Pular para o conteúdo

História 2ª série Atividade

Segunda Revolução Industrial: energia, consumo e ambiente

Atividade com 10 questões sobre a Segunda Revolução Industrial: aço, eletricidade e petróleo, fordismo, grandes magazines, publicidade, poluição urbana e as primeiras leis ambientais.

  • 10 questões
  • cerca de 50 minutos

História, 2ª série: Segunda Revolução Industrial: energia, consumo e ambiente

  1. A partir de cerca de 1870, a industrialização ganhou nova dinâmica, com destaque para a produção de aço em larga escala, o uso da eletricidade e do petróleo e o desenvolvimento da indústria química. Estados Unidos e Alemanha tornaram-se grandes potências industriais. Essa fase é chamada de

    1. Segunda Revolução Industrial.
    2. Revolução Comercial.
    3. Primeira Revolução Industrial.
    4. Revolução Verde.
    5. Revolução Técnico-Científico-Informacional.
  2. Em 1913, a fábrica de automóveis de Henry Ford, nos Estados Unidos, passou a utilizar uma linha de montagem móvel: o carro em construção deslocava-se por uma esteira, e cada operário realizava uma tarefa simples e repetitiva. O tempo de montagem caiu drasticamente. Uma consequência desse modelo foi

    1. a valorização do trabalho artesanal, em que cada operário fabricava o carro inteiro.
    2. a redução do número de automóveis produzidos, que se tornaram artigos de luxo.
    3. o fim da divisão do trabalho, substituída por equipes que decidiam como produzir.
    4. a proibição de salários fixos, substituídos por pagamento em mercadorias.
    5. a produção em massa de mercadorias padronizadas, que se tornaram mais baratas e acessíveis.
  3. Leia o texto.

    Transformado a partir de 1852 por Aristide Boucicaut e ampliado nas décadas seguintes, o Bon Marché, em Paris, é considerado um dos primeiros grandes magazines. Tinha preços fixos e etiquetados, entrada livre sem obrigação de compra, vitrines iluminadas, liquidações periódicas e catálogos enviados pelo correio.

    As práticas descritas no texto contribuíram para

    1. reduzir a oferta de mercadorias, pois as lojas passaram a vender apenas sob encomenda.
    2. acabar com a publicidade, já que os preços fixos dispensavam a divulgação dos produtos.
    3. impedir o acesso da classe média às lojas, restritas à aristocracia parisiense.
    4. estimular o desejo de consumo e tornar as compras um lazer e um sinal de status.
    5. substituir o dinheiro pela troca direta de produtos entre os consumidores.
  4. Nas últimas décadas do século XIX, a impressão litográfica em cores permitiu a produção de cartazes publicitários que ocupavam muros e quiosques das grandes cidades europeias, anunciando bebidas, espetáculos, bicicletas e remédios. Ao mesmo tempo, jornais de grande tiragem e preço baixo alcançavam milhares de leitores. Esses fenômenos indicam

    1. o declínio das cidades, abandonadas pela população que migrava para o campo.
    2. a proibição da propaganda comercial pelos governos liberais da época.
    3. a formação de uma cultura de massa ligada à publicidade e ao estímulo ao consumo.
    4. o fim da imprensa escrita, substituída pelo rádio e pela televisão.
    5. a restrição da leitura aos membros do clero e da nobreza.
  5. Leia o texto.

    Em 1882, a companhia de Thomas Edison inaugurou em Nova York a estação de Pearl Street, uma das primeiras usinas a distribuir eletricidade para iluminar casas, lojas e escritórios. Seus geradores eram movidos por máquinas a vapor que queimavam carvão. Nas décadas seguintes, redes elétricas espalharam-se pelas grandes cidades.

    A expansão descrita no texto

    1. eliminou o uso de carvão, já que a eletricidade dispensava qualquer combustível.
    2. transformou o cotidiano urbano e ampliou a demanda por energia e por novos aparelhos.
    3. ficou restrita às áreas rurais, onde os geradores eram instalados longe das fábricas.
    4. reduziu o horário de funcionamento do comércio, que passou a fechar ao anoitecer.
    5. tornou as cidades independentes da exploração de recursos naturais.
  6. Leia o texto.

    As fábricas britânicas de soda, usada na produção de vidro, sabão e tecidos, liberavam grandes quantidades de gás ácido que destruía plantações e árvores ao redor. Em 1863, a Lei dos Álcalis exigiu que as fábricas retivessem a maior parte desses gases e criou um corpo de inspetores para fiscalizar o cumprimento da norma.

    Essa lei é considerada um marco porque

    1. proibiu definitivamente todas as indústrias químicas no território britânico.
    2. transferiu às próprias empresas a função de julgar as denúncias de poluição.
    3. foi aprovada por um acordo internacional assinado entre todos os países industrializados da época.
    4. eliminou a poluição do ar na Inglaterra ainda no século XIX.
    5. inaugurou a regulação estatal da poluição industrial, com fiscalização por agentes públicos.
  7. A invenção do pneu com câmara de ar e a expansão de bicicletas e automóveis no fim do século XIX elevaram muito a procura por borracha. Na Amazônia, entre cerca de 1879 e 1912, a extração do látex atraiu milhares de migrantes, sobretudo nordestinos, que trabalhavam como seringueiros. Muitos ficavam presos a dívidas com os donos dos seringais, que lhes vendiam alimentos e instrumentos a preços altos. A situação revela

    1. a ligação entre a demanda industrial do centro e a exploração do trabalho na periferia.
    2. que a borracha era usada apenas no mercado interno brasileiro, sem relação com o exterior.
    3. que os seringueiros enriqueceram rapidamente com a alta dos preços internacionais.
    4. a substituição do trabalho humano por máquinas extratoras nos seringais.
    5. que a migração nordestina para a Amazônia foi proibida pelo governo imperial.
  8. As Exposições Universais, como a de Londres em 1851, no Palácio de Cristal, e a de Paris em 1889, quando foi inaugurada a Torre Eiffel, reuniam milhões de visitantes para ver máquinas, inventos e produtos de vários países. Esses eventos funcionavam como

    1. congressos de trabalhadores que discutiam a redução da jornada de trabalho.
    2. vitrines do progresso industrial, que exaltavam a técnica, as potências e o consumo.
    3. feiras agrícolas destinadas apenas à venda de cereais e animais.
    4. conferências para a criação de leis ambientais internacionais.
    5. manifestações contra o uso de máquinas nas fábricas.
  9. No século XIX, magazines, vitrines e cartazes estimularam novas formas de consumo. Hoje, propagandas personalizadas em redes sociais e compras por aplicativo cumprem papel semelhante. (a) Explique uma semelhança entre essas duas formas de estímulo ao consumo. (b) Indique um impacto socioambiental do consumo acelerado e um hábito que pode reduzi-lo.

  10. A Lei dos Álcalis de 1863 criou inspetores para fiscalizar a poluição industrial na Grã-Bretanha. No Brasil atual, órgãos como o Ibama, criado em 1989, e as secretarias estaduais de meio ambiente fiscalizam atividades poluidoras. Explique a importância desses órgãos de fiscalização e aponte um limite que eles enfrentam para cumprir sua função.

ProvaPiloto · provapiloto.com.br

Já usou com a sua turma?

Conte com um toque. Isso ajuda outros professores a escolher.

Usei em sala Entre na sua conta para contar.

Para continuar o assunto