Arte 2ª série Atividade
Arte afro-brasileira: matrizes, resistência e criação
Atividade com 10 questões sobre arte afro-brasileira: máscaras africanas e Modernismo, Rubem Valentim, Mestre Didi, Heitor dos Prazeres, Teatro Experimental do Negro, samba de roda e Rosana Paulino.
- 10 questões
- cerca de 50 minutos
Arte, 2ª série: Arte afro-brasileira: matrizes, resistência e criação
No início do século XX, artistas europeus como Pablo Picasso entraram em contato com máscaras e esculturas africanas, que influenciaram obras do Cubismo. Na época, porém, essas peças eram chamadas de "arte primitiva". Esse rótulo revela
- o reconhecimento de que a arte africana era a mais avançada tecnicamente do mundo.
- uma hierarquia que via a arte africana como inferior, mesmo admirando suas formas.
- a decisão dos próprios artistas africanos de classificar assim suas obras.
- uma classificação científica neutra, baseada no tamanho das esculturas.
- o fato de que as peças africanas eram mais antigas que as pinturas rupestres.
O pintor e escultor baiano Rubem Valentim criou composições geométricas e simétricas a partir de símbolos ligados às religiões de matriz africana, como as ferramentas dos orixás. Sua obra
- é composta apenas de retratos realistas de pessoas da elite baiana.
- copia literalmente fotografias de festas religiosas, sem nenhuma criação.
- pertence ao Barroco mineiro do século XVIII, como as obras de Aleijadinho.
- rejeita qualquer referência à cultura brasileira em favor da arte europeia.
- une a abstração geométrica moderna a símbolos da cultura afro-brasileira.
Heitor dos Prazeres, sambista e compositor carioca, também se destacou como pintor. Suas telas costumam retratar
- retratos oficiais de imperadores e da corte portuguesa no Brasil.
- composições abstratas sem figuras, feitas com tinta automotiva.
- paisagens europeias cobertas de neve, inspiradas em viagens à Rússia.
- batalhas navais da Antiguidade grega, com deuses e heróis mitológicos.
- rodas de samba, festas e o cotidiano das comunidades negras dos morros cariocas.
Em 1944, Abdias do Nascimento fundou, no Rio de Janeiro, o Teatro Experimental do Negro (TEN). O grupo teve importância histórica porque
- proibiu a participação de atores negros nos palcos brasileiros.
- foi criado pelo governo para censurar peças sobre a cultura africana.
- deu protagonismo a atores negros e discutiu o racismo nos palcos.
- encenava apenas peças europeias, sem nenhuma relação com o Brasil.
- dedicava-se exclusivamente ao teatro de bonecos para crianças.
O samba de roda do Recôncavo Baiano foi reconhecido pela UNESCO como patrimônio cultural imaterial da humanidade. Nessa manifestação, é comum
- a roda com palmas, canto e percussão, com dançarinos se revezando no centro.
- a leitura de partituras eruditas europeias por um coral de igreja.
- a competição entre escolas de samba com carros alegóricos em sambódromo.
- a execução silenciosa de movimentos, sem música nem participação do público.
- a apresentação individual de um bailarino de balé clássico com orquestra sinfônica.
A artista Rosana Paulino criou obras em que imagens de mulheres negras, transferidas para tecido, aparecem com bocas, olhos ou gargantas costurados com linha. Esse procedimento
- denuncia o silenciamento e a violência contra mulheres negras.
- mostra que os tecidos estavam rasgados e precisaram ser consertados.
- celebra a beleza das fotografias sem nenhuma intenção crítica.
- imita a pintura renascentista, com o uso do sfumato.
- pretende ensinar técnicas de costura a estudantes de moda.
O maracatu, em Pernambuco, e o congado, em Minas Gerais, são manifestações afro-brasileiras que têm em comum
- a origem em festas da corte francesa, sem influência africana.
- o fato de serem realizadas apenas em teatros fechados, com ingresso.
- a proibição do uso de instrumentos de percussão nas apresentações.
- a ausência de qualquer elemento religioso ou de devoção.
- cortejos com música e dança que incluem a coroação de reis e rainhas negros.
Ao longo da história do Brasil, terreiros de religiões de matriz africana foram perseguidos, e objetos sagrados chegaram a ser apreendidos pela polícia. Ao estudar a arte ligada a essas religiões, a postura adequada na escola é
- afirmar que apenas uma religião é verdadeira e que as outras devem ser abandonadas.
- tratar o tema de forma descritiva e respeitosa, valorizando a diversidade.
- fazer piadas sobre as roupas e os rituais, para tornar a aula mais leve.
- exigir que os estudantes participem de rituais religiosos como tarefa.
- evitar o tema, porque a escola não pode falar de nenhuma manifestação cultural.
O artista baiano Mestre Didi (Deoscóredes Maximiliano dos Santos) produziu esculturas com palha da costa, búzios, couro e contas, inspiradas em objetos rituais. Sua obra mostra que, na arte afro-brasileira,
- tradição religiosa e criação contemporânea podem caminhar juntas.
- só é possível reproduzir objetos antigos, sem nenhuma criação pessoal.
- a religiosidade não tem nenhuma relação com a produção artística.
- os artistas precisam abandonar sua cultura para serem reconhecidos.
- os materiais naturais são proibidos, por serem considerados artesanato.
Sua turma vai organizar uma mostra sobre arte afro-brasileira. Escreva uma proposta de 8 a 12 linhas indicando: (1) três artistas ou manifestações que você incluiria e por quê; (2) um cuidado para evitar estereótipos ou desrespeito.
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