História 2ª série Atividade
Quilombos e Palmares: resistência africana e indígena
Atividade com 11 questões sobre quilombos, Palmares, Ganga Zumba e Zumbi, o 20 de novembro, a resistência cotidiana, a Confederação dos Tamoios, a Guerra Guaranítica e os quilombolas hoje.
- 11 questões
- cerca de 50 minutos
História, 2ª série: Quilombos e Palmares: resistência africana e indígena
No Brasil colonial e imperial, os quilombos eram
- fazendas de café administradas diretamente pela Coroa portuguesa com trabalhadores imigrantes europeus.
- aldeamentos jesuítas onde indígenas eram catequizados e aprendiam ofícios europeus.
- comunidades formadas sobretudo por escravizados fugidos, que viviam fora do controle senhorial.
- mercados nos portos onde africanos escravizados eram vendidos aos senhores de engenho.
- fortes militares construídos para impedir invasões de franceses e holandeses.
O Quilombo dos Palmares, na serra da Barriga, então capitania de Pernambuco e hoje território de Alagoas, resistiu por cerca de um século, até ser destruído no fim do século XVII. A longa duração de Palmares indica
- capacidade de organização política, econômica e militar de seus habitantes.
- desinteresse das autoridades coloniais, que nunca tentaram atacar o quilombo.
- que Palmares era aliado dos senhores de engenho, que o protegiam dos holandeses.
- que o quilombo era formado por poucas famílias, por isso passou despercebido.
- que a Coroa portuguesa reconheceu oficialmente sua independência em 1640.
Em Palmares, cultivavam-se milho, mandioca, feijão e banana, fabricavam-se objetos de cerâmica e de metal, e havia trocas com moradores de vilas próximas. Esses dados permitem afirmar que
- o quilombo vivia completamente isolado, sem nenhum contato com os povoados e vilas da região.
- o quilombo tinha produção diversificada e relações econômicas com a sociedade colonial.
- a economia de Palmares era voltada à exportação de açúcar para a Europa.
- os habitantes viviam apenas de saques às fazendas, sem produzir alimentos.
- Palmares dependia de alimentos enviados pela Coroa portuguesa.
Em 1678, o líder palmarino Ganga Zumba firmou um acordo com o governador de Pernambuco, que previa a liberdade dos nascidos em Palmares e a transferência de parte da população para outra área. Zumbi rejeitou o acordo e manteve a resistência. A divergência entre os dois líderes mostra que
- Ganga Zumba queria a destruição de Palmares e a volta de todos à escravidão.
- Zumbi era um bandeirante contratado pelo governo para destruir o quilombo.
- o acordo de 1678 aboliu a escravidão em todas as capitanias do Brasil.
- havia diferentes estratégias entre os quilombolas diante da pressão colonial.
- Palmares era governado pelos holandeses, que impuseram o acordo aos líderes.
Zumbi dos Palmares foi morto em 20 de novembro de 1695. Essa data foi escolhida pelo movimento negro brasileiro e, depois, reconhecida por lei como Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra porque
- marca a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel no Rio de Janeiro.
- comemora a chegada dos primeiros africanos ao Brasil no século XVI.
- celebra o acordo de paz entre Palmares e o governo de Pernambuco.
- lembra a independência de Alagoas em relação à capitania de Pernambuco.
- valoriza a resistência negra como protagonista da luta contra a escravidão.
Além das fugas e dos quilombos, os escravizados resistiam no dia a dia, por exemplo, diminuindo o ritmo de trabalho, quebrando ferramentas, negociando folgas e roças próprias, mantendo cultos e festas. Essas formas de resistência
- mostram que os escravizados negociavam e criavam brechas mesmo sob domínio senhorial.
- eram aceitas pelos senhores, que as consideravam parte normal das obrigações do trabalho.
- comprovam que os escravizados concordavam com a escravidão e não queriam a liberdade.
- aconteciam apenas nas cidades, nunca nas fazendas e nos engenhos do interior.
- foram inventadas pelos abolicionistas do século XIX para criticar os senhores.
Entre 1554 e 1567, povos tupinambás do litoral entre as atuais São Paulo e Rio de Janeiro uniram-se contra os portugueses, que os escravizavam, e chegaram a se aliar aos franceses instalados na baía de Guanabara. Esse movimento ficou conhecido como
- Guerra dos Emboabas.
- Revolta de Filipe dos Santos.
- Conjuração Mineira.
- Confederação dos Tamoios.
- Guerra dos Mascates.
O Tratado de Madri (1750) determinou que a região dos Sete Povos das Missões, no atual Rio Grande do Sul, onde viviam milhares de indígenas guaranis em reduções jesuíticas, passasse da Espanha para Portugal, e que seus habitantes se mudassem para o outro lado do rio Uruguai. Os guaranis
- aceitaram a mudança sem nenhuma resistência, pois não tinham qualquer ligação com aquelas terras.
- resistiram à transferência na Guerra Guaranítica, combatendo tropas portuguesas e espanholas.
- foram consultados pelos reis e votaram a favor do tratado de fronteiras.
- aliaram-se aos holandeses para expulsar portugueses e espanhóis da região.
- fundaram um império independente reconhecido pelo papa e pelos dois reis.
Os quilombos eram formados exclusivamente por africanos escravizados; indígenas e brancos pobres nunca participaram dessas comunidades.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
O artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, parte da Constituição de 1988, determina que aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos. Esse dispositivo
- determina que todas as terras quilombolas sejam vendidas e o valor dividido entre as famílias.
- proíbe a existência de comunidades quilombolas, consideradas parte apenas do passado colonial.
- reconhece a continuidade histórica dos quilombos e o direito territorial dessas comunidades.
- transfere as terras quilombolas aos fazendeiros vizinhos que comprovarem uso produtivo.
- garante aos quilombolas o direito de voto, que antes de 1988 lhes era negado por lei.
Muitas vezes, a abolição é apresentada como uma concessão feita pela princesa Isabel. Com base no que foi estudado, escreva um parágrafo argumentativo que conteste essa visão, citando pelo menos duas formas de resistência dos escravizados. Depois, relacione essa história a uma demanda atual das comunidades quilombolas.
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