História 2ª série Prova
Economia açucareira e sociedade colonial
Prova com 11 questões sobre a plantation açucareira, o engenho, a sociedade patriarcal, os holandeses no Nordeste, a concorrência antilhana, a pecuária e os impactos ambientais na Mata Atlântica.
- 11 questões
- cerca de 60 minutos
História, 2ª série: Economia açucareira e sociedade colonial
A escolha da cana-de-açúcar como principal atividade econômica da colonização portuguesa no século XVI explica-se, entre outros fatores,
- pela descoberta de grandes jazidas de ouro em Pernambuco, que financiaram a construção dos primeiros engenhos.
- pela experiência portuguesa nas ilhas atlânticas, pelo valor do açúcar na Europa e pelo clima e solo do Nordeste.
- pela proibição do consumo de açúcar na Europa, que obrigou os portugueses a buscar mercados na Ásia.
- pela falta de terras no litoral, que levou os colonos a plantar cana apenas no interior da Amazônia.
- pelo interesse dos povos indígenas em comprar o açúcar produzido pelos colonos portugueses.
A produção açucareira no Brasil colonial é frequentemente descrita como uma plantation. Esse sistema caracterizava-se por
- pequenas propriedades familiares que produziam alimentos variados para o mercado local.
- trabalho assalariado de imigrantes europeus e produção destinada ao consumo interno.
- propriedade coletiva da terra pelas aldeias indígenas e trocas de excedentes entre elas.
- fábricas mecanizadas movidas a vapor e operadas por trabalhadores livres especializados.
- latifúndio, monocultura, trabalho escravizado e produção voltada à exportação.
Leia a descrição de um engenho colonial.
Na moenda, a cana era espremida para extrair o caldo, que seguia para a casa das caldeiras, onde era fervido em tachos. Depois, o melaço ia para a casa de purgar, onde o açúcar secava e era clareado em formas de barro. Perto dali ficavam a casa-grande, a senzala e a capela.
A descrição permite concluir que o engenho
- era um complexo produtivo e social, que reunia produção, moradia e religião.
- era apenas uma máquina de moer cana, instalada nas cidades portuárias.
- funcionava como uma fábrica moderna, com operários assalariados e jornada fixa.
- era um espaço religioso, onde o açúcar era usado em cerimônias católicas.
- dependia exclusivamente do trabalho de colonos portugueses recém-chegados.
Na sociedade açucareira, o senhor de engenho exercia autoridade não apenas sobre os escravizados, mas também sobre a esposa, os filhos, os agregados e os lavradores dependentes. Essa organização é chamada de
- igualitária.
- matrilinear.
- republicana.
- patriarcal.
- industrial.
Os holandeses participavam do negócio açucareiro antes mesmo de invadirem o Nordeste, em 1630. Sua participação consistia principalmente em
- cultivar a cana com mão de obra holandesa em pequenas propriedades do Recife.
- proibir a venda do açúcar brasileiro nos mercados do norte da Europa.
- financiar engenhos, transportar, refinar e distribuir o açúcar na Europa.
- comprar escravizados indígenas para trabalhar nos engenhos da Bahia.
- fornecer moinhos de vento, que substituíram as moendas movidas a água.
Entre 1637 e 1644, o conde Maurício de Nassau administrou o Brasil holandês. Entre as medidas associadas ao seu governo estão
- a expulsão de todos os portugueses da colônia e a proibição do cultivo de cana-de-açúcar no Nordeste.
- empréstimos aos senhores de engenho, obras urbanas no Recife e certa tolerância religiosa.
- a abolição da escravidão e a distribuição das terras dos engenhos aos escravizados.
- a transferência da capital do Brasil holandês para o interior da Amazônia.
- a imposição do catolicismo como religião obrigatória para todos os moradores.
Após serem expulsos do Nordeste em 1654, os holandeses passaram a produzir açúcar nas Antilhas, com técnicas aprendidas no Brasil. Para a economia açucareira brasileira, isso significou
- o fim imediato de toda a produção de açúcar no Brasil, substituída pelo café.
- um aumento dos lucros, já que os holandeses passaram a comprar todo o açúcar brasileiro.
- a união entre produtores brasileiros e antilhanos para fixar preços mais altos.
- a transferência dos engenhos do Nordeste para o Caribe, levados por navios portugueses.
- concorrência no mercado europeu, queda de preços e perda de importância relativa.
Os engenhos coloniais consumiam enormes quantidades de lenha para manter acesas as fornalhas da casa das caldeiras, além de exigirem a derrubada da mata para novos canaviais. Do ponto de vista ambiental, a economia açucareira
- preservou as florestas, pois a cana era plantada no meio da mata nativa.
- não teve impacto, já que a lenha era importada da Europa nos navios.
- provocou intenso desmatamento da Mata Atlântica no litoral nordestino.
- recuperou áreas desmatadas pelos indígenas antes da chegada dos europeus.
- reduziu o uso de madeira, porque as fornalhas eram movidas a carvão mineral.
No final do século XVII, uma ordem da Coroa portuguesa proibiu a criação de gado a menos de dez léguas do litoral, e os rebanhos avançaram pelo sertão, especialmente ao longo do rio São Francisco. Essa expansão da pecuária
- aconteceu sem contato com indígenas, já que o sertão era uma região desabitada e sem água.
- teve o objetivo de substituir a cana-de-açúcar como principal produto de exportação.
- dependia de grandes plantéis de escravizados, maiores que os dos engenhos.
- contribuiu para a interiorização da colonização e gerou conflitos com povos indígenas.
- foi proibida pela Coroa, que destruiu os currais instalados no interior.
Na economia açucareira colonial, além dos senhores de engenho, havia lavradores de cana que não possuíam moenda e precisavam levar sua produção para ser moída no engenho, entregando parte do açúcar ao senhor.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
Analise a cadeia produtiva do açúcar no Brasil colonial considerando dois tipos de impacto: o socioambiental (sobre a Mata Atlântica e os povos indígenas) e o humano (sobre os africanos escravizados). Em seguida, compare a lógica da plantation com a de uma prática agrícola indígena, como a roça de coivara.
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