História 3ª série Simulado
Simulado ENEM de História: mundo contemporâneo
Simulado com 15 questões no estilo ENEM sobre o fim da Guerra Fria, o colapso soviético, Srebrenica, Ruanda, a globalização, o trabalho, a Rio-92, Kyoto e Paris, o consumo e o 11 de Setembro.
- 15 questões
- cerca de 75 minutos
História, 3ª série: Simulado ENEM de História: mundo contemporâneo
Leia o texto.
A partir de 1985, Mikhail Gorbachev lançou na União Soviética a perestroika, reestruturação econômica que admitia elementos de mercado, e a glasnost, que ampliava a transparência e a liberdade de expressão.
Essas reformas
- fortaleceram o controle do partido e prolongaram a Guerra Fria por mais décadas.
- foram impostas pelos Estados Unidos após a derrota soviética na Guerra do Vietnã.
- transformaram a URSS em uma monarquia constitucional com Gorbachev como rei.
- aboliram o socialismo em 1985 e criaram imediatamente a União Europeia.
- pretendiam renovar o socialismo, mas aceleraram a crise e a desagregação da URSS.
Leia o texto.
Na noite de 9 de novembro de 1989, após o anúncio da abertura das fronteiras, milhares de alemães orientais atravessaram os postos de controle, e moradores dos dois lados começaram a derrubar partes do muro com martelos.
O acontecimento descrito
- simbolizou o fim da divisão europeia e antecedeu a reunificação alemã.
- marcou o início da Guerra Fria e a construção da Cortina de Ferro.
- provocou a divisão da Alemanha em quatro zonas de ocupação.
- levou à criação do Pacto de Varsóvia e à expansão soviética.
- foi uma ação militar da OTAN para invadir Berlim Oriental.
Leia o texto.
Em dezembro de 1991, a União Soviética foi dissolvida. No lugar dela surgiram quinze Estados independentes, como Rússia, Ucrânia, Belarus, Cazaquistão, Geórgia e os países bálticos.
Do ponto de vista territorial, a dissolução da URSS
- manteve as fronteiras intactas, já que todas as repúblicas continuaram unidas.
- criou novos Estados, com disputas sobre fronteiras e minorias.
- transferiu todos os territórios soviéticos para a administração da ONU.
- uniu os novos países em uma federação governada pelos Estados Unidos.
- eliminou qualquer questão de fronteira ou de minoria étnica na região.
Leia o texto.
Em julho de 1995, durante a guerra na Bósnia, forças sérvio-bósnias tomaram Srebrenica, área declarada "zona de segurança" pela ONU e protegida por um pequeno contingente de capacetes azuis. Cerca de oito mil homens e meninos muçulmanos bósnios foram assassinados. O Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia classificou o massacre como genocídio.
O episódio revela
- a eficácia completa das tropas da ONU na proteção da população civil.
- um conflito entre Estados Unidos e União Soviética pelo controle dos Bálcãs.
- a ausência de qualquer julgamento internacional para crimes de guerra.
- limites da atuação internacional e a violência ligada a nacionalismos étnicos.
- uma disputa econômica sem relação com diferenças étnicas ou religiosas.
Leia o texto.
Em cerca de cem dias de 1994, em Ruanda, centenas de milhares de pessoas, em sua maioria da minoria tutsi, além de hutus moderados, foram assassinadas por milícias e por setores do governo. Rádios incitavam a violência, chamando os tutsis de "baratas". A missão da ONU no país teve seu efetivo reduzido durante o genocídio.
Com base no texto, é correto afirmar que o genocídio em Ruanda
- foi interrompido logo no início pela ação rápida e decidida das tropas da ONU.
- ocorreu sem nenhum uso dos meios de comunicação pelos responsáveis pela violência.
- contou com propaganda desumanizadora e expôs falhas da comunidade internacional.
- foi um conflito entre colonizadores europeus e africanos pela independência.
- atingiu apenas soldados, sem vítimas entre a população civil do país.
Leia o texto.
Um tênis pode ser desenhado nos Estados Unidos, ter seus componentes produzidos em diferentes países da Ásia, ser montado em um terceiro país e vendido em lojas de todo o mundo, com publicidade em redes sociais globais.
A situação descrita é característica
- da globalização, com cadeias produtivas espalhadas por vários países.
- do mercantilismo, com o exclusivo comercial entre metrópole e colônia.
- da economia feudal, com produção autossuficiente em cada senhorio.
- do socialismo planificado, com produção controlada por um único Estado.
- da Primeira Revolução Industrial, com fábricas movidas a vapor na Inglaterra.
Leia o texto.
No modelo fordista, cada trabalhador repetia uma tarefa simples em uma linha de montagem, e as fábricas produziam grandes estoques. No modelo toyotista, difundido a partir da década de 1970, busca-se produzir conforme a demanda, com estoques reduzidos, trabalhadores que exercem várias funções e ampla terceirização.
Uma consequência das mudanças descritas para os trabalhadores foi
- o fim de toda forma de trabalho industrial e a volta do artesanato medieval.
- a garantia de emprego vitalício para todos os operários do setor industrial.
- a eliminação das tecnologias de automação e da informática nas fábricas.
- a exigência de polivalência e a ampliação de vínculos precários.
- a proibição da terceirização em todos os países que adotaram o modelo.
Leia o texto.
Plataformas digitais conectam clientes a motoristas e entregadores, que usam veículos próprios, escolhem horários e são remunerados por tarefa. As empresas afirmam oferecer flexibilidade; pesquisadores e trabalhadores apontam jornadas longas, ausência de direitos como férias e descanso remunerado e dependência de algoritmos que definem preços e punições.
