Geografia 1ª série Prova
Riscos e desastres naturais no Brasil
Prova com 10 questões sobre risco e vulnerabilidade, deslizamentos, enchentes urbanas, população em áreas de risco, Cemaden, Defesa Civil, barragens de mineração e convivência com o semiárido.
- 10 questões
- cerca de 60 minutos
Geografia, 1ª série: Riscos e desastres naturais no Brasil
Na análise de desastres, especialistas afirmam que o risco resulta da combinação entre a ameaça (um evento como uma chuva intensa) e a vulnerabilidade da população exposta. De acordo com essa ideia,
- os desastres dependem apenas da intensidade das chuvas e não podem ser prevenidos de nenhuma forma.
- reduzir a vulnerabilidade também é uma forma de prevenir desastres.
- populações ricas e pobres sofrem exatamente os mesmos danos em um mesmo evento.
- a única medida possível é esperar que os eventos extremos deixem de ocorrer.
- a vulnerabilidade não depende das condições de moradia e de renda.
Em diversas cidades brasileiras, deslizamentos de terra ocorrem com frequência durante o verão. Entre os fatores que favorecem esses deslizamentos estão
- terrenos totalmente planos, baixa umidade e vegetação densa nas encostas.
- clima frio e seco, com temperaturas negativas durante o verão.
- a presença de rios largos e navegáveis no topo das montanhas.
- encostas íngremes, chuva intensa, retirada da vegetação e cortes no terreno.
- a ausência de chuvas, que deixa o solo endurecido e muito resistente.
Leia o texto.
Nas grandes cidades, rios e córregos foram canalizados, suas margens foram ocupadas por avenidas e construções, e grande parte do solo foi coberta por asfalto e concreto. Em dias de chuva forte, a água escoa rapidamente pelas ruas e se acumula nas áreas mais baixas.
O texto explica que as enchentes urbanas são agravadas
- pelo aumento da infiltração da água no solo urbano, que fica totalmente encharcado.
- pela impermeabilização do solo e pela ocupação das várzeas dos rios.
- pela redução das chuvas causada pela urbanização.
- pela abundância de áreas verdes e parques nos centros urbanos.
- pelo aumento da evaporação nas áreas asfaltadas, que retém a água.
Observe o gráfico, elaborado com dados de um estudo do IBGE e do Cemaden que identificou, com base no Censo de 2010, cerca de 8,27 milhões de pessoas morando em áreas de risco de enchentes e deslizamentos em 872 municípios monitorados.
Fonte: IBGE e Cemaden, População em áreas de risco no Brasil, 2018.
A leitura do gráfico indica que
- o Nordeste concentrava a maior parte da população em áreas de risco, com mais de 5 milhões de pessoas.
- mais da metade das pessoas em áreas de risco vivia no Sudeste.
- as regiões Norte, Sul e Centro-Oeste, juntas, superavam o Sudeste.
- o Sudeste e o Nordeste tinham o mesmo número de moradores em áreas de risco.
- menos de 1 milhão de pessoas vivia em áreas de risco no Sudeste.
Em janeiro de 2011, chuvas intensas provocaram enchentes e deslizamentos na Região Serrana do Rio de Janeiro, com mais de 900 mortos, um dos maiores desastres do país. No mesmo ano, foi criado o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). A função principal desse órgão é
- construir moradias populares para todas as famílias que vivem em áreas de encosta.
- controlar a quantidade de chuva que cai nas regiões serranas.
- monitorar ameaças e emitir alertas para que a Defesa Civil proteja a população.
- aplicar multas às pessoas que moram em áreas de risco.
- substituir as prefeituras na elaboração dos planos diretores.
Em novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), lançou rejeitos de mineração que atingiram o rio Doce até o litoral do Espírito Santo. Em janeiro de 2019, o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), deixou cerca de 270 mortos. Após esses casos, a Lei nº 14.066/2020 proibiu barragens de mineração construídas ou alteadas pelo método "a montante". Esses episódios mostram
- que os rompimentos foram desastres naturais inevitáveis, causados apenas por terremotos.
- que desastres tecnológicos exigem regulação mais rígida e fiscalização eficaz.
- que a mineração deixou de ser fiscalizada no Brasil a partir de 2015.
- que os rejeitos de mineração não causam impactos sobre rios e comunidades.
- que a responsabilidade pelos danos cabe apenas aos moradores das áreas atingidas.
No semiárido brasileiro, programas desenvolvidos por organizações da sociedade civil e pelo poder público, como a construção de cisternas para armazenar água da chuva nas casas, difundiram a ideia de "convivência com o semiárido" em vez de "combate à seca". Essa mudança de perspectiva
- propõe acabar definitivamente com a seca por meio da mudança do clima regional.
- defende a retirada de toda a população do semiárido para as capitais litorâneas.
- considera a seca um problema exclusivamente individual de cada agricultor.
- reconhece a estiagem como característica do clima e busca reduzir a vulnerabilidade.
- nega a existência de períodos secos no interior do Nordeste.
A Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei nº 12.608/2012) estabelece, entre outros pontos, que os municípios devem identificar e mapear as áreas de risco e que a prevenção é prioridade. A ênfase na prevenção significa
- atuar apenas depois dos desastres, com distribuição de cestas básicas e abrigos temporários.
- transferir toda a responsabilidade aos moradores das áreas de risco.
- proibir a construção de moradias em qualquer área urbana do país.
- eliminar a necessidade de órgãos de defesa civil nos municípios.
- agir antes dos desastres, com mapeamento, alertas, obras e planejamento urbano.
Os desastres naturais atingem igualmente todos os grupos sociais, pois a chuva e a seca não escolhem quem vão afetar.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
Escolha um tipo de desastre que ocorre no Brasil (enchente, deslizamento ou seca). (a) Explique os fatores naturais e os fatores humanos envolvidos. (b) Proponha duas medidas para reduzir o risco, indicando quem seria responsável por cada uma.
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