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Geografia 1ª série Atividade

Geotecnologias: satélites, GPS e monitoramento do território

Atividade com 10 questões sobre sensoriamento remoto, resolução de imagens, radar, sistemas de navegação por satélite, SIG, PRODES e DETER, satélites brasileiros e dados de localização.

  • 10 questões
  • cerca de 50 minutos

Geografia, 1ª série: Geotecnologias: satélites, GPS e monitoramento do território

  1. O sensoriamento remoto é uma técnica bastante utilizada na Geografia. Ela consiste em

    1. obter informações da superfície terrestre por sensores, sem contato direto.
    2. medir a temperatura do ar com termômetros instalados em estações meteorológicas no solo.
    3. desenhar mapas à mão com base em entrevistas feitas com os moradores de uma região.
    4. coletar amostras de solo e de rochas para análise em laboratório.
    5. calcular distâncias no mapa usando a escala gráfica e uma régua.
  2. Uma equipe precisa identificar pequenas clareiras abertas na floresta, com cerca de 20 m de largura. Ela dispõe de imagens de dois satélites: o satélite X, com resolução espacial de 60 m (cada pixel representa um quadrado de 60 m × 60 m no terreno), e o satélite Y, com resolução de 5 m. A equipe deve escolher

    1. o satélite X, pois cada pixel abrange uma área maior e mostra mais detalhes do terreno.
    2. qualquer um, porque a resolução espacial não interfere na identificação de objetos.
    3. o satélite X, já que imagens de 60 m são coloridas e as de 5 m são em preto e branco.
    4. o satélite Y, cujo pixel menor permite distinguir objetos menores.
    5. nenhum dos dois, pois satélites não conseguem registrar áreas de floresta.
  3. Na Amazônia, a cobertura de nuvens é frequente em boa parte do ano, o que dificulta o uso de imagens de satélites ópticos, que registram a luz do Sol refletida pela superfície. Para monitorar a floresta nesses períodos, uma alternativa é usar

    1. fotografias aéreas tiradas à noite, quando as nuvens se dissipam completamente.
    2. mapas antigos do século XIX, que mostram a floresta sem nuvens.
    3. satélites ópticos mais distantes da Terra, que enxergam acima das nuvens.
    4. termômetros instalados no alto das árvores da floresta.
    5. sensores de radar, que emitem micro-ondas capazes de atravessar as nuvens.
  4. Além do GPS, dos Estados Unidos, existem outros sistemas globais de navegação por satélite: o GLONASS, da Rússia, o Galileo, da União Europeia, e o BeiDou, da China. Um motivo para esses países e blocos desenvolverem seus próprios sistemas é

    1. impedir que os cidadãos de outros países utilizem celulares e aplicativos de mapas.
    2. substituir os mapas em papel, que foram proibidos pelos acordos internacionais.
    3. reduzir a dependência de uma infraestrutura estratégica controlada por outro país.
    4. cumprir uma exigência da ONU, que proíbe o uso do GPS fora dos Estados Unidos.
    5. dispensar o uso de satélites, já que esses sistemas funcionam com antenas no solo.
  5. Para planejar ações contra enchentes, a prefeitura de uma cidade reuniu, em um mesmo programa de computador, mapas digitais da rede de rios e córregos, do relevo, das áreas impermeabilizadas, da localização das moradias e da renda dos moradores, e sobrepôs essas informações. Esse tipo de ferramenta é chamado de

    1. rosa dos ventos digital.
    2. escala cartográfica numérica.
    3. projeção cilíndrica de Mercator usada em navegação.
    4. Sistema de Informação Geográfica (SIG).
    5. bússola eletrônica de navegação.
  6. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mantém dois sistemas de monitoramento da Amazônia por satélite: o PRODES, que calcula desde 1988 a taxa anual de desmatamento por corte raso, e o DETER, criado em 2004, que emite alertas quase diários de alterações na cobertura florestal. O DETER é especialmente útil para

    1. orientar a fiscalização ambiental em tempo próximo ao da ocorrência.
    2. substituir o PRODES no cálculo da taxa oficial anual de desmatamento.
    3. impedir a formação de nuvens sobre a floresta amazônica.
    4. prever a quantidade de chuva que cairá na região no ano seguinte.
    5. medir a quantidade de madeira exportada pelos portos do país.
  7. Desde 1988, Brasil e China desenvolvem em cooperação os satélites da série CBERS, o primeiro deles lançado em 1999. Em 2021, foi lançado o Amazonia-1, o primeiro satélite de observação da Terra inteiramente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil. Esses programas

    1. tornam o Brasil dependente apenas de imagens fornecidas por empresas estrangeiras.
    2. servem exclusivamente para transmitir sinais de televisão e de rádio.
    3. ampliam a autonomia do país para obter imagens do próprio território.
    4. substituem o trabalho de campo, que deixou de ser necessário na Geografia.
    5. foram criados para controlar o tráfego aéreo das grandes cidades.
  8. Leia o texto.

    Em aplicativos de entrega, a localização do trabalhador é acompanhada em tempo real pelo celular. Com esses dados, a plataforma calcula rotas, estima prazos, distribui pedidos e avalia o desempenho de cada entregador.

    Esse uso das geotecnologias no trabalho

    1. elimina qualquer forma de controle sobre o trabalhador, que passa a definir sozinho suas rotas e preços.
    2. reduz a importância da localização, que deixa de ser registrada pelas empresas.
    3. amplia o controle sobre o tempo e o ritmo do trabalhador por meio de algoritmos.
    4. garante automaticamente direitos trabalhistas aos entregadores.
    5. impede que a tecnologia seja usada para organizar o trabalho urbano.
  9. Os celulares registram constantemente a localização de seus usuários, e esses dados podem revelar a casa, o local de trabalho, a escola e os hábitos de cada pessoa. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018) considera dados pessoais as informações relacionadas a uma pessoa identificada ou identificável. Com base nisso, o uso de dados de localização

    1. exige regras de consentimento, finalidade e segurança, por envolver dados pessoais.
    2. é livre para qualquer empresa, pois a localização não revela nada sobre a pessoa.
    3. é proibido em qualquer situação, inclusive em aplicativos de mapas e de transporte.
    4. só pode ser feito por governos estrangeiros, segundo a legislação brasileira.
    5. dispensa qualquer cuidado, pois os satélites não armazenam informações.
  10. Escolha um problema da sua cidade ou bairro (por exemplo, pontos de alagamento, falta de árvores, lixo descartado em terrenos, falta de acessibilidade nas calçadas) e explique como as geotecnologias (GPS do celular, imagens de satélite, mapas digitais, SIG) poderiam ser usadas para mapeá-lo e ajudar a resolvê-lo.

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