O texto apresenta um debate sobre
- a volta da escravidão legalizada, autorizada pelas leis trabalhistas atuais.
- os efeitos das novas tecnologias nas relações de trabalho.
- o fim da tecnologia digital no transporte urbano e nas entregas.
- a criação de sindicatos obrigatórios controlados pelas plataformas.
- a substituição completa dos trabalhadores por robôs nas cidades.
Leia o texto.
Em junho de 1992, o Rio de Janeiro sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92. Dela resultaram a Agenda 21, a Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima e a Convenção sobre Diversidade Biológica.
A conferência é considerada um marco porque
- proibiu definitivamente o uso de petróleo e de carvão em todo o planeta.
- foi a primeira reunião da ONU, criada no Rio de Janeiro naquele ano.
- consolidou a ideia de desenvolvimento sustentável na agenda internacional.
- transferiu a responsabilidade ambiental apenas aos países mais pobres.
- encerrou os debates ambientais, considerados resolvidos depois de 1992.
Leia o texto.
O Protocolo de Kyoto (1997) estabeleceu metas obrigatórias de redução de emissões de gases de efeito estufa para países desenvolvidos. O Acordo de Paris (2015), por sua vez, reuniu compromissos de praticamente todos os países para limitar o aquecimento global a bem menos de 2 °C em relação ao período pré-industrial, com esforços para não ultrapassar 1,5 °C.
Comparando os dois acordos, é correto afirmar que
- Kyoto foi assinado depois de Paris e anulou suas metas de temperatura.
- nenhum dos dois tratou de gases de efeito estufa ou de aquecimento global.
- os dois acordos foram firmados exclusivamente entre países da África.
- Paris obrigou apenas os Estados Unidos a reduzir suas emissões.
- Paris ampliou a participação, envolvendo também os países em desenvolvimento.
Leia o texto.
Celulares, computadores e eletrodomésticos são substituídos cada vez mais rapidamente, seja por defeitos que tornam o conserto caro, seja pela publicidade que apresenta cada novo modelo como indispensável. O resultado é um volume crescente de lixo eletrônico, que contém metais pesados e, muitas vezes, é exportado para países pobres.
Uma proposta coerente com a crítica apresentada no texto é
- aumentar a troca de aparelhos para movimentar a economia e gerar mais empregos.
- estimular o conserto, o reaproveitamento e o descarte em pontos de coleta.
- jogar os aparelhos usados no lixo comum, pois metais não causam danos ambientais.
- proibir a reciclagem, já que ela reduz o lucro das empresas fabricantes.
- exportar todo o lixo eletrônico para outros países, longe dos consumidores.
Leia o texto.
Em 11 de setembro de 2001, ataques com aviões sequestrados atingiram as torres do World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, matando cerca de três mil pessoas. Em seguida, os Estados Unidos lançaram a chamada "guerra ao terror", com a invasão do Afeganistão (2001) e, depois, do Iraque (2003).
Os atentados e suas consequências
- reorientaram a política externa dos EUA e o debate sobre liberdades.
- puseram fim a todos os conflitos no Oriente Médio e na Ásia Central.
- levaram à criação da OTAN, que até então não existia como aliança militar.
- foram seguidos pela retirada imediata dos Estados Unidos do Oriente Médio.
- marcaram o início da Guerra Fria entre Estados Unidos e Rússia.
Leia o texto.
No fim de 2010, a autoimolação de um vendedor ambulante na Tunísia, em protesto contra abusos de autoridades, desencadeou manifestações que se espalharam por vários países árabes. Vídeos e convocações circularam rapidamente pelas redes sociais.
A chamada Primavera Árabe evidencia
- a ausência de insatisfação popular nos países do norte da África e do Oriente Médio.
- a proibição completa da internet em todos os países onde houve protestos.
- um movimento organizado pela ONU para substituir governos por monarquias.
- o papel das redes digitais na mobilização de protestos contra governos autoritários.
- o fortalecimento imediato de todos os governos atingidos pelas manifestações.
Leia o texto.
Em 2008, a falência do banco Lehman Brothers, nos Estados Unidos, expôs os riscos de empréstimos imobiliários concedidos a pessoas sem capacidade de pagamento e transformados em títulos negociados no mundo inteiro. A crise atingiu bancos, empresas e empregos em vários continentes.
A rápida difusão da crise de 2008 está relacionada
- ao isolamento dos bancos norte-americanos em relação ao resto do mundo.
- à proibição do comércio internacional de títulos desde a década de 1990.
- à integração dos mercados financeiros na economia globalizada.
- ao fim da internet, que impediu as transações bancárias entre países.
- à ausência de bancos privados nos Estados Unidos naquele período.
Leia o texto.
Pelo Tratado de Maastricht (1992), a Comunidade Europeia transformou-se em União Europeia, com livre circulação de pessoas, mercadorias e capitais e, depois, uma moeda comum, o euro, que passou a circular em 2002. Em 2016, um plebiscito no Reino Unido aprovou a saída do país do bloco, concretizada em 2020.
O texto permite concluir que a integração regional europeia
- foi abandonada por todos os países em 2002, com a criação do euro.
- sempre contou com o apoio unânime de todos os cidadãos europeus.
- proibiu a circulação de pessoas entre os países do continente.
- foi criada para unir Europa e Estados Unidos em um único Estado.
- aprofundou laços entre os países, mas também enfrenta tensões.
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