Geografia 3ª série Atividade
Fronteiras do Brasil: faixa de fronteira e Amazônia Azul
Atividade com 10 questões sobre limite e fronteira, vizinhos do Brasil, faixa de fronteira, cidades-gêmeas, Tratado de Petrópolis, uti possidetis, zonas marítimas e Amazônia Azul.
- 10 questões
- cerca de 50 minutos
Geografia, 3ª série: Fronteiras do Brasil: faixa de fronteira e Amazônia Azul
Na Geografia Política, costuma-se diferenciar limite de fronteira. Nessa diferenciação, o limite é
- uma área extensa de contato entre povos, e a fronteira, a linha traçada nos tratados internacionais.
- sempre um rio ou uma montanha, e a fronteira, sempre uma linha reta.
- um conceito usado apenas para os oceanos.
- a linha que separa juridicamente dois territórios, e a fronteira, a zona de interação em torno dela.
- sinônimo de fronteira, sem nenhuma diferença entre os dois termos.
O Brasil faz fronteira com quase todos os países da América do Sul e também com um território ultramarino europeu. Não fazem fronteira com o Brasil
- Uruguai e Paraguai.
- Peru e Colômbia.
- Bolívia e Argentina.
- Chile e Equador.
- Venezuela e Suriname.
A Constituição de 1988 define como faixa de fronteira a faixa de até 150 km de largura ao longo das fronteiras terrestres, considerada fundamental para a defesa do território. Nessa faixa, a lei estabelece regras especiais, como restrições à compra de terras por estrangeiros. Essas regras expressam
- a proibição de qualquer atividade econômica e de moradia nos municípios fronteiriços.
- a transferência dessa faixa à administração dos países vizinhos.
- o fim de qualquer controle sobre a circulação de pessoas e mercadorias.
- a ausência de cidades e de população nas fronteiras do Brasil.
- a preocupação do Estado com a soberania e o controle de uma área estratégica.
Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, e Rivera, no Uruguai, são separadas apenas por uma avenida e uma praça. Moradores atravessam o limite diariamente para trabalhar, estudar, comprar e usar serviços, e muitos falam uma mistura de português e espanhol. Cidades como essas são chamadas de
- metrópoles nacionais, que comandam toda a rede urbana de cada um dos dois países.
- cidades-dormitório, que dependem de uma capital vizinha.
- cidades-gêmeas, que revelam a fronteira como espaço de integração.
- enclaves coloniais, administrados por potências estrangeiras.
- cidades fantasmas, abandonadas pela população fronteiriça.
No fim do século XIX, milhares de seringueiros brasileiros, muitos vindos do Nordeste, ocuparam terras do atual Acre, que pertenciam à Bolívia. Após conflitos, o Tratado de Petrópolis, de 1903, negociado pelo barão do Rio Branco, incorporou o Acre ao Brasil. Em troca, o Brasil
- pagou uma indenização e assumiu a construção da ferrovia Madeira-Mamoré.
- cedeu à Bolívia todo o território do atual estado de Rondônia e parte do Amazonas.
- garantiu à Bolívia uma saída para o oceano Atlântico pelo litoral do Nordeste.
- entregou o Acre ao Peru, que reivindicava a região.
- aceitou a administração conjunta do Acre pelos dois países por cem anos.
No Tratado de Madri (1750), negociado com participação do diplomata Alexandre de Gusmão, Portugal e Espanha substituíram a linha de Tordesilhas pelo princípio do uti possidetis. Segundo esse princípio,
- o território pertence a quem efetivamente o ocupa.
- a terra pertence ao país que primeiro a avistou do mar, mesmo sem nunca ocupá-la.
- as fronteiras devem seguir sempre linhas retas de latitude.
- os povos indígenas decidem a quem pertence cada território.
- o papa define a divisão das terras entre os reinos católicos.
Pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (1982) e pela Lei nº 8.617/1993, o Brasil tem um mar territorial de 12 milhas marítimas e uma Zona Econômica Exclusiva (ZEE) que se estende até 200 milhas da costa. Na ZEE, o Brasil
- tem soberania total, inclusive para proibir a passagem de qualquer navio estrangeiro, em qualquer situação.
- não tem nenhum direito, pois a área pertence à ONU.
- divide os recursos igualmente com todos os países do Atlântico.
- tem direitos exclusivos de explorar recursos, mas outros países podem navegar livremente.
- só pode pescar, sendo proibida a exploração de petróleo.
A Marinha do Brasil usa a expressão "Amazônia Azul" para se referir às águas jurisdicionais brasileiras e à plataforma continental, uma área de cerca de 5,7 milhões de km², comparável à da Amazônia. O Brasil apresentou à Comissão de Limites da Plataforma Continental, da ONU, pedidos para estender sua plataforma além das 200 milhas. A expressão busca
- indicar que a floresta amazônica avança sobre o oceano Atlântico ao longo da costa.
- informar que essa área é coberta por vegetação marinha da mesma espécie da floresta.
- mostrar que o mar brasileiro é exclusivamente de água doce.
- destacar a importância estratégica e econômica desse espaço marítimo.
- renunciar aos direitos do país sobre o petróleo do pré-sal.
Em 1985, o governo federal lançou o Projeto Calha Norte para ampliar a presença militar e civil ao longo da fronteira norte da Amazônia, região muitas vezes descrita em documentos oficiais como um "vazio demográfico". Pesquisadores e organizações indígenas criticaram essa descrição porque
- a região era a mais densamente povoada do Brasil, com grandes metrópoles industriais e portuárias.
- a região é território de povos como os Yanomami, com formas próprias de ocupar o espaço.
- a fronteira norte não tem nenhum valor estratégico para o país.
- o projeto pretendia transferir a região para países vizinhos.
- a Amazônia não possui rios nem florestas na faixa de fronteira.
As fronteiras são, ao mesmo tempo, espaços de integração e de controle. Com base em exemplos da fronteira terrestre brasileira, explique essa afirmação.
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