História 2ª série Simulado
Segundo Reinado: café, imigração e abolição
Simulado com 12 questões no estilo ENEM sobre a expansão do café, a Lei de Terras, o fim do tráfico, a imigração, as leis abolicionistas, Luís Gama, o Ceará, a Guerra do Paraguai e o pós-abolição.
- 12 questões
- cerca de 60 minutos
História, 2ª série: Segundo Reinado: café, imigração e abolição
Leia o texto.
Na primeira metade do século XIX, os cafezais se espalharam pelo Vale do Paraíba, entre o Rio de Janeiro e São Paulo, apoiados no trabalho de africanos escravizados. A partir de meados do século, a lavoura avançou para o chamado Oeste Paulista, de solos de terra roxa, e passou a contar cada vez mais com ferrovias e trabalhadores imigrantes.
O texto descreve
- a substituição do café pelo açúcar como principal produto de exportação do Império.
- a decadência da economia paulista, que perdeu importância para o Nordeste açucareiro.
- o fim da escravidão no Vale do Paraíba logo no início da expansão cafeeira.
- a introdução do café no Brasil pelos imigrantes italianos no fim do século XIX.
- o deslocamento da cafeicultura e a mudança em suas bases técnicas e de trabalho.
Leia o artigo 1º da Lei de Terras, de 1850, com ortografia atualizada.
Ficam proibidas as aquisições de terras devolutas por outro título que não seja o de compra.
Considerando o contexto da época, essa lei
- distribuiu gratuitamente as terras do Império entre os escravizados que fossem libertados.
- garantiu aos povos indígenas a posse definitiva de todas as terras que ocupavam no Império.
- proibiu os grandes fazendeiros de comprar terras, para estimular a pequena propriedade.
- dificultou o acesso à terra para imigrantes pobres e futuros libertos.
- transformou todas as terras do Brasil em propriedade coletiva administrada pelo imperador.
Leia o texto.
Em 1845, o Parlamento britânico aprovou o Bill Aberdeen, que autorizava a marinha inglesa a apreender navios negreiros brasileiros no Atlântico; com base nela, navios britânicos chegaram a perseguir traficantes em águas do Brasil. Cinco anos depois, o governo imperial aprovou a Lei Eusébio de Queirós.
A lei de 1850 está relacionada a esse contexto porque
- aboliu a escravidão em todo o território brasileiro, atendendo à Inglaterra.
- autorizou o Brasil a comprar escravizados diretamente dos navios ingleses.
- proibiu o tráfico de africanos para o Brasil, sob forte pressão britânica.
- libertou os filhos de escravizadas nascidos a partir daquele ano.
- proibiu a entrada de imigrantes ingleses nas fazendas de café.
O primeiro recenseamento geral do Brasil, realizado em 1872, apresentou os seguintes números aproximados.
Condição População Livres 8,4 milhões Escravizados 1,5 milhão Total 9,9 milhões Com base nos dados, a parcela da população escravizada em 1872 correspondia a cerca de
- 50% do total.
- 15% do total.
- 85% do total.
- 1,5% do total.
- 30% do total.
Leia o texto.
Na fazenda Ibicaba, em Limeira (SP), o senador Vergueiro contratou famílias suíças e alemãs pelo sistema de parceria. Os colonos chegavam endividados com as passagens e a hospedagem, compravam mantimentos no armazém da fazenda e dividiam os lucros da venda do café com o fazendeiro. Em 1856, revoltaram-se contra as condições de trabalho.
A revolta dos colonos de Ibicaba evidencia
- as dificuldades dos imigrantes diante do endividamento e da mentalidade escravista dos fazendeiros.
- a preferência dos imigrantes pelo trabalho escravo, que consideravam mais lucrativo para eles.
- a riqueza imediata das famílias imigrantes, que logo se tornaram grandes proprietárias de terras.
- a proibição da imigração europeia pelo governo imperial após a chegada dos suíços.
- a recusa dos fazendeiros em pagar qualquer parte dos lucros com a venda do café.
Observe as leis aprovadas no Império.
- 1871 – Lei do Ventre Livre: os filhos de escravizadas nascidos a partir da lei seriam livres, mas podiam ficar sob a tutela do senhor até os 21 anos.
- 1885 – Lei dos Sexagenários: libertava os escravizados com mais de 60 anos, que ainda deviam prestar serviços por alguns anos como indenização.
A análise dessas leis permite concluir que
- o Império aboliu a escravidão de uma só vez em 1871, sem nenhuma indenização aos senhores.
