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Geografia 3ª série Simulado

Simulado ENEM de Geografia: território, recursos e trabalho

Simulado com 12 questões no estilo ENEM sobre territórios indígenas, fronteira agrícola, informalidade e trabalho por aplicativos, trabalho escravo, acordos climáticos e unidades de conservação.

  • 12 questões
  • cerca de 60 minutos

Geografia, 3ª série: Simulado ENEM de Geografia: território, recursos e trabalho

  1. Leia o texto.

    A Terra Indígena Yanomami, homologada em 1992, tem cerca de 9,6 milhões de hectares em Roraima e no Amazonas. Para os Yanomami, o território inclui as aldeias, as roças, as trilhas de caça, os rios e os lugares sagrados, usados de forma itinerante. Nos últimos anos, a presença de garimpeiros ilegais provocou contaminação dos rios por mercúrio, doenças e insegurança alimentar, e em 2023 o governo federal declarou emergência em saúde pública na área.

    O texto permite compreender que

    1. a terra indígena é uma área sem uso humano, por isso pode ser aberta à mineração sem impactos.
    2. a concepção indígena de território difere da visão desse espaço como vazio a ser explorado.
    3. os Yanomami vivem em cidades e não dependem dos rios e das florestas.
    4. a homologação de 1992 autorizou o garimpo em toda a terra indígena.
    5. o mercúrio usado no garimpo não causa danos à saúde humana.
  2. Leia o texto.

    A sigla Matopiba designa uma região formada por áreas do Maranhão, do Tocantins, do Piauí e da Bahia, onde, nas últimas décadas, grandes áreas de Cerrado foram convertidas em lavouras de soja, milho e algodão, com uso intensivo de máquinas e insumos.

    A expansão descrita caracteriza

    1. um processo de reforma agrária que distribuiu terras a pequenos agricultores familiares da região.
    2. o avanço de uma fronteira agrícola sobre o Cerrado nordestino e do Tocantins.
    3. a recuperação da vegetação nativa em antigas áreas de pastagem.
    4. a transferência da produção de soja do Brasil para outros países.
    5. o abandono da agricultura comercial no Nordeste.
  3. Observe o gráfico, com as maiores e as menores taxas de informalidade entre as unidades da federação e a média do Brasil.

    Gráfico de barras horizontais da taxa de informalidade média de 2024, em porcentagem: Pará 58,1; Piauí 56,6; Maranhão 55,3; Brasil 39,0; São Paulo 31,1; Distrito Federal 29,6; Santa Catarina 26,4.

    Fonte: IBGE, PNAD Contínua, 2024.

    Com base nos dados, é correto afirmar que, em 2024,

    1. a informalidade era maior em Santa Catarina e no Distrito Federal do que no Pará, no Piauí e no Maranhão.
    2. a taxa de informalidade era igual em todas as unidades da federação.
    3. menos de 10% dos ocupados brasileiros estavam na informalidade.
    4. mais da metade dos ocupados no Pará, no Piauí e no Maranhão estava na informalidade.
    5. São Paulo tinha taxa de informalidade superior à média nacional.
  4. Leia o texto.

    Segundo o IBGE, em 2022 cerca de 1,5 milhão de pessoas trabalhavam por meio de aplicativos de transporte de passageiros, entrega de comida e outros serviços. Desses trabalhadores, 81,3% eram homens e 35,7% contribuíam para a previdência, contra 60,8% dos demais ocupados do setor privado. Eles trabalhavam em média 46 horas por semana, contra 39,6 horas dos demais. O rendimento mensal médio era um pouco maior, mas o rendimento por hora era menor.

    A análise dos dados indica que esses trabalhadores

    1. tinham mais proteção social que os demais ocupados, pois quase todos contribuíam para a previdência.
    2. tinham menor proteção previdenciária e trabalhavam mais horas para obter renda semelhante.
    3. trabalhavam menos horas semanais e recebiam mais por hora do que os demais.
    4. eram, em sua maioria, mulheres com jornada inferior a 30 horas semanais.
    5. possuíam carteira assinada e todos os direitos trabalhistas previstos na CLT.
  5. Leia o texto.

    O Código Penal brasileiro (art. 149) considera crime reduzir alguém a condição análoga à de escravo, o que inclui trabalhos forçados, jornadas exaustivas, condições degradantes e restrição da liberdade por dívida contraída com o empregador. Desde 1995, grupos móveis de fiscalização resgatam trabalhadores nessa situação, e o governo divulga um cadastro de empregadores flagrados.

    O texto mostra que a escravidão contemporânea no Brasil

    1. só existe quando o trabalhador é preso com correntes, como no período colonial e imperial.
    2. foi totalmente eliminada com a Lei Áurea de 1888.
    3. não depende de correntes, e sim de condições degradantes, dívidas e jornadas exaustivas.
    4. é permitida pela lei desde que o trabalhador receba algum pagamento.
    5. ocorre apenas em países de outros continentes.
  6. Leia o texto.

