História 1ª série Atividade
Reinos africanos antigos: Kush, Axum, Gana e Mali
Atividade com 11 questões sobre Kush e Meroé, Axum, o comércio transaariano de Gana, o Mali de Mansa Musa, Tombuctu, os griôs e a crítica à visão de uma África sem história.
- 11 questões
- cerca de 50 minutos
História, 1ª série: Reinos africanos antigos: Kush, Axum, Gana e Mali
O reino de Kush desenvolveu-se ao sul do Egito, ao longo do rio Nilo, no atual Sudão. No século VIII a.C., reis kushitas conquistaram o Egito e governaram-no por várias décadas. Esse fato mostra que
- o Egito nunca teve contato com outros povos africanos, apenas com gregos e romanos do Mediterrâneo.
- os kushitas eram povos nômades sem Estado, incapazes de organizar exércitos ou governos.
- as relações entre egípcios e núbios incluíram trocas, guerras e domínio de ambos os lados.
- a civilização egípcia foi criada por povos vindos da Europa que depois migraram para a Núbia.
- Kush era uma colônia grega instalada no vale do Nilo para controlar o comércio do ouro.
Em Meroé, capital de Kush a partir do século VI a.C., arqueólogos encontraram grandes acúmulos de escória de fundição, além de dezenas de pirâmides. Esses vestígios indicam
- produção de ferro em larga escala e tradições funerárias próprias.
- que os kushitas desconheciam a metalurgia e importavam todo o ferro que usavam da Europa.
- que as pirâmides de Meroé eram cópias recentes construídas por arqueólogos europeus.
- que a cidade era apenas um acampamento militar romano sem população permanente.
- que a região foi abandonada antes do surgimento da agricultura no vale do Nilo.
Em Kush, várias mulheres governaram como rainhas ou exerceram grande poder como rainhas-mães, sendo representadas em templos e monumentos com símbolos de autoridade. Elas ficaram conhecidas pelo título de
- faraós.
- sultanas.
- imperatrizes.
- vestais.
- candaces.
O reino de Axum, no atual norte da Etiópia e na Eritreia, prosperou nos primeiros séculos da era cristã. Entre suas características está
- a localização no deserto do Saara, longe de rotas de comércio, e a recusa a qualquer contato com estrangeiros.
- o comércio pelo mar Vermelho e o oceano Índico, a cunhagem de moedas e a adoção do cristianismo no século IV.
- a dependência econômica exclusiva da pesca no rio Níger e a ausência de cidades e de governo central.
- o domínio sobre todo o continente africano, do Egito até o extremo sul, por mais de mil anos seguidos.
- a fundação por navegadores portugueses que buscavam uma rota para a Índia no século XV.
Leia o texto.
Escritores árabes da Idade Média chamavam o reino de Gana, na África Ocidental, de "terra do ouro". Caravanas de camelos atravessavam o Saara levando sal, tecidos e objetos de metal e voltavam carregadas de ouro. O rei cobrava tributos sobre as mercadorias que entravam e saíam do reino.
De acordo com o texto, a riqueza de Gana estava ligada
- à exportação de café e açúcar para as cidades da Europa ocidental.
- ao trabalho em minas de prata exploradas por comerciantes europeus.
- à navegação pelo oceano Atlântico até as ilhas do Caribe.
- ao controle do comércio transaariano, sobretudo de ouro e sal.
- à produção de petróleo, vendida em caravanas para o Egito.
Leia o relato, baseado em fontes árabes do século XIV.
Quando o mansa do Mali passou pelo Cairo a caminho de Meca, em 1324, levava uma comitiva de milhares de pessoas e grande quantidade de ouro. Distribuiu tanto ouro em presentes e compras que o valor desse metal na cidade caiu por anos.
O episódio da peregrinação de Mansa Musa evidencia
- a riqueza do Mali e sua integração às redes religiosas e comerciais do mundo islâmico.
- a pobreza do Mali, que precisou pedir ouro emprestado aos governantes do Egito.
- o domínio do Egito sobre o Mali, que pagava tributos anuais ao sultão do Cairo.
- a conversão do Mali ao cristianismo, já que Meca era um centro de peregrinação cristã.
- o isolamento do Mali, que só entrou em contato com outros povos no século XIX.
Nos séculos XV e XVI, a cidade de Tombuctu, no atual Mali, abrigava mesquitas, escolas e bibliotecas, e nela circulavam manuscritos sobre religião, direito, astronomia e medicina. Esse dado é relevante porque
- prova que a escrita foi inventada em Tombuctu e só depois chegou ao Egito e à Mesopotâmia.
- mostra que os manuscritos foram todos produzidos por europeus que viviam na cidade.
- desmente a ideia de que a África subsaariana não produziu conhecimento escrito.
- indica que a cidade era apenas um mercado de escravizados sem vida cultural própria.
- revela que o islamismo proibia a leitura e o estudo das ciências naturais.
Na África Ocidental, os griôs são responsáveis por guardar e transmitir, pela palavra e pela música, a genealogia das famílias e os feitos dos antepassados, como a história de Sundiata Keita, fundador do Mali. Para o historiador, os relatos dos griôs
- não têm valor histórico, pois apenas documentos escritos em arquivos oficiais podem ser usados.
- são mais confiáveis que qualquer outra fonte e por isso dispensam comparação com a arqueologia.
- foram inventados por viajantes europeus do século XIX para explicar o passado africano.
- são fontes orais, que devem ser analisadas e cruzadas com outras evidências, como qualquer fonte.
- tratam apenas de lendas sobre animais, sem relação com acontecimentos políticos reais.
Leia o texto.
No século XIX, viajantes e colonizadores europeus que visitaram as ruínas do Grande Zimbábue, cidade de muralhas de pedra no sudeste africano, afirmaram que ela teria sido construída por fenícios ou por outros povos de fora da África. Pesquisas arqueológicas demonstraram que a cidade foi erguida por ancestrais dos povos xonas, entre os séculos XI e XV.
A atribuição da cidade a povos não africanos revela
- um cuidado científico dos viajantes, que só aceitavam conclusões após longas escavações.
- a dificuldade de datar construções de pedra, que impede saber quem ergueu as muralhas.
- um reconhecimento da grandeza africana, já que os fenícios eram considerados povos africanos.
- uma conclusão correta, posteriormente confirmada pelos arqueólogos que estudaram a região.
- um etnocentrismo usado para justificar a dominação colonial, ao negar a capacidade dos africanos.
A chamada expansão banta foi um longo processo de migrações de povos falantes de línguas bantas, que difundiu a agricultura e a metalurgia do ferro por grande parte da África central e austral.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
No século XIX, filósofos europeus como Hegel afirmaram que a África não fazia parte da história universal. Refute essa ideia utilizando dois exemplos estudados nesta atividade e explique por que esse tipo de afirmação foi importante para o colonialismo.
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