- as leis libertaram imediatamente todos os escravizados jovens e em idade produtiva.
- os escravizados eram proibidos de recorrer à Justiça para obter a liberdade.
- os senhores rejeitaram as leis porque elas previam a reforma agrária para os libertos.
- a abolição foi lenta e gradual e preservou por anos os interesses senhoriais.
Leia os versos de "O navio negreiro", poema de Castro Alves (1847-1871).
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!Nesses versos, o poeta
- defende o tráfico de africanos como necessário para a prosperidade do Império do Brasil.
- descreve a alegria dos africanos ao chegar ao Brasil para trabalhar nas fazendas de café.
- critica os abolicionistas, acusando-os de loucura por desejarem o fim da escravidão.
- expressa indignação diante dos horrores do tráfico, contribuindo para a causa abolicionista.
- celebra a vitória brasileira na Guerra do Paraguai e o heroísmo dos soldados.
Luís Gama (1830-1882), nascido livre na Bahia, foi vendido ilegalmente como escravo pelo próprio pai aos dez anos. Depois de conquistar a liberdade, tornou-se jornalista, poeta e advogado autodidata em São Paulo, e conseguiu na Justiça a libertação de centenas de pessoas escravizadas. Sua trajetória evidencia
- que o abolicionismo foi um movimento formado apenas por brancos ricos da corte do Rio de Janeiro.
- que os tribunais do Império eram proibidos de julgar ações de liberdade de escravizados.
- o protagonismo negro no abolicionismo e o uso das leis como instrumento de luta pela liberdade.
- que a escravidão havia sido extinta em São Paulo antes do restante do Império do Brasil.
- que a imprensa do século XIX não tinha qualquer papel na campanha contra a escravidão.
Em 1881, jangadeiros de Fortaleza, liderados por Francisco José do Nascimento, conhecido como Dragão do Mar, recusaram-se a transportar escravizados até os navios que os levariam para as províncias do Sul. Em 1884, o Ceará declarou extinta a escravidão em seu território. Esses fatos mostram
- que o Ceará foi a última província do Império a abolir a escravidão, depois de 1888.
- que a abolição avançou por iniciativas locais e populares antes da Lei Áurea.
- que os jangadeiros eram contratados pelos fazendeiros de café para levar escravizados ao Sul.
- que a escravidão no Ceará foi abolida por decreto do imperador, contra a vontade local.
- que o tráfico interprovincial era proibido desde a independência do Brasil, em 1822.
A Guerra do Paraguai (1864-1870), em que Brasil, Argentina e Uruguai enfrentaram o Paraguai, teve entre suas consequências para o Brasil
- o fortalecimento do Exército como força política e o aumento das críticas à escravidão.
- a anexação de todo o território paraguaio ao Império e a mudança da capital para Assunção.
- o fim da monarquia logo após a guerra, com a proclamação da república em 1870.
- o enriquecimento do Império, que saiu do conflito sem dívidas e sem perdas humanas.
- a abolição imediata da escravidão em 1870, exigida pelos países aliados ao Brasil.
Leia o texto.
A Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, tinha apenas dois artigos: declarava extinta a escravidão no Brasil e revogava as disposições em contrário. Não previa indenização aos senhores nem qualquer medida de acesso à terra, à educação ou ao trabalho para os libertos.
Uma consequência histórica do modo como a abolição foi realizada é
- a integração imediata dos libertos como proprietários de terras nas antigas fazendas.
- o fim de todo preconceito racial no Brasil, já que a escravidão havia acabado.
- a migração em massa dos libertos para a Europa em busca de melhores empregos.
- a inserção precária da população negra na sociedade, com desigualdades que persistem.
- a criação de escolas públicas para todos os libertos logo no ano de 1888.
A partir da década de 1880, o governo da província de São Paulo passou a pagar as passagens de imigrantes europeus, sobretudo italianos, para trabalhar nas fazendas de café. Ao mesmo tempo, ideias racistas defendiam o "branqueamento" da população brasileira. A combinação desses fatores
- garantiu aos libertos prioridade na contratação, já que os imigrantes eram proibidos de trabalhar no campo.
- fez com que os imigrantes italianos fossem escravizados nas fazendas, como os africanos haviam sido.
- impediu a entrada de qualquer estrangeiro no Brasil até a Proclamação da República.
- levou o governo a distribuir terras aos libertos para que competissem com os imigrantes.
- favoreceu imigrantes europeus e marginalizou trabalhadores negros no mercado de trabalho livre.
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