    No Acordo de Paris, de 2015, cada país apresenta suas próprias metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que devem ser revistas e ampliadas periodicamente. O objetivo é limitar o aquecimento global a bem menos de 2 °C, com esforços para não ultrapassar 1,5 °C em relação ao período pré-industrial.

    Uma característica desse acordo é

    1. impor metas idênticas a todos os países, com multas aplicadas pela ONU a quem não cumprir.
    2. dispensar os países ricos de qualquer compromisso de redução de emissões.
    3. basear-se em metas definidas por cada país, com revisões periódicas e transparência.
    4. proibir imediatamente o uso de petróleo, gás e carvão em todo o mundo.
    5. tratar apenas da proteção das florestas tropicais, sem relação com a energia.
  7. Leia o texto.

    O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei nº 9.985/2000) divide as unidades em dois grupos. As de proteção integral, como parques nacionais e reservas biológicas, admitem apenas o uso indireto dos recursos. As de uso sustentável, como as reservas extrativistas, permitem que populações tradicionais usem os recursos de forma manejada.

    A criação de reservas extrativistas, defendida por seringueiros liderados por Chico Mendes na década de 1980, buscava

    1. expulsar todos os moradores das áreas florestais para criar parques sem presença humana.
    2. transformar a floresta em pastagens para a criação de gado em grande escala.
    3. liberar a extração ilimitada de madeira por grandes empresas.
    4. impedir qualquer atividade econômica na Amazônia.
    5. conciliar a conservação da floresta com o modo de vida das populações tradicionais.
  8. Leia o texto.

    A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) prevê sanções penais e administrativas para condutas lesivas ao meio ambiente, como desmatar sem autorização, poluir rios ou comercializar animais silvestres. Pessoas jurídicas, como empresas, também podem ser responsabilizadas.

    A responsabilização de empresas prevista na lei é importante porque

    1. grandes danos ambientais costumam resultar de atividades empresariais.
    2. apenas pessoas físicas são capazes de causar danos ao meio ambiente.
    3. as empresas estão proibidas de exercer atividades em áreas rurais.
    4. a lei substitui todas as normas de licenciamento ambiental.
    5. a responsabilidade ambiental deixa de existir após o pagamento de impostos.
  9. Leia o texto.

    Ao exportar soja, carne e algodão, um país exporta também, de forma indireta, a água usada para produzir essas mercadorias. Esse volume é chamado de água virtual. Um quilo de carne bovina, por exemplo, exige muito mais água em sua produção do que um quilo de grãos.

    O conceito de água virtual permite analisar

    1. a pressão das cadeias produtivas exportadoras sobre os recursos hídricos.
    2. a quantidade de água engarrafada vendida em supermercados.
    3. a água presente nas nuvens sobre os oceanos.
    4. o volume de chuva que cai sobre as cidades.
    5. a água salgada utilizada nas usinas de dessalinização.
  10. Leia o texto.

    No chamado arco do desmatamento, faixa que vai do leste do Pará ao Acre, passando pelo norte de Mato Grosso e por Rondônia, concentra-se historicamente a maior parte da derrubada da floresta amazônica. A abertura de estradas, a grilagem de terras públicas e a expansão da pecuária estão entre os fatores do processo.

    A grilagem, mencionada no texto, corresponde

    1. à criação de unidades de conservação pelo governo federal em áreas de floresta.
    2. à demarcação de terras indígenas homologadas pela Presidência.
    3. à apropriação ilegal de terras públicas, muitas vezes com documentos falsificados.
    4. ao cultivo de hortaliças em pequenas propriedades familiares.
    5. à recuperação de pastagens degradadas com tecnologia.
  11. Leia o texto.

    Nas últimas décadas, aumentou o número de brasileiros com formação universitária, como médicos, engenheiros e pesquisadores, que se mudaram para países como Estados Unidos, Portugal e Canadá em busca de melhores salários e condições de pesquisa.

    O fenômeno descrito é conhecido como

    1. êxodo rural.
    2. migração pendular.
    3. transumância.
    4. fuga de cérebros.
    5. migração de retorno ao país de origem.
  12. Leia o texto.

    Em várias bacias hidrográficas brasileiras, o crescimento da irrigação de grandes lavouras, a mineração e a construção de barragens intensificaram disputas pela água com comunidades ribeirinhas, quilombolas, indígenas e pequenos agricultores, que relatam a redução da vazão de rios e a perda de acesso a fontes tradicionais.

    De acordo com a Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/1997), situações como essas devem ser enfrentadas considerando que

    1. a água pertence ao proprietário da terra onde está o rio, que pode usá-la sem limites.
    2. a gestão da água deve ser feita apenas pelo governo federal, sem participação da sociedade.
    3. a água é um recurso ilimitado e, por isso, não precisa de gestão.
    4. a água é bem público e, na escassez, prioriza-se o consumo humano e dos animais.
    5. a indústria tem prioridade absoluta sobre qualquer outro uso da água.

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