Geografia 2ª série Simulado
Simulado de Geografia: regionalização e espaço brasileiro
Simulado com 12 questões no estilo ENEM sobre regionalizações do Brasil, sub-regiões do Nordeste, população, urbanização, espaço agrário, indústria e energia, com textos-base e dados.
- 12 questões
- cerca de 60 minutos
Geografia, 2ª série: Simulado de Geografia: regionalização e espaço brasileiro
A divisão regional oficial do IBGE organiza o Brasil em cinco grandes regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Uma característica dessa regionalização é
- ter sido definida antes da independência, pelo governo colonial
- respeitar os limites dos estados, facilitando planejamento e estatísticas
- seguir exatamente os limites dos domínios morfoclimáticos do país
- dividir alguns estados entre duas regiões diferentes, conforme a atividade econômica
- basear-se apenas no tipo de vegetação predominante em cada área
Leia o texto.
Proposta em 1967 pelo geógrafo Pedro Pinchas Geiger, essa regionalização divide o país em três grandes áreas — Amazônia, Nordeste e Centro-Sul — com base na formação histórica e no desenvolvimento econômico. Seus limites cortam o território de alguns estados.
De acordo com essa proposta, pertencem ao complexo regional do Nordeste
- o norte de Minas Gerais e quase todo o Nordeste, exceto o oeste do Maranhão
- o oeste do Maranhão e o leste do Pará, ligados à Amazônia
- o estado do Tocantins inteiro e todo o território do Mato Grosso
- apenas os nove estados que formam a Região Nordeste do IBGE
- o sul da Bahia, o Espírito Santo e o Rio de Janeiro
Os geógrafos Milton Santos e María Laura Silveira propuseram dividir o Brasil em "quatro Brasis": a Região Concentrada, o Nordeste, o Centro-Oeste e a Amazônia. O critério central dessa proposta é
- o número de habitantes de cada estado, do maior para o menor
- a distribuição dos biomas e dos tipos de clima de cada área
- a distância de cada estado em relação ao Oceano Atlântico
- a divisão administrativa herdada das capitanias hereditárias
- a difusão desigual do meio técnico-científico-informacional pelo território
Leia a descrição de uma sub-região nordestina.
Faixa de transição entre o litoral úmido e o interior semiárido, marcada por pequenas e médias propriedades, policultura, pecuária leiteira e cidades que funcionam como importantes centros de feiras e comércio.
A descrição corresponde
- ao Recôncavo
- ao Sertão
- ao Agreste
- à Zona da Mata
- ao Meio-Norte
Leia os dois trechos, criados para esta questão.
I. "A expansão da fronteira agrícola levou progresso a terras improdutivas, gerando renda, empregos e cidades onde antes nada havia."
II. "Onde os mapas oficiais mostravam terras desocupadas, viviam povos indígenas, posseiros e comunidades tradicionais, que tiveram seus territórios invadidos."
A comparação entre os trechos permite concluir que
- o trecho I reconhece a presença anterior de povos no território ocupado
- ambos consideram que as terras ocupadas estavam efetivamente vazias
- o trecho II nega que a fronteira agrícola tenha produzido qualquer atividade econômica
- eles constroem narrativas diferentes sobre a ocupação, valorizando agentes distintos
- os dois trechos defendem a mesma visão sobre os efeitos da fronteira agrícola
Em 2017, o IBGE passou a adotar as regiões geográficas imediatas e intermediárias no lugar das antigas mesorregiões e microrregiões. As regiões imediatas foram definidas principalmente
- pela quantidade de indústrias instaladas em cada estado
- pela rede urbana, considerando as cidades procuradas no dia a dia
- pela distância de cada município até a capital federal
- pela data de fundação dos municípios e pela origem dos colonizadores
- pelo tipo de clima e de vegetação predominante em cada município
A tabela apresenta dados de exemplo de dois estados brasileiros fictícios.
Estado Taxa de urbanização (%) Participação da indústria no PIB (%) Densidade (hab./km²) P 92 30 180 Q 68 9 6 Considerando os dados, o estado P apresenta características mais próximas
- da Região Concentrada, e Q, de uma área de fronteira econômica com baixa densidade
- da Amazônia, e Q, do centro industrial do país
- de uma região de economia exclusivamente agrária, assim como Q
- do Sertão semiárido, e Q, da Zona da Mata nordestina
- de uma área de fronteira agrícola, e Q, da Região Concentrada
A construção de Brasília, inaugurada em 1960, e a abertura de rodovias ligando a nova capital às demais regiões tiveram, entre seus objetivos,
- reduzir os fluxos migratórios em direção ao Centro-Oeste
- estimular a ocupação e a integração do interior do país
- transferir as indústrias paulistas para a nova capital
- concentrar ainda mais a população no litoral do Sudeste
- substituir o transporte rodoviário pelo ferroviário
Leia o texto.
Nas metrópoles brasileiras, o crescimento horizontal empurrou a população de baixa renda para loteamentos cada vez mais distantes, enquanto áreas centrais bem servidas de infraestrutura mantinham imóveis vazios à espera de valorização.
O texto descreve uma relação entre
- desconcentração industrial e esvaziamento das cidades médias
- gentrificação e retorno da população pobre ao centro
- êxodo rural e redução da população das periferias
- especulação imobiliária e periferização dos mais pobres
- conurbação e diminuição das distâncias entre moradia e trabalho
Na Região Sul, ao lado de grandes empresas, a produção de aves e suínos é feita em boa parte por agricultores familiares que recebem pintinhos, ração e assistência técnica de frigoríficos e entregam os animais prontos para o abate. Esse sistema é chamado de
- agricultura itinerante
- pecuária extensiva
- integração agroindustrial
- plantation colonial
- extrativismo vegetal
A usina hidrelétrica de Itaipu, no Rio Paraná, é um empreendimento binacional. Essa característica significa que
- a usina pertence ao Brasil e ao Paraguai, que dividem a energia gerada
- a usina é administrada por duas empresas privadas estrangeiras
- a usina foi construída em dois rios diferentes, um em cada país
- a usina gera energia por duas fontes ao mesmo tempo, água e vento
- a usina abastece somente dois estados brasileiros vizinhos, o Paraná e São Paulo
Leia o texto.
Em muitas cidades do interior do Centro-Oeste, o crescimento urbano recente está ligado ao agronegócio: surgem lojas de máquinas agrícolas, empresas de assistência técnica, bancos, universidades e serviços especializados voltados ao campo moderno.
O texto evidencia
- o predomínio da agricultura de subsistência nas regiões de fronteira agrícola
- o fim da influência das metrópoles sobre as cidades do agronegócio
- o declínio das cidades do interior provocado pela modernização do campo
- a separação completa entre as atividades rurais e as urbanas no Centro-Oeste
- a interdependência entre o campo modernizado e as cidades que o atendem
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