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Sociologia 1ª série Atividade

Trabalho e renda no Brasil: lendo indicadores sociais

Atividade com 10 questões para ler indicadores de trabalho e renda: força de trabalho, taxa de desocupação, informalidade, renda per capita, média e mediana, polarização e trabalho de cuidado.

  • 10 questões
  • cerca de 55 minutos

Sociologia, 1ª série: Trabalho e renda no Brasil: lendo indicadores sociais

  1. Nas pesquisas sobre trabalho do IBGE, como a PNAD Contínua, a força de trabalho reúne as pessoas ocupadas e as desocupadas. Desocupada é quem não tem trabalho, procurou emprego no período da pesquisa e estava disponível para começar.

    Considere três pessoas de 19 anos: Bruno só estuda e não procura emprego; Sandra perdeu o emprego e envia currículos todos os dias; Tiago faz entregas por aplicativo dez horas por semana. Segundo esses critérios, Bruno, Sandra e Tiago estão, respectivamente,

    1. fora da força de trabalho, desocupada e ocupado.
    2. desocupado, fora da força de trabalho e ocupado.
    3. fora da força de trabalho, ocupada e desocupado.
    4. desocupado, desocupada e fora da força de trabalho.
    5. ocupado, fora da força de trabalho e desocupado.
  2. Em um município hipotético, uma pesquisa encontrou 50.000 pessoas ocupadas, 5.000 desocupadas e 20.000 pessoas em idade de trabalhar fora da força de trabalho.

    A taxa de desocupação desse município é de aproximadamente

    1. 10,0%.
    2. 6,7%.
    3. 26,7%.
    4. 9,1%.
    5. 73,3%.
  3. A tabela apresenta dados ilustrativos do rendimento médio mensal do trabalho segundo o nível de instrução em uma região.

    Nível de instruçãoRendimento médio (R$)
    Fundamental incompleto1.400
    Médio completo2.300
    Superior completo5.800

    Uma leitura adequada da tabela é que

    1. quem tem superior completo ganha, em média, exatamente o dobro de quem concluiu apenas o ensino médio.
    2. a escolaridade, sozinha, explica toda a desigualdade de renda existente entre as pessoas da região estudada na pesquisa.
    3. todas as pessoas com ensino superior completo recebem R$ 5.800 por mês, sem nenhuma variação.
    4. concluir o ensino médio não altera o rendimento médio em relação ao fundamental incompleto.
    5. quem tem superior completo recebe, em média, pouco mais de quatro vezes o rendimento de quem não concluiu o fundamental.
  4. A taxa de informalidade indica a proporção de trabalhadores ocupados sem carteira assinada, sem CNPJ ou em outras situações sem proteção formal. Observe os dados ilustrativos.

    RegiãoTaxa de informalidade (%)
    Norte57
    Nordeste53
    Centro-Oeste36
    Sudeste32
    Sul29

    Com base nos dados, é correto concluir que

    1. a maioria dos trabalhadores do Sul e do Sudeste não tem nenhum tipo de proteção trabalhista.
    2. a informalidade é igual em todo o país, porque depende apenas da escolha de cada trabalhador.
    3. há desigualdade regional no acesso a direitos como férias, 13º salário e aposentadoria.
    4. os trabalhadores do Norte e do Nordeste preferem não ter carteira assinada para ganhar mais.
    5. a informalidade não tem relação com a renda, a escolaridade ou a estrutura econômica regional.
  5. A renda domiciliar per capita é obtida dividindo a soma dos rendimentos de um domicílio pelo número de moradores. Na casa de Rosana, moram quatro pessoas; ela recebe R$ 2.400 por mês e o marido, R$ 1.200. Os dois filhos não têm renda.

    Se nascer um bebê na família e os rendimentos não mudarem, a renda domiciliar per capita passará de

    1. R$ 1.800 para R$ 1.200.
    2. R$ 900 para R$ 720.
    3. R$ 900 para R$ 900.
    4. R$ 3.600 para R$ 4.500.
    5. R$ 1.200 para R$ 900.
  6. A tabela mostra a variação hipotética do número de vagas em três grupos de ocupações em uma região metropolitana, ao longo de dez anos de difusão de tecnologias digitais.

    Grupo de ocupaçõesVariação das vagas
    Alta qualificação (analistas, engenheiros, médicos)+18%
    Tarefas rotineiras (caixas, digitadores, operadores de linha)−12%
    Serviços pessoais (cuidadores, entregadores, faxineiros)+15%

    Os dados ilustram o fenômeno que alguns pesquisadores chamam de polarização do mercado de trabalho, que consiste em

    1. extinção de todas as ocupações de baixa remuneração, substituídas por robôs.
    2. crescimento igual de todas as ocupações, sem efeito sobre a desigualdade.
    3. aumento das vagas rotineiras, que são as mais difíceis de automatizar.
    4. fim do desemprego, porque cada vaga eliminada gera duas vagas melhores.
    5. redução das ocupações intermediárias e crescimento nos extremos de renda.
  7. Pesquisas do IBGE mostram, há anos, que entre os jovens de 15 a 29 anos que não estudam nem estão ocupados há mais mulheres do que homens, e que muitas delas cuidam de filhos, irmãos ou familiares.

    Uma explicação sociológica para esse dado é

    1. a sobrecarga de trabalho doméstico e de cuidado não remunerado atribuída às mulheres.
    2. a falta de interesse natural das mulheres jovens pelos estudos e pela vida profissional.
    3. a existência de leis que proíbem mulheres jovens de trabalhar fora de casa no Brasil.
    4. a oferta de empregos muito maior para mulheres do que para homens nessa faixa etária.
    5. o fato de que todas essas jovens já concluíram o ensino superior e estão descansando.
  8. Em um grupo de dez pessoas, nove ganham R$ 1.500 por mês e uma ganha R$ 30.000. A média de rendimentos do grupo é R$ 4.350, enquanto a mediana é R$ 1.500.

    Esse exemplo mostra que, para avaliar a situação típica dos trabalhadores em uma sociedade desigual,

    1. a média é sempre o melhor indicador, porque considera o rendimento de todas as pessoas.
    2. a mediana costuma ser mais representativa, pois a média é puxada pelos valores extremos.
    3. a média e a mediana são sempre iguais, desde que os dados tenham sido coletados pelo IBGE.
    4. a mediana é inútil, pois ignora completamente o rendimento das pessoas mais ricas.
    5. o rendimento das pessoas mais ricas não interfere em nenhum indicador de renda.
  9. Nas pesquisas do IBGE, quem se dedica apenas aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas da própria família, sem remuneração, não é contado entre os ocupados, embora realize um trabalho socialmente necessário.

    (   ) Verdadeiro   (   ) Falso

  10. Leia os dados ilustrativos de dois municípios.

    IndicadorMunicípio AMunicípio B
    Taxa de desocupação (%)146
    Taxa de informalidade (%)5830
    Jovens que não estudam nem estão ocupados (%)2715
    Domicílios com renda per capita abaixo de meio salário mínimo (%)4118

    a) Descreva dois problemas socioeconômicos do Município A revelados pelos dados.

    b) Proponha duas medidas para enfrentá-los, indicando quem seria responsável (poder público, empresas, sociedade civil) e qual indicador você usaria para avaliar o resultado.

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