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Língua Portuguesa 1ª série Atividade

Slam e sarau: poesia falada e culturas juvenis

Atividade com 10 questões sobre slam e sarau: poesia falada, performance, regras das batalhas de poesia, literatura das periferias e disputas sobre o que é reconhecido como literatura.

  • 10 questões
  • cerca de 55 minutos

Língua Portuguesa, 1ª série: Slam e sarau: poesia falada e culturas juvenis

  1. O slam é uma competição de poesia falada surgida nos Estados Unidos, nos anos 1980, e muito difundida no Brasil. Em geral, suas regras incluem

    1. leitura de poemas clássicos escolhidos e avaliados por uma banca de professores de literatura.
    2. acompanhamento musical obrigatório e uso de figurinos elaborados.
    3. improviso total, sem que o poeta possa preparar o texto antes.
    4. poemas autorais, tempo de cerca de três minutos e jurados escolhidos na plateia.
    5. apresentação exclusiva em teatros, com ingressos pagos.
  2. Leia o poema.

    Me disseram que poesia
    morava longe daqui,
    em livro de capa dura
    que eu nunca li.
    Mas a poesia desceu do ônibus
    às seis da manhã,
    com marmita na bolsa
    e o sonho de amanhã.
    Hoje ela pega o microfone
    no meio da praça
    e diz o nome do bairro
    que nunca saiu na revista,
    com a voz de quem passa.

    Poema escrito para esta atividade.

    No poema, a poesia é personificada como alguém que

    1. mora apenas nos livros caros e nas bibliotecas distantes, longe da vida do bairro.
    2. faz parte do cotidiano dos trabalhadores e ocupa a praça para falar do bairro.
    3. despreza o bairro e prefere aparecer nas revistas.
    4. abandona a cidade para viver no campo, longe do barulho.
    5. foi esquecida pelo eu lírico, que nunca a encontrou.
  3. Num poema sobre a poesia falada nas periferias, os versos "Me disseram que poesia / morava longe daqui, / em livro de capa dura / que eu nunca li" questionam

    1. a ideia de que a poesia pertence apenas a espaços e livros de prestígio.
    2. a qualidade dos livros de capa dura vendidos nas livrarias.
    3. o hábito de leitura dos moradores das grandes cidades.
    4. a existência de bibliotecas públicas e de livrarias nos bairros periféricos.
    5. o valor dos poetas que escrevem livros impressos.
  4. No slam, o poeta não pode usar música nem objetos de cena. Por isso, os efeitos de sentido da apresentação dependem sobretudo

    1. da qualidade do papel em que o poema foi impresso.
    2. do cenário montado pelos organizadores do evento.
    3. da voz, do ritmo, das pausas, da expressão do rosto e dos gestos.
    4. das imagens projetadas atrás do poeta durante a fala.
    5. do número de páginas do livro publicado pelo autor.
  5. Os saraus de periferia, realizados em bares, praças e centros culturais, reúnem moradores para ler e ouvir poesia. Diferentemente do slam, o sarau

    1. exige que todos os participantes sejam escritores profissionais, com livros já publicados.
    2. proíbe a leitura de textos de outros autores.
    3. tem jurados oficiais que eliminam os poetas mais fracos.
    4. só pode acontecer em escolas, com autorização da direção.
    5. não é competição: é um encontro aberto para ler textos próprios ou de outros autores.
  6. Leia a afirmação de um crítico fictício: "Slam não é literatura; é desabafo com microfone." Um argumento que contesta essa afirmação é:

    1. O slam acontece em praças, por isso não pode ser considerado arte.
    2. Os poetas de slam são jovens e, portanto, ainda não sabem escrever.
    3. Só pode ser considerado literatura o que foi publicado em livro por uma grande editora do país.
    4. Os poemas de slam têm elaboração estética: ritmo, rima, imagens e trabalho com a voz.
    5. O slam surgiu em outro país e não tem relação com o Brasil.
  7. Muitos poemas de slam tratam de racismo, violência policial, machismo e desigualdade nas cidades. Esses temas indicam que o slam funciona também como

    1. forma de participação social, que expõe problemas e provoca reflexão no espaço público.
    2. entretenimento puro, sem nenhuma relação com a realidade vivida pelos poetas e pelo público.
    3. propaganda de partidos políticos durante as eleições.
    4. estratégia de venda de livros em grandes livrarias.
    5. maneira de evitar qualquer discussão sobre a vida coletiva.
  8. Num poema sobre a poesia falada nas periferias, a poesia, personificada, "pega o microfone / no meio da praça / e diz o nome do bairro / que nunca saiu na revista". Esses versos sugerem que

    1. o bairro é famoso e aparece todos os dias nos jornais.
    2. o slam dá visibilidade a lugares e pessoas ignorados pela grande mídia.
    3. a poeta quer mudar o nome do bairro onde vive.
    4. as revistas são o único lugar onde a poesia pode circular.
    5. a poeta tem vergonha do bairro e evita mencioná-lo.
  9. Julgue a afirmação: como o slam valoriza a oralidade, o poeta pode usar livremente variedades informais e gírias, desde que elas façam sentido no poema.

    (   ) Verdadeiro   (   ) Falso

  10. Sua escola vai organizar um sarau. Escreva um poema autoral de 8 a 12 versos sobre um lugar do seu bairro ou da sua cidade que você considera importante. Depois, escreva duas orientações para a sua própria leitura em voz alta (por exemplo, onde fazer pausas, que verso dizer mais alto, que gesto usar) e explique por que essas escolhas reforçam o sentido do poema.

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