Geografia 2ª série Prova
Estrutura etária, envelhecimento e mercado de trabalho
Prova com 10 questões sobre pirâmides etárias, razão de dependência, envelhecimento, força de trabalho, desocupação, juventude e desigualdades de rendimento no Brasil, com dados de exemplo.
- 10 questões
- cerca de 60 minutos
Geografia, 2ª série: Estrutura etária, envelhecimento e mercado de trabalho
Uma pirâmide etária apresenta base estreita, meio largo e topo cada vez mais alargado. Esse formato indica uma população
- em explosão demográfica, com muitas crianças
- com predomínio de jovens e alta fecundidade
- com baixa natalidade e envelhecimento acentuado
- com alta natalidade e baixa expectativa de vida
- com alta mortalidade infantil e poucos adultos
Em uma população fictícia, 20% das pessoas têm de 0 a 14 anos, 68% têm de 15 a 64 anos e 12% têm 65 anos ou mais. A razão de dependência, isto é, o número de pessoas em idades dependentes para cada 100 pessoas em idade ativa, é de aproximadamente
- 18
- 32
- 47
- 68
- 212
O envelhecimento da população brasileira traz desafios para as políticas públicas. Uma consequência direta desse processo é
- o crescimento das matrículas na educação infantil em todo o país
- o aumento da demanda por serviços de saúde, cuidado e previdência
- a redução imediata do número de idosos que vivem nas cidades
- a diminuição dos gastos com doenças crônicas e tratamentos longos
- o aumento da natalidade, provocado pelo maior número de idosos
Em uma pesquisa fictícia, a força de trabalho de uma região é formada por 92 mil pessoas ocupadas e 8 mil desocupadas que procuram emprego. Outras 60 mil pessoas em idade de trabalhar estão fora da força de trabalho (estudantes, aposentados e pessoas que não procuram trabalho). Qual é a taxa de desocupação?
- 5%
- 8%
- 8,7%
- 12,5%
- 37,5%
Analise os dados de exemplo sobre a taxa de desocupação por faixa etária em uma metrópole.
Faixa etária Taxa de desocupação (%) 18 a 24 anos 18 25 a 39 anos 8 40 a 59 anos 5 Uma explicação adequada para a diferença observada é que os jovens
- enfrentam exigência de experiência e vagas mais instáveis no início da carreira
- têm salários mais altos, o que leva as empresas a demiti-los primeiro
- não têm interesse em trabalhar e preferem permanecer fora da força de trabalho
- são contados duas vezes nas pesquisas oficiais de emprego e renda
- estão todos matriculados no ensino superior e, por isso, não procuram emprego
A tabela mostra, com dados de exemplo, o rendimento médio mensal de pessoas ocupadas com o mesmo nível de escolaridade em uma região brasileira, segundo sexo e cor ou raça.
Grupo Rendimento médio (R$) Homens brancos 3.400 Mulheres brancas 2.700 Homens negros 2.100 Mulheres negras 1.700 Considerando que a escolaridade foi igualada, os dados indicam
- que as mulheres negras recebem, em média, a metade exata do que recebem as mulheres brancas
- que as diferenças de rendimento se devem apenas à escolaridade de cada grupo
- ausência de desigualdade, já que todos os grupos têm rendimento acima de R$ 1.000
- que a cor ou raça interfere no rendimento, mas o gênero não tem influência
- desigualdades associadas a gênero e a cor ou raça que não se explicam só pela escolaridade
No topo das pirâmides etárias de países com população envelhecida, como o Brasil atual, o lado feminino costuma ser mais largo que o masculino. Isso ocorre porque
- nascem muito mais meninas do que meninos em todo o mundo
- os homens idosos migram em maior número para outros países
- a natalidade feminina aumentou nas últimas décadas
- as mulheres têm, em média, maior expectativa de vida que os homens
- as pesquisas oficiais não contam os homens com mais de 60 anos
A expectativa de vida ao nascer aumentou significativamente no Brasil ao longo do século XX. Entre os fatores que explicam esse aumento está
- a ampliação do saneamento, das vacinas e do acesso à saúde
- a redução da escolaridade média da população adulta
- o aumento da taxa de natalidade nas regiões metropolitanas
- o abandono das campanhas de vacinação a partir dos anos 1970
- o crescimento da população rural e o fim da migração para as cidades
Uma estudante de 16 anos foi convidada a trabalhar à noite em uma fábrica, em jornada de oito horas, sem registro em carteira. Segundo a Constituição Federal, essa situação
- é proibida apenas se a jovem já tiver concluído o ensino médio
- é permitida, desde que a jovem esteja matriculada em curso técnico
- é proibida, pois o trabalho noturno é vedado a menores de 18 anos
- é permitida, pois a partir dos 16 anos não há nenhuma restrição ao trabalho
- é permitida em qualquer horário, desde que a família autorize por escrito
Imagine que você integra um conselho municipal encarregado de preparar a cidade para o envelhecimento da população nas próximas décadas. Proponha três medidas, em áreas diferentes (por exemplo: saúde, mobilidade, trabalho, moradia, lazer), e explique como cada uma reduziria desigualdades entre os idosos.
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