    5. roxo e laranja.
  3. A cerâmica marajoara, produzida na Ilha de Marajó (PA) por povos que ali viveram séculos antes da chegada dos europeus, inclui grandes urnas funerárias decoradas com padrões geométricos e figuras. Essa produção indica que

    1. as peças foram feitas por portugueses e depois atribuídas aos indígenas.
    2. os povos indígenas não tinham práticas funerárias nem crenças religiosas.
    3. a cerâmica servia apenas como enfeite, sem nenhuma função ritual.
    4. existiam sociedades complexas na Amazônia, com técnicas refinadas.
    5. a Amazônia era desabitada antes da colonização, como afirmavam os cronistas.
  4. A plumária indígena (cocares, braçadeiras, colares e mantos de penas) é produzida por povos como os Kayapó, os Bororo e os Karajá. Em geral, esses objetos

    1. unem beleza e sentidos rituais, de identidade e de status.
    2. não têm nenhum significado além da decoração da casa.
    3. são feitos apenas com penas artificiais de plástico.
    4. imitam adereços do carnaval carioca do século XX.
    5. são fabricados em série para venda em lojas de shopping centers.
  5. Muitas vezes, objetos indígenas são chamados de "artesanato", enquanto pinturas de artistas europeus são chamadas de "arte". Uma análise crítica dessa diferença de nomes aponta que

    1. ela não tem relação com museus, mercados ou instituições culturais.
    2. ela é neutra, pois depende apenas do tamanho e do preço dos objetos.
    3. ela foi criada pelos próprios povos indígenas para diferenciar suas peças.
    4. ela reflete hierarquias que desvalorizaram produções não europeias.
    5. ela é correta, já que objetos úteis nunca podem ter valor estético.
  6. As bonecas de cerâmica feitas pelas mulheres do povo Karajá (Iny), que representam pessoas, animais e cenas do cotidiano, tiveram seus modos de fazer reconhecidos como patrimônio cultural do Brasil. Essas bonecas

    1. são cópias de bonecas industriais importadas da Europa no século XX.
    2. não têm relação com a vida da comunidade nem com seus costumes.
    3. foram proibidas pelos próprios Karajá, que deixaram de produzi-las.
    4. transmitem saberes da comunidade, servem às crianças e geram renda.
    5. são feitas por homens em fábricas, com moldes de plástico.
  7. Artistas indígenas contemporâneos, como Jaider Esbell (Makuxi) e Denilson Baniwa, expõem em museus e bienais pinturas, instalações, performances e obras digitais. A produção desses artistas mostra que

    1. os artistas indígenas abandonaram completamente as tradições de seus povos.
    2. a presença indígena em museus é proibida pelas leis brasileiras.
    3. a arte indígena é viva e usa linguagens atuais para discutir identidade.
    4. a arte indígena acabou no período colonial e hoje só existe em reproduções.
    5. artistas indígenas só podem usar materiais naturais, sem tecnologia.
  8. Os padrões geométricos usados na pintura corporal e nos objetos de muitos povos indígenas costumam ser vistos por não indígenas como simples enfeites. Para esses povos, porém, os grafismos frequentemente

    1. carregam sentidos ligados à identidade, aos mitos e aos rituais.
    2. servem apenas para identificar o preço dos objetos nas feiras.
    3. são escolhidos ao acaso, sem nenhuma relação com a cultura do grupo.
    4. copiam letras do alfabeto latino ensinadas pelos missionários.
    5. são idênticos entre todos os povos indígenas do Brasil.
  9. Uma escola vai montar uma exposição chamada "A arte indígena". A orientação que evita uma visão estereotipada é

    1. evitar qualquer informação sobre as obras, deixando só a palavra "índio" nas legendas.
    2. apresentar todas as peças como se fossem de um único povo, para simplificar a exposição.
    3. colocar as peças ao lado de fantasias de carnaval, como se fossem do mesmo tipo.
    4. usar apenas imagens antigas, para mostrar que os indígenas vivem como em 1500.
    5. identificar o povo de cada obra, mostrar a diversidade e incluir artistas atuais.
  10. Explique, em 6 a 10 linhas, por que chamar toda produção indígena de "artesanato" pode reproduzir preconceitos. Depois, sugira duas atitudes para que uma exposição escolar apresente a arte indígena de forma respeitosa.

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