História 1ª série Atividade
Trabalho na história: escravidão, servidão e assalariamento
Atividade com 10 questões sobre formas de trabalho na história: escravidão antiga, servidão medieval, corporações, assalariamento e indicadores atuais de trabalho e renda.
- 10 questões
- cerca de 50 minutos
História, 1ª série: Trabalho na história: escravidão, servidão e assalariamento
Na Roma antiga, uma pessoa podia tornar-se escrava por ter sido capturada em guerra, por nascer de mãe escravizada ou, nos primeiros séculos, por dívidas. Os escravizados trabalhavam em minas, plantações, casas e oficinas, e alguns eram libertados por seus senhores. Diferentemente da escravidão nas Américas a partir do século XVI, a escravidão romana
- era proibida nas cidades e existia apenas nas propriedades rurais.
- garantia aos escravizados os mesmos direitos políticos dos cidadãos.
- atingia somente estrangeiros africanos trazidos pelo comércio marítimo do Mediterrâneo.
- não se baseava na ideia de raça, pois atingia pessoas de diversas origens.
- era temporária, com libertação obrigatória após cinco anos de trabalho.
Leia a descrição das obrigações de um servo em um senhorio medieval.
I. Trabalhar alguns dias da semana, gratuitamente, nas terras reservadas ao senhor.
II. Entregar ao senhor parte do que produzia no lote que cultivava.
III. Pagar uma taxa para usar o moinho, o forno e o lagar do senhorio.
Essas obrigações correspondem, respectivamente, a
- corveia, talha e banalidades.
- talha, dízimo e corveia.
- banalidades, corveia e talha.
- dízimo, banalidades e mão-morta.
- mão-morta, talha e dízimo.
A servidão medieval é frequentemente confundida com a escravidão. Uma diferença importante entre o servo e o escravizado é que o servo
- recebia salário em moedas pelo trabalho e podia deixar o senhorio sempre que desejasse.
- estava preso à terra e a obrigações, mas não era propriedade do senhor.
- era proprietário do lote que cultivava e não devia nenhuma obrigação ao senhor feudal.
- participava das assembleias que escolhiam o rei e os bispos da região.
- trabalhava apenas nas cidades, nas oficinas dos mestres artesãos.
Nas corporações de ofício das cidades medievais, a produção era controlada pelos mestres, que definiam preços, qualidade e número de trabalhadores. Com a expansão das manufaturas e, depois, das fábricas, esse modelo entrou em crise porque
- a produção passou a ser controlada por capitalistas que empregavam assalariados.
- os reis proibiram o trabalho artesanal e obrigaram todos os artesãos a trabalhar no campo.
- as fábricas foram criadas pelas próprias corporações para proteger o trabalho dos aprendizes.
- a Igreja passou a controlar toda a produção urbana e os preços das mercadorias.
- os artesãos deixaram de vender seus produtos, que passaram a ser distribuídos gratuitamente.
Em 1802, o inglês Robert Peel, dono de fábricas têxteis, apoiou uma das primeiras leis que limitavam a jornada de crianças aprendizes nas fábricas. Nas décadas seguintes, outras leis restringiram o trabalho infantil e a jornada. Essas leis surgiram em um contexto em que
- as fábricas empregavam apenas homens adultos, que exigiam proteção para seus filhos.
- jornadas muito longas, inclusive de crianças, eram comuns no início da industrialização.
- o trabalho nas fábricas era considerado leve e os patrões queriam ampliar a jornada.
- a escravidão havia sido reintroduzida na Inglaterra para operar as máquinas a vapor.
- os sindicatos controlavam o Parlamento britânico e decidiam sozinhos todas as leis trabalhistas.
Observe a tabela.
Indicador (Brasil) 2023 2024 Taxa de desocupação (média anual) 7,8% 6,6% Taxa de informalidade (média anual) 39,2% 39,0% Fonte: IBGE, PNAD Contínua, 2024.
A leitura correta dos dados indica que, de 2023 para 2024,
- a informalidade caiu na mesma proporção que a desocupação, o que eliminou o trabalho sem carteira assinada.
- a desocupação aumentou, pois a informalidade permaneceu próxima de 40% da população.
- quase 40% da população brasileira ficou sem nenhuma ocupação durante o ano de 2024.
- a desocupação caiu, mas cerca de quatro em cada dez pessoas ocupadas continuaram em trabalhos informais.
- a queda da desocupação mostra que todos os novos empregos foram com carteira assinada.
Observe os dados.
Cor ou raça Rendimento médio mensal do trabalho (2021) Taxa de desocupação (2021) Branca R$ 3.099 11,3% Preta R$ 1.764 16,5% Parda R$ 1.814 16,2% Fonte: IBGE, Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, 2022.
Os dados permitem afirmar que, no Brasil de 2021,
- a diferença de rendimento entre os grupos era pequena, inferior a 10% do salário médio.
- pessoas pretas e pardas tinham menor rendimento médio e maior desocupação que pessoas brancas.
- a desocupação era maior entre pessoas brancas, que ocupavam os empregos mais instáveis.
- o rendimento dos trabalhadores pretos era cerca de três vezes menor que o dos brancos.
- não havia relação entre cor ou raça e as condições de trabalho e de renda.
Leia o texto.
Em muitas cidades brasileiras, trabalhadores fazem entregas e transportam passageiros por meio de aplicativos. A plataforma define o valor das corridas, distribui os pedidos por um algoritmo e pode desligar o trabalhador com base em avaliações dos clientes. O trabalhador, em geral, arca com o veículo, o combustível e o celular.
Uma transformação nas relações de trabalho descrita no texto é
- o fim da subordinação, pois o trabalhador decide sozinho o preço de cada serviço.
- a volta das corporações de ofício, em que mestres controlam a formação dos aprendizes.
- o controle do trabalho por meios digitais, com riscos e custos transferidos ao trabalhador.
- a garantia de direitos trabalhistas iguais aos dos empregados com carteira assinada.
- a eliminação da tecnologia no transporte urbano, substituída pelo trabalho manual.
Compare o trabalho do servo medieval com o do operário de uma fábrica inglesa do século XIX, considerando: (a) a relação com os meios de produção (terra, ferramentas, máquinas); (b) a forma de remuneração ou de obrigação; (c) o grau de liberdade para deixar o trabalho.
Muitos analistas afirmam que as tecnologias digitais e a automação transformam o mundo do trabalho, eliminando algumas ocupações e criando outras. Explique um efeito dessas transformações sobre os jovens que estão entrando no mercado de trabalho e proponha uma ação (da escola, do poder público ou das empresas) para reduzir desigualdades nesse processo.
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