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História 3ª série Atividade

Revolução Cubana e ditaduras militares no Cone Sul

Atividade com 10 questões sobre a Revolução Cubana, a Aliança para o Progresso, a Doutrina de Segurança Nacional, as ditaduras do Chile e da Argentina, a Operação Condor e a justiça de transição.

  • 10 questões
  • cerca de 50 minutos

História, 3ª série: Revolução Cubana e ditaduras militares no Cone Sul

  1. Em 1º de janeiro de 1959, o ditador Fulgencio Batista fugiu de Cuba, e guerrilheiros liderados por Fidel Castro, Ernesto "Che" Guevara e Camilo Cienfuegos assumiram o poder. Entre os fatores que explicam o apoio popular à revolução estão

    1. a ocupação militar de Cuba pela União Soviética desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
    2. a defesa, pelos guerrilheiros, da anexação de Cuba aos Estados Unidos.
    3. a ditadura de Batista, a desigualdade e o peso de empresas dos EUA na ilha.
    4. a prosperidade dos camponeses cubanos, que desejavam manter o governo de Batista.
    5. o domínio colonial espanhol, que persistia em Cuba até a década de 1950.
  2. Nos primeiros anos após a revolução, o governo cubano promoveu a reforma agrária e nacionalizou empresas, inclusive estadunidenses. Os Estados Unidos reagiram com sanções econômicas e, em abril de 1961, apoiaram uma tentativa de invasão da ilha por exilados cubanos, na Baía dos Porcos, que fracassou. Esses acontecimentos contribuíram para

    1. a aproximação entre Cuba e a União Soviética e a definição do regime cubano como socialista.
    2. a reconciliação imediata entre Cuba e os Estados Unidos e o fim das sanções.
    3. a volta de Fulgencio Batista ao poder com apoio da Organização dos Estados Americanos.
    4. a neutralidade de Cuba na Guerra Fria, sem alinhamento com nenhuma das potências.
    5. a anexação de Cuba ao território dos Estados Unidos como estado da federação.
  3. Em 1961, o governo de John F. Kennedy lançou a Aliança para o Progresso, programa de empréstimos e ajuda técnica aos países latino-americanos para projetos de educação, habitação e reforma agrária. Um dos objetivos estratégicos do programa era

    1. financiar a expansão da influência soviética no continente americano.
    2. transferir as indústrias estadunidenses para a América Latina.
    3. apoiar a criação de governos socialistas em toda a região.
    4. reduzir condições sociais que favorecessem revoluções como a cubana.
    5. substituir a Organização dos Estados Americanos por um parlamento continental.
  4. A Doutrina de Segurança Nacional, difundida entre militares latino-americanos durante a Guerra Fria, inclusive pela Escola Superior de Guerra, no Brasil, sustentava que a principal ameaça ao país vinha de um "inimigo interno", identificado com o comunismo e a subversão. Na prática, essa doutrina

    1. defendia a ampliação das liberdades civis e o fortalecimento dos partidos de oposição.
    2. propunha a neutralidade militar e a retirada das Forças Armadas da vida política.
    3. determinava que os militares se dedicassem apenas à defesa das fronteiras externas.
    4. serviu para justificar a repressão a opositores, com violações de direitos humanos.
    5. garantia aos sindicatos o direito irrestrito de greve e de manifestação.
  5. Em 1970, Salvador Allende, candidato da coalizão Unidade Popular, foi eleito presidente do Chile e iniciou um programa que incluía a nacionalização do cobre e a ampliação da reforma agrária. Em 11 de setembro de 1973, um golpe militar derrubou o governo, e o palácio presidencial de La Moneda foi bombardeado. Após o golpe,

    1. Allende convocou novas eleições e foi reeleito com apoio das Forças Armadas.
    2. o Chile tornou-se aliado da União Soviética e do Pacto de Varsóvia.
    3. o Congresso chileno assumiu o governo e restabeleceu a democracia em poucos meses.
    4. o país foi ocupado por tropas argentinas, que controlaram Santiago até 1983.
    5. Pinochet governou até 1990, com perseguição política e milhares de vítimas.
  6. Durante a ditadura argentina (1976-1983), milhares de pessoas foram sequestradas por agentes do Estado e nunca mais foram vistas. A partir de 1977, mães desses desaparecidos passaram a caminhar todas as quintas-feiras em frente à sede do governo, usando lenços brancos na cabeça, para exigir informações sobre seus filhos. Esse movimento ficou conhecido como

    1. Movimento das Diretas Já.
    2. Mães da Praça de Maio.
    3. Caras-pintadas.
    4. Revolução dos Cravos.
    5. Cordobazo.
  7. Leia o texto.

    Documentos tornados públicos nas décadas de 1990 e 2000 mostraram que, a partir de 1975, órgãos de repressão do Chile, da Argentina, do Uruguai, do Paraguai, da Bolívia e do Brasil trocaram informações e realizaram operações conjuntas para vigiar, sequestrar e eliminar opositores, inclusive exilados em países vizinhos.

    O texto refere-se à

    1. Aliança para o Progresso, programa estadunidense de ajuda econômica.
    2. Operação Condor, rede de cooperação repressiva entre ditaduras sul-americanas.
    3. Organização dos Estados Americanos, criada para defender a democracia.
    4. Doutrina Monroe, que proibia intervenções europeias na América.
    5. Mercosul, bloco econômico formado pelos países do Cone Sul.
  8. Após a redemocratização, em 1985, dirigentes das juntas militares argentinas foram julgados e condenados por crimes cometidos durante a ditadura. No Brasil, a Lei da Anistia de 1979 foi interpretada como impedindo a punição de agentes do Estado, e a Comissão Nacional da Verdade (2012-2014) investigou e registrou violações, sem poder de punir. A comparação mostra que

    1. Argentina e Brasil seguiram exatamente o mesmo modelo de punição dos responsáveis por violações.
    2. o Brasil condenou todos os agentes da repressão logo após o fim da ditadura.
    3. nenhum país sul-americano investigou as violações de direitos humanos de suas ditaduras.
    4. a Argentina aprovou uma anistia que impediu qualquer investigação sobre os desaparecidos.
    5. os países seguiram caminhos distintos de justiça de transição.
  9. Durante a Guerra Fria, a América Latina viveu tanto uma revolução que deu origem a um regime socialista (Cuba) quanto golpes que instauraram ditaduras militares anticomunistas (como no Chile e na Argentina). Explique como a disputa entre Estados Unidos e União Soviética influenciou esses processos, sem deixar de considerar fatores internos de cada país.

  10. Em muitos países sul-americanos, existem hoje museus, memoriais e "lugares de memória" em antigos centros de detenção das ditaduras, como o Espaço Memória e Direitos Humanos (ex-ESMA), em Buenos Aires. Explique a importância desses espaços para a democracia e para os direitos humanos.

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