Geografia 3ª série Atividade
Geopolítica do petróleo e da energia
Atividade com 10 questões sobre a Opep, os choques do petróleo, o Proálcool, o estreito de Ormuz, a Guerra do Golfo, o gás russo na Europa, a Lei do Petróleo e os minerais da transição energética.
- 10 questões
- cerca de 50 minutos
Geografia, 3ª série: Geopolítica do petróleo e da energia
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) foi criada em 1960, em Bagdá, por Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela. Seu objetivo principal é
- coordenar a produção dos membros para influenciar os preços do petróleo.
- reunir os países importadores de petróleo para reduzir o preço dos combustíveis em todo o mundo.
- proibir a exploração de petróleo fora do Oriente Médio.
- substituir o petróleo por fontes renováveis em seus territórios.
- administrar as empresas petrolíferas dos Estados Unidos.
Em 1973, durante a guerra do Yom Kippur, entre Israel e países árabes, membros árabes da Opep decretaram embargo à venda de petróleo a países que apoiavam Israel, como os Estados Unidos, e reduziram a produção. Em poucos meses, o preço do barril quadruplicou. Uma consequência desse choque foi
- a queda imediata dos preços dos combustíveis em todo o mundo.
- a crise nas economias importadoras e a busca de alternativas energéticas.
- o fim da dependência mundial do petróleo ainda na década de 1970.
- a dissolução da Opep logo após o embargo.
- o aumento do consumo de petróleo nos países que sofreram o embargo, com queda dos preços internos.
Em 1975, o governo brasileiro lançou o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), que incentivou a produção de etanol de cana-de-açúcar e, a partir do fim da década, a fabricação de carros movidos a álcool. Esse programa foi uma resposta
- à descoberta do pré-sal, que tornou o país exportador de petróleo naquela década.
- à proibição internacional do uso de gasolina.
- à queda da produção de cana-de-açúcar no Nordeste.
- à alta dos preços do petróleo e à dependência de importações.
- ao fim da indústria automobilística no Brasil.
O estreito de Ormuz, entre o Irã e a península Arábica, liga o golfo Pérsico ao oceano Índico. Por ele passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. Por isso, tensões na região
- não têm nenhuma influência sobre o mercado de petróleo, porque o estreito é pouco utilizado.
- interessam apenas aos países da América do Sul.
- reduzem automaticamente o preço do barril de petróleo.
- afetam os preços da energia e preocupam os países importadores.
- impedem a navegação no oceano Atlântico.
Em agosto de 1990, o Iraque invadiu o Kuwait, pequeno país rico em petróleo. Em 1991, uma coalizão liderada pelos Estados Unidos e autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU expulsou as tropas iraquianas. Esse conflito, conhecido como Guerra do Golfo, evidencia
- a ausência de interesse das potências ocidentais pelo Oriente Médio.
- o fim da Opep, extinta após a guerra.
- a anexação definitiva do Kuwait pelo Iraque.
- que o petróleo deixou de ser importante após a Guerra Fria.
- a importância estratégica das reservas de petróleo do golfo Pérsico.
Antes de 2022, a Rússia era a principal fornecedora de gás natural para a União Europeia, por meio de extensos gasodutos. Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, a União Europeia passou a reduzir as importações de gás russo, ampliando a compra de gás natural liquefeito de outros países e acelerando investimentos em energias renováveis. O caso mostra que
- os gasodutos tornam impossível a mudança de fornecedores de energia, mesmo em situações de guerra.
- a Europa deixou de consumir gás natural em 2022.
- a Rússia não exporta gás natural para nenhum país.
- a dependência energética pode se tornar vulnerabilidade em crises geopolíticas.
- a energia não tem relação com as relações internacionais.
A Lei nº 9.478/1997, conhecida como Lei do Petróleo, criou a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e permitiu que, por meio de licitações, outras empresas, nacionais e estrangeiras, explorassem petróleo no Brasil, atividade antes exercida apenas pela Petrobras. Em 2010, para as áreas do pré-sal, foi criado o regime de partilha de produção. Essas mudanças mostram
- que a Petrobras foi extinta em 1997 e substituída pela ANP.
- que o petróleo deixou de ser explorado no Brasil após 2010.
- que a exploração passou a ser feita apenas por países vizinhos.
- disputas sobre o papel do Estado e das empresas na exploração dos recursos.
- a proibição de qualquer participação estatal no setor de petróleo e o fechamento da Petrobras.
Baterias de veículos elétricos e de sistemas de armazenamento de energia renovável dependem de minerais como lítio, cobalto, níquel e terras raras. Grande parte das reservas de lítio está no chamado triângulo do lítio (Argentina, Bolívia e Chile), e a China domina boa parte do refino desses minerais. Esse cenário indica que a transição energética
- elimina qualquer disputa geopolítica por recursos naturais no mundo.
- depende apenas de petróleo e carvão.
- dispensa a mineração, pois as energias renováveis não usam materiais.
- cria novas disputas e dependências ligadas a minerais estratégicos.
- ocorre somente nos países do triângulo do lítio.
A Opep reúne todos os maiores produtores de petróleo do mundo, entre eles os Estados Unidos e a Rússia.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
O Brasil é ao mesmo tempo um grande produtor de petróleo, com o pré-sal, e um país com matriz elétrica majoritariamente renovável. Explique um argumento favorável à ampliação da exploração de petróleo e um argumento favorável à aceleração da transição para fontes renováveis.
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