Arte 3ª série Simulado
Simulado ENEM de Arte: do Barroco à arte contemporânea
Simulado com 12 questões de Arte no estilo ENEM: Barroco, Aleijadinho, Missão Francesa, pintura acadêmica, Impressionismo, Portinari, Duchamp, Neoconcretismo, grafite, arte digital e patrimônio.
- 12 questões
- cerca de 50 minutos
Arte, 3ª série: Simulado ENEM de Arte: do Barroco à arte contemporânea
A pintura barroca europeia do século XVII, como a de Caravaggio, é marcada pelo forte contraste entre áreas iluminadas e áreas escuras. Esse recurso
- elimina o volume das figuras, que ficam chapadas e sem profundidade.
- imita a luz natural ao ar livre, como fariam depois os impressionistas.
- substitui as figuras humanas por formas geométricas abstratas.
- serve apenas para economizar tinta clara nas grandes telas.
- intensifica a dramaticidade das cenas e dirige o olhar para o centro da ação.
Em Congonhas (MG), os doze profetas esculpidos em pedra-sabão por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, no adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, são expressão do
- Modernismo de 1922, que buscava uma arte brasileira por meio do humor.
- Barroco mineiro, que criou arte religiosa original no século XVIII.
- Impressionismo, interessado na luz natural e nas paisagens ao ar livre.
- Neoclassicismo trazido pela Missão Artística Francesa ao Rio de Janeiro.
- Concretismo, que abandonava a figura humana em favor da geometria.
A chamada Missão Artística Francesa, que chegou ao Rio de Janeiro em 1816, contribuiu para a criação da Academia Imperial de Belas Artes. Um dos efeitos dessa iniciativa foi
- o surgimento da arte digital e das instalações interativas no país.
- o fim de toda produção artística religiosa no Brasil.
- a difusão do ensino acadêmico e do Neoclassicismo, com regras e modelos europeus.
- a proibição da pintura de temas brasileiros, vistos como impróprios.
- a valorização imediata das artes indígenas e afro-brasileiras nos salões oficiais.
Telas como A Primeira Missa no Brasil (1860), de Victor Meirelles, e Independência ou Morte! (1888), de Pedro Américo, pertencem à pintura histórica acadêmica. Essas obras
- rompem com as regras acadêmicas, como fariam depois os modernistas.
- são obras abstratas, sem personagens nem paisagens reconhecíveis.
- registram com exatidão fotográfica os fatos, pois os pintores estavam presentes.
- foram pintadas por artistas indígenas sobre seus próprios rituais.
- ajudaram a criar uma imagem oficial e idealizada da nação imperial.
Os impressionistas, como Claude Monet, pintavam muitas vezes ao ar livre, com pinceladas rápidas e cores claras. O principal interesse desse movimento era
- construir figuras com formas geométricas e vários pontos de vista.
- representar cenas religiosas com forte contraste de claro-escuro.
- captar as variações da luz e da atmosfera em diferentes momentos.
- abolir as cores, pintando apenas em preto e branco.
- seguir rigorosamente as regras da pintura histórica acadêmica.
Em Retirantes (1944), Candido Portinari pintou uma família de migrantes com corpos magros, olhos fundos e cores sombrias, diante de uma paisagem árida. A obra
- é uma composição abstrata, sem relação com a realidade social.
- celebra a abundância das colheitas no sertão nordestino.
- ilustra uma lenda europeia medieval sobre cavaleiros.
- denuncia a seca e a miséria, como o romance regionalista.
- retrata uma família da corte portuguesa em viagem de férias.
Em 1917, Marcel Duchamp inscreveu numa exposição um urinol de louça industrializado, assinado com um pseudônimo e intitulado A Fonte. Esse gesto é considerado decisivo para a arte contemporânea porque
- transformou a cerâmica em técnica exclusiva da arte barroca.
- inaugurou a pintura a óleo sobre tela no início do século XX.
- mostrou que só objetos pintados à mão podem ser considerados arte.
- deslocou o valor da obra da habilidade manual para a ideia e o contexto.
- comprovou que os museus devem expor apenas obras do Renascimento.
No fim dos anos 1950 e nos anos 1960, Lygia Clark criou os Bichos, esculturas de metal articuladas que o público pode manipular, e Hélio Oiticica criou os Parangolés, capas para vestir e dançar. Essas obras têm em comum
- a pintura realista de paisagens, à maneira dos acadêmicos do Império.
- a participação do público, que deixa de só contemplar e completa a obra.
- a proibição de qualquer toque, para preservar a obra intocada no museu.
- a cópia de modelos renascentistas de proporção e perspectiva.
- a recusa do corpo e do movimento como parte da experiência artística.
Os irmãos conhecidos como OSGEMEOS começaram pintando muros nas ruas de São Paulo e hoje expõem em museus de vários países. Essa trajetória do grafite evidencia
- que o grafite sempre foi aceito por todos como arte desde o seu surgimento.
- que a arte de rua desapareceu depois de entrar nas galerias.
- que o grafite é uma técnica do Renascimento italiano.
- que as fronteiras entre rua e instituição mudam com a legitimação.
- que apenas obras feitas em ateliê podem ser expostas em museus.
Ferramentas de inteligência artificial geram imagens a partir de comandos escritos, muitas vezes treinadas com milhões de obras de artistas. Um uso ético e crítico dessas ferramentas na produção artística exige
- copiar o estilo de um artista vivo e vender as imagens com o nome dele.
- apresentar as imagens geradas como pintura feita à mão, sem informar o processo.
- considerar que a tecnologia elimina qualquer debate sobre direitos autorais.
- refletir sobre autoria, direitos dos artistas e transparência no uso.
- proibir toda forma de tecnologia digital nas aulas e nas exposições de arte.
No Brasil, o IPHAN usa dois instrumentos diferentes de proteção do patrimônio: o tombamento e o registro. Sobre eles, é correto afirmar que
- nenhum bem cultural brasileiro foi reconhecido pela UNESCO.
- os dois instrumentos são iguais e servem apenas para cobrar ingresso.
- o tombamento protege bens materiais, e o registro, bens imateriais.
- o registro de um bem imaterial obriga que ele nunca mais se transforme.
- o tombamento só se aplica a festas populares, e o registro só a edifícios.
O pintor Manuel da Costa Ataíde (1762-1830), o Mestre Ataíde, pintou no forro da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, uma Nossa Senhora cercada de anjos com traços que muitos estudiosos identificam como mestiços. Essa escolha é interpretada como
- uma adaptação do modelo europeu à realidade da população da colônia.
- um erro técnico do pintor, que não conhecia as regras do desenho.
- uma cópia exata de uma pintura italiana renascentista sem alterações.
- uma crítica direta à Igreja, proibida pelas irmandades da época.
- uma influência da arte digital contemporânea sobre o período colonial.
ProvaPiloto · provapiloto.com.br
Gabarito comentado
Já usou com a sua turma?
Conte com um toque. Isso ajuda outros professores a escolher.
Usei em sala Entre na sua conta para contar.
Para continuar o assunto

Petições e campanhas on-line: inglês para participar
Atividade 10 questões 50 min

Podcasts e vídeos em inglês: remidiação e autoria
Atividade 10 questões 50 min

Textos de opinião em inglês: tese, argumentos e ironia
Atividade 10 questões 50 min

Arte em textos em inglês: museus, grafite e patrimônio
Atividade 10 questões 50 min