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História 3ª série Prova

Independências africanas: pan-africanismo e fronteiras

Prova com 10 questões sobre as independências africanas: discurso colonial, pan-africanismo, negritude, Gana, o Ano da África, Argélia, Congo e a OUA diante das fronteiras herdadas.

  • 10 questões
  • cerca de 60 minutos

História, 3ª série: Independências africanas: pan-africanismo e fronteiras

  1. No fim do século XIX, muitos defensores do colonialismo descreviam o interior da África como um território "vazio" ou "selvagem", à espera da "civilização" europeia. Essa representação

    1. baseava-se em pesquisas arqueológicas que comprovavam a ausência de povos no interior do continente.
    2. ignorava os povos e Estados africanos existentes e legitimava a conquista.
    3. era compartilhada pelos líderes africanos, que pediam a presença europeia.
    4. tinha como objetivo proteger os territórios africanos da ocupação estrangeira.
    5. reconhecia a existência de reinos como o Ashanti e o Daomé como Estados soberanos.
  2. Os congressos pan-africanos, realizados na primeira metade do século XX, reuniram intelectuais e militantes africanos e da diáspora, como o estadunidense W. E. B. Du Bois. O congresso de Manchester, em 1945, contou com a participação de futuros líderes de independências, como Kwame Nkrumah e Jomo Kenyatta, e exigiu

    1. a manutenção das colônias sob administração da Liga das Nações.
    2. o fim do colonialismo e a autonomia política dos povos africanos.
    3. a transferência das colônias britânicas para o domínio francês.
    4. o retorno de todos os afrodescendentes das Américas para a África.
    5. a união da África com a Europa em uma federação colonial.
  3. Nos anos 1930, estudantes e escritores africanos e caribenhos em Paris, como Léopold Sédar Senghor, do Senegal, e Aimé Césaire, da Martinica, criaram o movimento da negritude. Esse movimento

    1. defendia que os africanos abandonassem suas línguas e tradições para adotar a cultura francesa.
    2. propunha a ampliação do império colonial francês na África Ocidental.
    3. negava a existência de racismo nas colônias europeias.
    4. tinha como objetivo exclusivo a organização de exércitos de libertação.
    5. valorizava as culturas negras e criticava a assimilação colonial.
  4. Em 1957, a colônia britânica da Costa do Ouro tornou-se independente sob a liderança de Kwame Nkrumah e adotou o nome de Gana. A escolha desse nome

    1. foi imposta pelo governo britânico como condição para a independência.
    2. referia-se a uma colônia portuguesa vizinha que foi anexada ao novo país em 1957.
    3. homenageava um antigo reino africano, valorizando a história pré-colonial.
    4. celebrava a aliança do novo país com a União Soviética.
    5. indicava que o país continuaria parte do Império Britânico sem autonomia.
  5. O ano de 1960 ficou conhecido como "Ano da África" porque

    1. todas as colônias africanas de Portugal conquistaram a independência.
    2. a Conferência de Berlim dividiu o continente entre as potências europeias.
    3. o apartheid foi abolido na África do Sul após eleições multirraciais.
    4. dezessete países africanos tornaram-se independentes, a maioria antigas colônias francesas.
    5. a União Africana substituiu a Organização da Unidade Africana.
  6. Na Argélia, onde viviam cerca de um milhão de colonos de origem europeia, a Frente de Libertação Nacional (FLN) iniciou em 1954 uma guerra contra o domínio francês, marcada por atentados, tortura e repressão em larga escala. A independência foi reconhecida em 1962, após os Acordos de Évian. Diferentemente de outros casos, a independência argelina

    1. resultou de uma longa guerra, que abalou também a política francesa.
    2. foi concedida pacificamente pela França logo após o fim da Segunda Guerra Mundial.
    3. ocorreu sem participação da população argelina, por decisão da ONU.
    4. transformou a Argélia em um departamento francês com plena cidadania para todos.
    5. foi conquistada com apoio militar direto dos Estados Unidos contra a França.
  7. O Congo Belga tornou-se independente em junho de 1960, com Patrice Lumumba como primeiro-ministro. Poucos dias depois, a província de Katanga, rica em minérios e apoiada por interesses belgas, declarou secessão. Lumumba foi deposto e assassinado em janeiro de 1961, e o país mergulhou em conflitos. A crise do Congo revela

    1. que a independência do Congo foi planejada por décadas pela Bélgica, com ampla formação de quadros locais.
    2. que o Congo se manteve politicamente estável e unificado desde a independência.
    3. a ausência de recursos minerais no território congolês.
    4. que a ONU se recusou a enviar qualquer missão ao Congo.
    5. como interesses econômicos externos e a Guerra Fria interferiram na construção dos novos Estados.
  8. Em 1963, foi criada a Organização da Unidade Africana (OUA), em Adis Abeba. No ano seguinte, os Estados membros comprometeram-se a respeitar as fronteiras existentes no momento da independência, mesmo reconhecendo que haviam sido traçadas pelas potências coloniais. Essa decisão foi tomada porque

    1. as fronteiras coloniais coincidiam perfeitamente com as divisões étnicas e linguísticas africanas.
    2. as potências europeias proibiram qualquer mudança de limites na África.
    3. redesenhar as fronteiras poderia provocar uma série de guerras entre os novos Estados.
    4. os líderes africanos desejavam devolver os territórios às antigas metrópoles.
    5. a ONU havia decidido que as fronteiras africanas seriam definidas em Berlim.
  9. Desde as independências, nenhuma fronteira de Estado africano herdada da colonização foi alterada, pois a Organização da Unidade Africana proibiu qualquer separação de territórios.

    (   ) Verdadeiro   (   ) Falso

  10. No século XIX, o filósofo alemão Hegel afirmou que a África não teria participação na história universal. Hoje, a Lei 10.639/2003 tornou obrigatório o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas do Brasil. Explique como os movimentos de independência e a historiografia africana contestaram a visão de uma África "sem história" e por que esse ensino é importante para a sociedade brasileira.

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