Geografia 3ª série Simulado
Simulado ENEM de Geografia: território, recursos e trabalho
Simulado com 12 questões no estilo ENEM sobre territórios indígenas, fronteira agrícola, informalidade e trabalho por aplicativos, trabalho escravo, acordos climáticos e unidades de conservação.
- 12 questões
- cerca de 60 minutos
Geografia, 3ª série: Simulado ENEM de Geografia: território, recursos e trabalho
Leia o texto.
A Terra Indígena Yanomami, homologada em 1992, tem cerca de 9,6 milhões de hectares em Roraima e no Amazonas. Para os Yanomami, o território inclui as aldeias, as roças, as trilhas de caça, os rios e os lugares sagrados, usados de forma itinerante. Nos últimos anos, a presença de garimpeiros ilegais provocou contaminação dos rios por mercúrio, doenças e insegurança alimentar, e em 2023 o governo federal declarou emergência em saúde pública na área.
O texto permite compreender que
- a terra indígena é uma área sem uso humano, por isso pode ser aberta à mineração sem impactos.
- a concepção indígena de território difere da visão desse espaço como vazio a ser explorado.
- os Yanomami vivem em cidades e não dependem dos rios e das florestas.
- a homologação de 1992 autorizou o garimpo em toda a terra indígena.
- o mercúrio usado no garimpo não causa danos à saúde humana.
Leia o texto.
A sigla Matopiba designa uma região formada por áreas do Maranhão, do Tocantins, do Piauí e da Bahia, onde, nas últimas décadas, grandes áreas de Cerrado foram convertidas em lavouras de soja, milho e algodão, com uso intensivo de máquinas e insumos.
A expansão descrita caracteriza
- um processo de reforma agrária que distribuiu terras a pequenos agricultores familiares da região.
- o avanço de uma fronteira agrícola sobre o Cerrado nordestino e do Tocantins.
- a recuperação da vegetação nativa em antigas áreas de pastagem.
- a transferência da produção de soja do Brasil para outros países.
- o abandono da agricultura comercial no Nordeste.
Observe o gráfico, com as maiores e as menores taxas de informalidade entre as unidades da federação e a média do Brasil.
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, 2024.
Com base nos dados, é correto afirmar que, em 2024,
- a informalidade era maior em Santa Catarina e no Distrito Federal do que no Pará, no Piauí e no Maranhão.
- a taxa de informalidade era igual em todas as unidades da federação.
- menos de 10% dos ocupados brasileiros estavam na informalidade.
- mais da metade dos ocupados no Pará, no Piauí e no Maranhão estava na informalidade.
- São Paulo tinha taxa de informalidade superior à média nacional.
Leia o texto.
Segundo o IBGE, em 2022 cerca de 1,5 milhão de pessoas trabalhavam por meio de aplicativos de transporte de passageiros, entrega de comida e outros serviços. Desses trabalhadores, 81,3% eram homens e 35,7% contribuíam para a previdência, contra 60,8% dos demais ocupados do setor privado. Eles trabalhavam em média 46 horas por semana, contra 39,6 horas dos demais. O rendimento mensal médio era um pouco maior, mas o rendimento por hora era menor.
A análise dos dados indica que esses trabalhadores
- tinham mais proteção social que os demais ocupados, pois quase todos contribuíam para a previdência.
- tinham menor proteção previdenciária e trabalhavam mais horas para obter renda semelhante.
- trabalhavam menos horas semanais e recebiam mais por hora do que os demais.
- eram, em sua maioria, mulheres com jornada inferior a 30 horas semanais.
- possuíam carteira assinada e todos os direitos trabalhistas previstos na CLT.
Leia o texto.
O Código Penal brasileiro (art. 149) considera crime reduzir alguém a condição análoga à de escravo, o que inclui trabalhos forçados, jornadas exaustivas, condições degradantes e restrição da liberdade por dívida contraída com o empregador. Desde 1995, grupos móveis de fiscalização resgatam trabalhadores nessa situação, e o governo divulga um cadastro de empregadores flagrados.
O texto mostra que a escravidão contemporânea no Brasil
- só existe quando o trabalhador é preso com correntes, como no período colonial e imperial.
- foi totalmente eliminada com a Lei Áurea de 1888.
- não depende de correntes, e sim de condições degradantes, dívidas e jornadas exaustivas.
- é permitida pela lei desde que o trabalhador receba algum pagamento.
- ocorre apenas em países de outros continentes.
Leia o texto.
