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Língua Portuguesa 1ª série Atividade

Lírica de Camões: o soneto e a medida nova

Atividade com 10 questões sobre a lírica de Camões: o soneto, o verso decassílabo, o amor como conceito, o paradoxo, o tema da mudança e a herança de Petrarca.

  • 10 questões
  • cerca de 55 minutos

Língua Portuguesa, 1ª série: Lírica de Camões: o soneto e a medida nova

  1. Leia o quarteto.

    Amor é fogo que arde sem se ver;
    É ferida que dói, e não se sente;
    É um contentamento descontente;
    É dor que desatina sem doer.

    Luís Vaz de Camões, primeira estrofe de soneto (século XVI), ortografia atualizada.

    A figura de linguagem que estrutura esses versos é

    1. a onomatopeia, que imita o som do fogo e da dor.
    2. a metonímia, que troca o autor pela obra.
    3. o paradoxo, que reúne ideias contraditórias numa mesma definição.
    4. o eufemismo, que suaviza a ideia da morte.
    5. a hipérbole, que exagera a quantidade de amantes que sofrem por amor.
  2. No verso "É um contentamento descontente", o efeito de sentido criado é

    1. mostrar que o eu lírico nunca amou e por isso está triste.
    2. afirmar que o contentamento do amor é sempre mais forte que a tristeza.
    3. indicar que o amor é sempre feliz para quem é correspondido.
    4. sugerir que o amor provoca alegria e insatisfação ao mesmo tempo.
    5. criticar as pessoas que fingem estar contentes.
  3. O soneto, forma que Camões cultivou e que chegou a Portugal com Sá de Miranda, é um poema de

    1. oito versos, todos com rima emparelhada e refrão.
    2. catorze versos, dispostos em dois quartetos e dois tercetos.
    3. dez estrofes de oito versos com rimas ABABABCC.
    4. doze versos livres, sem métrica regular e sem nenhum esquema de rimas.
    5. três estrofes de cinco versos e um dístico final.
  4. Faça a contagem das sílabas poéticas do verso "Amor é fogo que arde sem se ver", lembrando de unir vogais entre palavras e de contar até a última sílaba tônica. O verso tem

    1. dez sílabas poéticas, sendo um decassílabo.
    2. sete sílabas poéticas, sendo uma redondilha maior.
    3. cinco sílabas poéticas, sendo uma redondilha menor.
    4. doze sílabas poéticas, sendo um alexandrino.
    5. onze sílabas poéticas, sendo um hendecassílabo.
  5. Na poesia portuguesa do século XVI, "medida velha" e "medida nova" designam

    1. o verso livre do Modernismo e o verso rigidamente metrificado do Parnasianismo brasileiro.
    2. as cantigas de amigo e as cantigas de amor do Trovadorismo.
    3. a prosa das crônicas históricas e a poesia dos cancioneiros.
    4. o alexandrino francês e o verso branco inglês.
    5. a redondilha, de tradição popular e medieval, e o decassílabo, de influência italiana.
  6. Leia a estrofe.

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
    Muda-se o ser, muda-se a confiança;
    Todo o mundo é composto de mudança,
    Tomando sempre novas qualidades.

    Luís Vaz de Camões, primeira estrofe de soneto (século XVI), ortografia atualizada.

    O tema central desses versos é

    1. a imutabilidade das leis da natureza e de Deus.
    2. a transformação contínua do mundo e das pessoas.
    3. a saudade da pátria sentida pelo poeta durante o exílio.
    4. a exaltação dos navegadores portugueses.
    5. a crítica à corrupção do clero e da justiça.
  7. Na estrofe "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", a repetição do verbo "mudar" no início de várias orações

    1. revela descuido do poeta, que não encontrou sinônimos.
    2. indica que o poema foi escrito para ser cantado em coro.
    3. reforça, pela forma, a ideia de mudança constante que o poema afirma.
    4. mostra que o eu lírico está indeciso sobre o que pensar a respeito do mundo.
    5. serve apenas para completar a métrica do verso.
  8. A lírica amorosa de Camões dialoga com o pensamento de Platão, para quem o amor verdadeiro se eleva do corpo para a ideia. Esse neoplatonismo aparece quando o poeta

    1. descreve a mulher com detalhes físicos sensuais e narra cenas de encontros amorosos às escondidas.
    2. critica as mulheres da corte por sua vaidade e futilidade.
    3. conta, em linguagem popular, a vida dos camponeses portugueses.
    4. idealiza a mulher amada como ser perfeito e quase espiritual, mais contemplado do que possuído.
    5. defende que o amor é apenas uma ilusão inventada pelos poetas.
  9. Julgue a afirmação: Camões escreveu apenas sonetos em decassílabos, pois a redondilha era considerada uma forma ultrapassada e vulgar no Classicismo.

    (   ) Verdadeiro   (   ) Falso

  10. Escreva uma nova estrofe de quatro versos que comece com "Amor é..." e que, como no quarteto de Camões, use paradoxos para definir o amor. Depois, explique em poucas linhas qual paradoxo você criou e que contradição do sentimento amoroso ele expressa.

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