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Língua Portuguesa 1ª série Simulado

Simulado: gramática e sentido no texto

Simulado com 12 questões no estilo ENEM sobre gramática a serviço do sentido: formação de palavras, acentuação, adjetivos, modalizadores, coesão, conjunções, vozes verbais e norma-padrão.

  • 12 questões
  • cerca de 50 minutos

Língua Portuguesa, 1ª série: Simulado: gramática e sentido no texto

  1. Leia o trecho de uma crônica, escrita para este simulado.

    Nas férias, decidi me desapressar. Deixei o relógio na gaveta, almocei quando deu fome e li um livro inteiro sem olhar o celular. Voltei ao trabalho mais lento e, por incrível que pareça, mais atento.

    O verbo “desapressar”, pouco dicionarizado, foi formado por

    1. derivação parassintética, com prefixo e sufixo acrescentados ao mesmo tempo.
    2. composição por aglutinação, com a fusão de “desde” e “pressa” em um só vocábulo.
    3. derivação prefixal, com o prefixo “des-” indicando a ação contrária a apressar.
    4. derivação sufixal, com o sufixo “-ar” formando um substantivo a partir de verbo.
    5. composição por justaposição, com a união de duas palavras sem perda de sons.
  2. Uma treinadora escreveu no grupo do time: “Ontem a Lara não pôde treinar por causa da chuva. Hoje ela pode, então chega às 15h.” O acento em “pôde” é necessário porque

    1. marca toda palavra oxítona terminada em “e”, regra que vale também para “pode”.
    2. indica que a vogal “o” é aberta, já que todas as vogais tônicas abertas recebem acento.
    3. foi mantido pelo Acordo Ortográfico apenas na linguagem informal das redes sociais.
    4. assinala um hiato entre as vogais “o” e “e”, como ocorre em palavras como “poeta”.
    5. distingue o pretérito perfeito do presente do indicativo, escrito sem acento.
  3. Compare as frases.

    I. Meu avô foi um grande homem.
    II. Meu avô foi um homem grande.

    A diferença de sentido entre as frases mostra que, em português,

    1. os adjetivos só podem vir depois do substantivo na norma-padrão escrita.
    2. as duas frases são sinônimas, pois usam exatamente as mesmas palavras.
    3. o substantivo “homem” muda de classe gramatical quando vem antes do adjetivo.
    4. a posição do adjetivo em relação ao substantivo pode alterar o seu significado.
    5. a troca de posição transforma o adjetivo em advérbio na frase II.
  4. Leia o aviso de uma casa de shows: “Infelizmente, o show de sábado foi adiado por problemas técnicos.” O advérbio “Infelizmente”

    1. intensifica o adjetivo “técnicos”, mostrando que os problemas foram muito graves.
    2. expressa a avaliação do enunciador sobre o fato, e não o modo como o show foi adiado.
    3. informa o tempo em que o show vai acontecer, substituindo a data que foi cancelada.
    4. funciona como sujeito da oração, já que aparece no início da frase e é seguido de vírgula.
    5. indica a causa do adiamento, que é explicada logo depois pela expressão “problemas técnicos”.
  5. Leia a nota publicada em um site de notícias local.

    O técnico do time conversou com o atacante depois do jogo. Ele estava visivelmente irritado com a arbitragem.

    A segunda frase gera ambiguidade porque

    1. o pronome “ele” pode retomar tanto “o técnico” quanto “o atacante”.
    2. o pronome “ele” não pode ser usado para retomar substantivos em textos jornalísticos.
    3. a palavra “arbitragem” tem dois significados diferentes no futebol.
    4. o verbo “estava” deveria estar no plural, concordando com os dois homens citados.
    5. o advérbio “visivelmente” não pode modificar adjetivos na norma-padrão.
  6. Uma loja de malas usa o slogan: “Pequena, mas cabe tudo.” Se o slogan fosse “Cabe tudo, mas é pequena”, ele

    1. manteria exatamente o mesmo efeito, já que a ordem das orações não altera o sentido.
    2. passaria a apresentar erro gramatical, pois “mas” não pode iniciar a segunda oração.
    3. perderia força persuasiva, pois o argumento introduzido por “mas” é o que prevalece na conclusão.
    4. ficaria mais convincente, porque o ponto positivo apareceria logo no início da frase.
    5. deixaria de ter conjunção adversativa, porque “mas” passaria a ter valor de adição.
  7. Leia o trecho de um texto de divulgação histórica.

    Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assina a Lei Áurea. A notícia corre pelas ruas do Rio de Janeiro, e multidões se reúnem diante do Paço.

    O uso do presente do indicativo para narrar fatos passados

    1. mostra que o autor não tem certeza sobre os fatos, que são apresentados como hipótese.
    2. aproxima o leitor dos acontecimentos, como se eles se desenrolassem diante dele.
    3. configura erro de concordância temporal, que deve ser corrigido para o pretérito.
    4. indica que os fatos ainda estão acontecendo nos dias de hoje, no Rio de Janeiro.
    5. transforma o texto em uma previsão, como acontece nos textos de horóscopo.
  8. Observe os anúncios.

    I. Precisa-se de vendedores.
    II. Vendem-se casas na praia.
    III. Vende-se casas na praia.

    Considerando o que dizem a gramática tradicional e as descrições do uso contemporâneo, é correto afirmar que

    1. as três frases estão em voz ativa e têm sujeito simples, segundo todas as gramáticas.
    2. a tradição condena I, já que “vendedores” é sujeito e o verbo deveria ir para o plural.
    3. a tradição considera as três frases corretas, pois “se” é sempre índice de indeterminação do sujeito.
    4. a tradição condena III, vendo “casas” como sujeito de passiva, mas o uso a trata como sujeito indeterminado.
    5. o uso contemporâneo rejeita II, que é considerada uma forma artificial e inexistente na fala.
  9. Em uma conversa, alguém diz: “Tem muita gente na fila do posto de saúde.” Em um relatório oficial sobre o mesmo assunto, a forma mais adequada à norma-padrão seria:

    1. Há muitas pessoas na fila do posto de saúde.
    2. Existe muitas pessoas na fila do posto de saúde.
    3. Têm muitas pessoas na fila do posto de saúde.
    4. Haviam muitas pessoas na fila do posto de saúde.
    5. Hão muitas pessoas na fila do posto de saúde.
  10. Leia a manchete: “Três árvores centenárias foram derrubadas na praça central.” O uso da voz passiva sem o agente da passiva

    1. indica que as árvores caíram sozinhas, por causa de um temporal na cidade.
    2. mostra que o jornal acusou diretamente a prefeitura pela derrubada das árvores.
    3. põe o foco nas árvores e deixa de informar quem foi responsável pela derrubada.
    4. torna a frase gramaticalmente incompleta, o que é proibido em manchetes.
    5. transforma “árvores” em objeto direto do verbo “derrubar”, sem sujeito.
  11. Na frase “Chegaram ontem os resultados do vestibular”, o sujeito

    1. é “vestibular”, núcleo da expressão que vem no final da frase.
    2. não existe, pois a frase apresenta um verbo impessoal no plural.
    3. é “ontem”, porque é o termo que aparece imediatamente depois do verbo.
    4. é oculto e corresponde a “eles”, já que a frase começa pelo verbo.
    5. é “os resultados do vestibular”, posposto ao verbo.
  12. Uma biblioteca comunitária criou o lema “Livro livre, leitor livre” para uma campanha de troca de livros. Além da repetição de “livre”, o lema explora

    1. a semelhança sonora entre “livro” e “livre” e a repetição dos sons /l/ e /v/.
    2. a omissão do verbo, que torna o lema uma pergunta dirigida ao leitor.
    3. a oposição de sentidos entre “livro” e “leitor”, que formam uma antítese.
    4. a rima entre “livre” e “leitor”, palavras terminadas pelos mesmos sons.
    5. o uso de palavras estrangeiras para dar um tom moderno à campanha.

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