História 3ª série Atividade
Imperialismo na África e na Ásia
Atividade com 11 questões sobre as motivações do imperialismo, o darwinismo social, a Conferência de Berlim, as fronteiras africanas, Adwa, o Congo de Leopoldo II, as Guerras do Ópio e as resistências.
- 11 questões
- cerca de 50 minutos
História, 3ª série: Imperialismo na África e na Ásia
Na segunda metade do século XIX, potências industriais como Reino Unido, França, Alemanha e Bélgica expandiram seu domínio sobre a África e a Ásia. Entre as motivações econômicas desse imperialismo estavam
- a procura de mão de obra escravizada para as lavouras de açúcar do Caribe e do Brasil.
- a necessidade de importar máquinas a vapor, então produzidas apenas na África.
- o desejo de difundir o socialismo e a propriedade coletiva entre os povos colonizados.
- a busca de matérias-primas, de mercados consumidores e de áreas para investir capitais.
- a obtenção de metais preciosos para cunhar moedas, já que a Europa não tinha bancos.
Leia o texto.
No final do século XIX, muitos europeus aplicaram de forma distorcida ideias da biologia à sociedade, afirmando que os povos competiam entre si e que os "mais aptos" estavam destinados a dominar. Dizia-se também que os europeus tinham o dever de levar a civilização aos povos considerados atrasados.
As ideias descritas, conhecidas como darwinismo social e missão civilizadora,
- eram críticas ao imperialismo formuladas pelos povos colonizados da África e da Ásia.
- defendiam a igualdade entre todos os povos e o fim do domínio europeu no mundo.
- foram criadas por Charles Darwin para orientar a política externa britânica.
- propunham que os europeus adotassem os costumes dos povos africanos e asiáticos.
- serviram para justificar a dominação imperialista e o racismo, sem base científica.
A Conferência de Berlim (1884-1885), convocada pelo chanceler alemão Otto von Bismarck, reuniu potências europeias e os Estados Unidos. Nela,
- os reinos africanos negociaram com os europeus as fronteiras de seus próprios territórios.
- decidiu-se a abolição da escravidão nas Américas e a independência das colônias africanas.
- foram definidas regras para ocupar a África, sem nenhum representante africano.
- as potências se comprometeram a não ocupar nenhum território africano no século XIX.
- foi criada a Liga das Nações para mediar conflitos entre as potências imperialistas.
Muitas fronteiras dos Estados africanos atuais foram traçadas pelas potências coloniais, com linhas retas que seguiam paralelos, meridianos ou acordos diplomáticos. Uma consequência desse processo foi
- a formação de Estados com uma única língua e uma única etnia em todo o continente.
- a separação de povos aparentados e a reunião de grupos rivais sob um mesmo Estado.
- o desaparecimento completo dos conflitos territoriais após as independências africanas.
- o respeito às fronteiras dos antigos reinos e impérios africanos anteriores à conquista.
- a transferência da capital de todos os países africanos para cidades europeias.
Em 1896, na batalha de Adwa, o exército etíope comandado pelo imperador Menelik II derrotou as tropas italianas que tentavam conquistar o país. Esse episódio é importante porque
- garantiu a independência etíope diante da tentativa de conquista italiana.
- marcou o início da colonização italiana sobre toda a região do Chifre da África.
- foi a única guerra do século XIX em que os africanos não usaram armas de fogo.
- levou a Etiópia a se tornar uma colônia britânica, por acordo com a Itália.
- provou que os italianos não tinham interesse em colônias na África.
Leia o texto.
Entre 1885 e 1908, o Estado Livre do Congo foi propriedade pessoal do rei belga Leopoldo II. Para cumprir as cotas de coleta de borracha, a população foi submetida a trabalho forçado, reféns eram tomados e mãos eram decepadas como castigo. Missionários e jornalistas denunciaram as atrocidades, que provocaram milhões de mortes.
O texto evidencia
- o caráter humanitário da presença belga, que levou hospitais e escolas ao Congo.
- a exploração de café no Congo, sem uso de trabalho forçado nem castigos.
- a violência extrema da exploração colonial e o peso das denúncias.
- que o Congo foi governado pelo Parlamento belga, contra a vontade do rei.
- que os congoleses aceitaram o trabalho forçado em troca de salários altos.
No século XIX, o Reino Unido vendia ópio produzido na Índia para a China, apesar da proibição imposta pelo governo chinês. Após as Guerras do Ópio, a China foi obrigada a
- proibir o comércio com o Japão e com os Estados Unidos por cem anos.
- abrir portos ao comércio estrangeiro e ceder Hong Kong aos britânicos.
- transformar-se em colônia britânica, governada diretamente de Londres.
- comprar toda a produção de algodão da Índia por preços fixados pela Coroa.
- abolir a monarquia e proclamar uma república socialista em 1842.
Em 1857, soldados indianos a serviço da Companhia Britânica das Índias Orientais, os sipaios, rebelaram-se, e a revolta se espalhou pelo norte da Índia. Após sufocar o movimento, o Reino Unido
- concedeu a independência à Índia, que se tornou uma república ainda no século XIX.
- entregou o controle da Índia à França, em troca de territórios na África.
- proibiu os indianos de servir no exército e substituiu-os por soldados chineses.
- passou a governar a Índia diretamente pela Coroa, encerrando o domínio da Companhia.
- aboliu todos os impostos e retirou suas tropas do subcontinente indiano.
Entre 1904 e 1908, no Sudoeste Africano Alemão, atual Namíbia, tropas alemãs reprimiram uma revolta dos povos hererós e namas, expulsando-os para o deserto e confinando sobreviventes em campos, o que causou a morte da maior parte desses povos. Em 2021, o governo alemão reconheceu esses acontecimentos como
- guerra justa.
- acidente natural.
- missão civilizadora.
- tratado de paz.
- genocídio.
Na Era Meiji, iniciada em 1868, o Japão passou por rápida modernização industrial e militar e, no início do século XX, também se tornou uma potência imperialista, dominando territórios como a Coreia.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
No século XIX, defensores do imperialismo afirmavam que os europeus levavam "civilização" e "progresso" à África e à Ásia. Escreva um parágrafo que critique essa visão, usando pelo menos dois exemplos estudados (como Congo, Adwa, Guerras do Ópio, hererós e namas ou a Índia) e explicando por que a oposição entre povos "civilizados" e "atrasados" é problemática.
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