História 8º ano Atividade
Escravidão no século XIX: resistência, abolição e legados
Atividade com 10 questões sobre fontes da escravidão, leis abolicionistas, abolicionistas negros, a abolição no Ceará, a Lei Áurea e os legados da escravidão, incluindo as ações afirmativas.
- 10 questões
- cerca de 50 minutos
História, 8º ano: Escravidão no século XIX: resistência, abolição e legados
Leia o anúncio a seguir, criado para esta atividade no estilo dos jornais brasileiros do século XIX.
Fugiu no dia 3 do corrente o escravo Benedito, de 25 anos, oficial de sapateiro, alto, com uma cicatriz no braço esquerdo. Fala bem e costuma dizer-se forro. Gratifica-se bem a quem o entregar na Rua Direita.
Essa fonte revela que:
- os escravizados fugiam porque não sabiam nenhum ofício e não tinham onde trabalhar na cidade
- a fuga era rara, pois os escravizados aceitavam passivamente a sua condição
- os jornais do século XIX eram contrários à escravidão e ajudavam os fugitivos
- os escravizados eram tratados como propriedade, mas resistiam fugindo e se dizendo livres
Um anúncio de jornal do século XIX descreve a fuga de Benedito, sapateiro escravizado que "costuma dizer-se forro" (liberto). Com base nesse tipo de fonte, qual pergunta de pesquisa um historiador poderia formular?
- Qual era a cor preferida dos moradores daquela cidade no século XIX?
- Por que o jornal não usava fotografias coloridas em suas páginas?
- Que estratégias os escravizados usavam para fugir e viver como livres nas cidades?
- Quantos sapatos eram vendidos por dia na Rua Direita no ano em que o anúncio foi publicado?
A Lei do Ventre Livre, de 1871, determinava que:
- todos os escravizados do Império seriam libertados imediatamente, sem nenhuma indenização
- o tráfico de africanos para o Brasil seria proibido e punido com prisão
- os filhos de escravizadas nascidos após a lei seriam livres, mas tutelados pelos senhores
- os escravizados com mais de 60 anos seriam libertados e receberiam terras do governo
A Lei dos Sexagenários (1885) libertava os escravizados com mais de 60 anos. Os abolicionistas a criticaram porque:
- ela libertava todos os escravizados jovens e deixava os idosos sem nenhum direito
- poucos chegavam a essa idade, e os libertos ainda deviam trabalhar alguns anos
- ela proibia os libertos de morar nas cidades e de exercer qualquer profissão
- ela obrigava o governo a pagar salários a todos os trabalhadores das fazendas
Luís Gama, André Rebouças e José do Patrocínio foram importantes abolicionistas negros. Luís Gama, que havia sido escravizado na infância, destacou-se por:
- atuar na Justiça e conseguir a libertação de centenas de pessoas escravizadas
- liderar a Revolta dos Malês em Salvador contra o governo das Regências
- redigir a Lei Áurea e assiná-la no lugar da princesa Isabel em 1888
- comandar as tropas brasileiras na Guerra do Paraguai contra o ditador Solano López
Em 1881, jangadeiros de Fortaleza, entre eles Francisco José do Nascimento, conhecido como Dragão do Mar, recusaram-se a transportar escravizados até os navios. Esse movimento contribuiu para que:
- o tráfico internacional de africanos voltasse a ser permitido no Brasil
- os jangadeiros fossem expulsos do Ceará e enviados para Portugal
- o Ceará abolisse a escravidão em 1884, quatro anos antes da Lei Áurea
- o Ceará se tornasse a última província a libertar os escravizados
A Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888, aboliu a escravidão no Brasil. Uma característica importante dessa lei foi:
- manter a escravidão nas fazendas de café até o fim do século XIX
- não prever indenização aos senhores nem medidas de integração dos libertos
- libertar apenas as mulheres e as crianças, mantendo os homens adultos escravizados
- garantir terras, escolas e salários para todas as pessoas libertadas
No Brasil, a Lei nº 12.711, de 2012, reservou parte das vagas das universidades e institutos federais para estudantes de escolas públicas, com subcotas para pretos, pardos e indígenas. Essa medida é um exemplo de:
- ação afirmativa, que busca reduzir desigualdades históricas de acesso à educação
- lei abolicionista do Império, aprovada no mesmo ano que a Lei do Ventre Livre
- medida de segregação, que proíbe certos grupos de estudar nas universidades
- política de branqueamento, que incentivava a imigração europeia no fim do século XIX
No final do período colonial, muitas pessoas negras livres e libertas viviam no Brasil. Elas, em geral:
- não podiam exercer nenhum tipo de trabalho, nem mesmo como artesãs
- tinham os mesmos direitos que os brancos ricos e ocupavam os principais cargos da colônia
- enfrentavam preconceito, restrições sociais e o risco de serem tomadas por escravizadas
- eram obrigadas a voltar para a África logo depois de conquistar a liberdade
Cite um exemplo de como os legados da escravidão aparecem na sociedade brasileira atual e explique por que as ações afirmativas são defendidas como uma forma de enfrentá-los.
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