História 2ª série Atividade
Tráfico atlântico e escravidão africana no Brasil
Atividade com 11 questões sobre o tráfico atlântico, as rotas entre Brasil e África, a travessia, a diversidade dos africanos escravizados, o trabalho de ganho, as irmandades e as justificativas da escravidão.
- 11 questões
- cerca de 50 minutos
História, 2ª série: Tráfico atlântico e escravidão africana no Brasil
Leia a afirmação, comum em textos antigos.
Os portugueses trouxeram africanos porque os indígenas eram indolentes e não se adaptavam ao trabalho.
Do ponto de vista historiográfico atual, essa explicação é
- preconceituosa, pois ignora o lucro do tráfico, as epidemias e a resistência indígena.
- correta, pois os indígenas se recusavam a qualquer forma de trabalho agrícola, mesmo em suas aldeias.
- aceitável, pois a escravidão indígena nunca existiu no Brasil colonial.
- adequada, pois os africanos escolheram livremente vir trabalhar no Brasil.
- verdadeira, pois a Igreja exigia que apenas africanos trabalhassem nos engenhos.
No século XVIII, comerciantes de Salvador enviavam tabaco e cachaça produzidos na Bahia diretamente para a Costa da Mina, na África Ocidental, onde trocavam essas mercadorias por pessoas escravizadas. Esse dado mostra que
- o tráfico era feito apenas por navios ingleses, sem participação de comerciantes do Brasil.
- havia rotas diretas entre o Brasil e a África, com comerciantes da colônia no tráfico.
- a Bahia comprava escravizados somente na Europa, em mercados de Lisboa e Londres.
- o tabaco era o principal alimento dos africanos durante a travessia do Atlântico.
- os africanos pagavam pela própria viagem com tabaco e cachaça comprados na Bahia.
Os navios que transportavam africanos escravizados pelo Atlântico eram chamados de tumbeiros. Esse nome se relaciona
- ao nome do primeiro comerciante português que organizou o tráfico entre Angola e o Brasil.
- ao formato dos navios, semelhante ao de grandes túmulos de pedra das igrejas.
- à alta mortalidade causada pela superlotação, pela fome e pelas doenças durante a travessia.
- à proibição de enterrar no Brasil os africanos que morriam depois do desembarque.
- ao fato de transportarem apenas pessoas idosas, que viviam pouco tempo no Brasil.
Os africanos trazidos ao Brasil vieram principalmente de duas grandes regiões: a África Centro-Ocidental (atuais Angola, Congo e arredores), de onde vieram muitos povos de línguas bantas, e a costa ocidental, como o golfo do Benim, de onde vieram, por exemplo, iorubás (nagôs) e jejes. Essa informação evidencia
- que todos os africanos falavam a mesma língua e tinham a mesma religião ao chegar ao Brasil.
- que o tráfico se limitou ao norte da África, nas regiões próximas ao mar Mediterrâneo.
- que os africanos vinham de um único reino, que controlava todo o litoral do continente.
- que a origem dos africanos não teve nenhuma influência na cultura brasileira.
- a diversidade de povos, línguas e culturas entre os africanos escravizados no Brasil.
Nas cidades coloniais e imperiais, muitos escravizados trabalhavam como vendedores, carregadores, barbeiros ou artesãos e entregavam ao senhor uma quantia fixa por dia ou por semana. Eram os chamados
- lavradores de cana.
- senhores de engenho.
- capitães do mato.
- escravizados de ganho.
- escravizados domésticos.
No século XIX, teorias pseudocientíficas afirmavam que a humanidade se dividia em "raças" hierarquizadas, com os europeus no topo. Essas teorias, hoje rejeitadas pela ciência,
- surgiram para combater a escravidão, mostrando que todos os seres humanos eram iguais.
- foram usadas para justificar a escravidão e o colonialismo e alimentaram o racismo.
- foram criadas por líderes africanos para valorizar seus povos diante dos europeus.
- não tiveram nenhuma influência no Brasil, onde nunca houve preconceito racial.
- foram aceitas pela genética atual, que confirma a existência de raças humanas superiores.
O tronco, o açoite e a máscara de flandres eram instrumentos de castigo usados contra escravizados no Brasil. Além de causar dor física, a aplicação pública desses castigos tinha a função de
- intimidar os demais escravizados e reafirmar o poder senhorial.
- cumprir uma exigência da Igreja, que obrigava todos os senhores a castigar.
- preparar os escravizados para o trabalho nas minas, tornando-os mais resistentes.
- garantir o cumprimento das leis portuguesas, que proibiam qualquer castigo físico.
- substituir a alimentação dos escravizados nos períodos de baixa produção.
Muitos africanos e afrodescendentes, escravizados ou libertos, participavam de irmandades religiosas, como as de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito. Essas associações
- eram proibidas pela Igreja, que só aceitava membros brancos e livres nas confrarias católicas.
- organizavam o tráfico de escravizados entre a África e os portos do Brasil.
- tinham como objetivo impedir a manutenção de tradições africanas na colônia.
- ofereciam ajuda mútua, enterros dignos e, às vezes, recursos para a compra de alforrias.
- reuniam apenas senhores de engenho interessados em controlar seus escravizados.
O Brasil foi o último país independente das Américas a abolir legalmente a escravidão, o que ocorreu em 1888, com a Lei Áurea.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
Palavras como "caçula", "cafuné", "moleque", "quitanda" e "samba" fazem parte do português falado no Brasil. Sua origem em línguas africanas, como o quimbundo e o quicongo, indica que
- essas palavras foram criadas pelos portugueses de Lisboa para nomear objetos e alimentos trazidos da África.
- as línguas africanas foram proibidas e não deixaram nenhum vestígio no Brasil.
- o português do Brasil é a mesma língua falada atualmente em Angola, sem diferenças.
- os africanos aprenderam essas palavras com os indígenas tupis no litoral brasileiro.
- os africanos escravizados e seus descendentes foram agentes da formação cultural brasileira.
Explique por que a escravidão africana pode ser considerada uma forma de violência que vai além dos castigos físicos. Em seguida, indique uma consequência dessa história que ainda pode ser percebida na sociedade brasileira atual e proponha uma ação para enfrentá-la.
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