No Acordo de Paris, de 2015, cada país apresenta suas próprias metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que devem ser revistas e ampliadas periodicamente. O objetivo é limitar o aquecimento global a bem menos de 2 °C, com esforços para não ultrapassar 1,5 °C em relação ao período pré-industrial.
Uma característica desse acordo é
- impor metas idênticas a todos os países, com multas aplicadas pela ONU a quem não cumprir.
- dispensar os países ricos de qualquer compromisso de redução de emissões.
- basear-se em metas definidas por cada país, com revisões periódicas e transparência.
- proibir imediatamente o uso de petróleo, gás e carvão em todo o mundo.
- tratar apenas da proteção das florestas tropicais, sem relação com a energia.
Leia o texto.
O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei nº 9.985/2000) divide as unidades em dois grupos. As de proteção integral, como parques nacionais e reservas biológicas, admitem apenas o uso indireto dos recursos. As de uso sustentável, como as reservas extrativistas, permitem que populações tradicionais usem os recursos de forma manejada.
A criação de reservas extrativistas, defendida por seringueiros liderados por Chico Mendes na década de 1980, buscava
- expulsar todos os moradores das áreas florestais para criar parques sem presença humana.
- transformar a floresta em pastagens para a criação de gado em grande escala.
- liberar a extração ilimitada de madeira por grandes empresas.
- impedir qualquer atividade econômica na Amazônia.
- conciliar a conservação da floresta com o modo de vida das populações tradicionais.
Leia o texto.
A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) prevê sanções penais e administrativas para condutas lesivas ao meio ambiente, como desmatar sem autorização, poluir rios ou comercializar animais silvestres. Pessoas jurídicas, como empresas, também podem ser responsabilizadas.
A responsabilização de empresas prevista na lei é importante porque
- grandes danos ambientais costumam resultar de atividades empresariais.
- apenas pessoas físicas são capazes de causar danos ao meio ambiente.
- as empresas estão proibidas de exercer atividades em áreas rurais.
- a lei substitui todas as normas de licenciamento ambiental.
- a responsabilidade ambiental deixa de existir após o pagamento de impostos.
Leia o texto.
Ao exportar soja, carne e algodão, um país exporta também, de forma indireta, a água usada para produzir essas mercadorias. Esse volume é chamado de água virtual. Um quilo de carne bovina, por exemplo, exige muito mais água em sua produção do que um quilo de grãos.
O conceito de água virtual permite analisar
- a pressão das cadeias produtivas exportadoras sobre os recursos hídricos.
- a quantidade de água engarrafada vendida em supermercados.
- a água presente nas nuvens sobre os oceanos.
- o volume de chuva que cai sobre as cidades.
- a água salgada utilizada nas usinas de dessalinização.
Leia o texto.
No chamado arco do desmatamento, faixa que vai do leste do Pará ao Acre, passando pelo norte de Mato Grosso e por Rondônia, concentra-se historicamente a maior parte da derrubada da floresta amazônica. A abertura de estradas, a grilagem de terras públicas e a expansão da pecuária estão entre os fatores do processo.
A grilagem, mencionada no texto, corresponde
- à criação de unidades de conservação pelo governo federal em áreas de floresta.
- à demarcação de terras indígenas homologadas pela Presidência.
- à apropriação ilegal de terras públicas, muitas vezes com documentos falsificados.
- ao cultivo de hortaliças em pequenas propriedades familiares.
- à recuperação de pastagens degradadas com tecnologia.
Leia o texto.
Nas últimas décadas, aumentou o número de brasileiros com formação universitária, como médicos, engenheiros e pesquisadores, que se mudaram para países como Estados Unidos, Portugal e Canadá em busca de melhores salários e condições de pesquisa.
O fenômeno descrito é conhecido como
- êxodo rural.
- migração pendular.
- transumância.
- fuga de cérebros.
- migração de retorno ao país de origem.
Leia o texto.
Em várias bacias hidrográficas brasileiras, o crescimento da irrigação de grandes lavouras, a mineração e a construção de barragens intensificaram disputas pela água com comunidades ribeirinhas, quilombolas, indígenas e pequenos agricultores, que relatam a redução da vazão de rios e a perda de acesso a fontes tradicionais.
De acordo com a Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/1997), situações como essas devem ser enfrentadas considerando que
- a água pertence ao proprietário da terra onde está o rio, que pode usá-la sem limites.
- a gestão da água deve ser feita apenas pelo governo federal, sem participação da sociedade.
- a água é um recurso ilimitado e, por isso, não precisa de gestão.
- a água é bem público e, na escassez, prioriza-se o consumo humano e dos animais.
- a indústria tem prioridade absoluta sobre qualquer outro uso da água.
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