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Arte 2ª série Atividade

Arte afro-brasileira: matrizes, resistência e criação

Atividade com 10 questões sobre arte afro-brasileira: máscaras africanas e Modernismo, Rubem Valentim, Mestre Didi, Heitor dos Prazeres, Teatro Experimental do Negro, samba de roda e Rosana Paulino.

  • 10 questões
  • cerca de 50 minutos

Arte, 2ª série: Arte afro-brasileira: matrizes, resistência e criação

  1. No início do século XX, artistas europeus como Pablo Picasso entraram em contato com máscaras e esculturas africanas, que influenciaram obras do Cubismo. Na época, porém, essas peças eram chamadas de "arte primitiva". Esse rótulo revela

    1. o reconhecimento de que a arte africana era a mais avançada tecnicamente do mundo.
    2. uma hierarquia que via a arte africana como inferior, mesmo admirando suas formas.
    3. a decisão dos próprios artistas africanos de classificar assim suas obras.
    4. uma classificação científica neutra, baseada no tamanho das esculturas.
    5. o fato de que as peças africanas eram mais antigas que as pinturas rupestres.
  2. O pintor e escultor baiano Rubem Valentim criou composições geométricas e simétricas a partir de símbolos ligados às religiões de matriz africana, como as ferramentas dos orixás. Sua obra

    1. é composta apenas de retratos realistas de pessoas da elite baiana.
    2. copia literalmente fotografias de festas religiosas, sem nenhuma criação.
    3. pertence ao Barroco mineiro do século XVIII, como as obras de Aleijadinho.
    4. rejeita qualquer referência à cultura brasileira em favor da arte europeia.
    5. une a abstração geométrica moderna a símbolos da cultura afro-brasileira.
  3. Heitor dos Prazeres, sambista e compositor carioca, também se destacou como pintor. Suas telas costumam retratar

    1. retratos oficiais de imperadores e da corte portuguesa no Brasil.
    2. composições abstratas sem figuras, feitas com tinta automotiva.
    3. paisagens europeias cobertas de neve, inspiradas em viagens à Rússia.
    4. batalhas navais da Antiguidade grega, com deuses e heróis mitológicos.
    5. rodas de samba, festas e o cotidiano das comunidades negras dos morros cariocas.
  4. Em 1944, Abdias do Nascimento fundou, no Rio de Janeiro, o Teatro Experimental do Negro (TEN). O grupo teve importância histórica porque

    1. proibiu a participação de atores negros nos palcos brasileiros.
    2. foi criado pelo governo para censurar peças sobre a cultura africana.
    3. deu protagonismo a atores negros e discutiu o racismo nos palcos.
    4. encenava apenas peças europeias, sem nenhuma relação com o Brasil.
    5. dedicava-se exclusivamente ao teatro de bonecos para crianças.
  5. O samba de roda do Recôncavo Baiano foi reconhecido pela UNESCO como patrimônio cultural imaterial da humanidade. Nessa manifestação, é comum

    1. a roda com palmas, canto e percussão, com dançarinos se revezando no centro.
    2. a leitura de partituras eruditas europeias por um coral de igreja.
    3. a competição entre escolas de samba com carros alegóricos em sambódromo.
    4. a execução silenciosa de movimentos, sem música nem participação do público.
    5. a apresentação individual de um bailarino de balé clássico com orquestra sinfônica.
  6. A artista Rosana Paulino criou obras em que imagens de mulheres negras, transferidas para tecido, aparecem com bocas, olhos ou gargantas costurados com linha. Esse procedimento

    1. denuncia o silenciamento e a violência contra mulheres negras.
    2. mostra que os tecidos estavam rasgados e precisaram ser consertados.
    3. celebra a beleza das fotografias sem nenhuma intenção crítica.
    4. imita a pintura renascentista, com o uso do sfumato.
    5. pretende ensinar técnicas de costura a estudantes de moda.
  7. O maracatu, em Pernambuco, e o congado, em Minas Gerais, são manifestações afro-brasileiras que têm em comum

    1. a origem em festas da corte francesa, sem influência africana.
    2. o fato de serem realizadas apenas em teatros fechados, com ingresso.
    3. a proibição do uso de instrumentos de percussão nas apresentações.
    4. a ausência de qualquer elemento religioso ou de devoção.
    5. cortejos com música e dança que incluem a coroação de reis e rainhas negros.
  8. Ao longo da história do Brasil, terreiros de religiões de matriz africana foram perseguidos, e objetos sagrados chegaram a ser apreendidos pela polícia. Ao estudar a arte ligada a essas religiões, a postura adequada na escola é

    1. afirmar que apenas uma religião é verdadeira e que as outras devem ser abandonadas.
    2. tratar o tema de forma descritiva e respeitosa, valorizando a diversidade.
    3. fazer piadas sobre as roupas e os rituais, para tornar a aula mais leve.
    4. exigir que os estudantes participem de rituais religiosos como tarefa.
    5. evitar o tema, porque a escola não pode falar de nenhuma manifestação cultural.
  9. O artista baiano Mestre Didi (Deoscóredes Maximiliano dos Santos) produziu esculturas com palha da costa, búzios, couro e contas, inspiradas em objetos rituais. Sua obra mostra que, na arte afro-brasileira,

    1. tradição religiosa e criação contemporânea podem caminhar juntas.
    2. só é possível reproduzir objetos antigos, sem nenhuma criação pessoal.
    3. a religiosidade não tem nenhuma relação com a produção artística.
    4. os artistas precisam abandonar sua cultura para serem reconhecidos.
    5. os materiais naturais são proibidos, por serem considerados artesanato.
  10. Sua turma vai organizar uma mostra sobre arte afro-brasileira. Escreva uma proposta de 8 a 12 linhas indicando: (1) três artistas ou manifestações que você incluiria e por quê; (2) um cuidado para evitar estereótipos ou desrespeito.

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