História 3ª série Atividade
Primeira República: oligarquias, coronelismo e revoltas
Atividade com 11 questões sobre a Constituição de 1891, coronelismo, política dos governadores, Convênio de Taubaté, Canudos, Revolta da Vacina, Revolta da Chibata, imigração, borracha e tenentismo.
- 11 questões
- cerca de 50 minutos
História, 3ª série: Primeira República: oligarquias, coronelismo e revoltas
A Constituição de 1891, a primeira da República, estabeleceu o voto direto para homens maiores de 21 anos, mas excluiu, entre outros, os analfabetos. Considerando que a maioria da população era analfabeta na época, essa regra
- garantiu o voto à grande maioria dos brasileiros adultos.
- restringiu a participação política a uma minoria da população.
- permitiu o voto feminino, desde que as mulheres fossem alfabetizadas.
- tornou o voto secreto, protegendo os eleitores dos coronéis.
- criou a Justiça Eleitoral para fiscalizar as eleições.
Leia o texto.
O coronel era o grande proprietário que dominava a política do município. Oferecia emprego, empréstimos, remédios e favores aos moradores e, em troca, exigia que votassem nos candidatos que indicava. Como o voto era aberto, quem desobedecesse podia perder o trabalho, a terra ou sofrer violência.
A prática descrita é conhecida como
- voto de cabresto, típico do coronelismo.
- voto censitário, baseado na renda do eleitor.
- sufrágio universal, com voto livre e secreto.
- plebiscito, consulta direta sobre uma lei.
- parlamentarismo, sistema de governo britânico.
No governo de Campos Sales (1898-1902), consolidou-se a chamada política dos governadores: o presidente apoiava as oligarquias que dominavam cada estado, e estas garantiam a eleição de deputados favoráveis ao governo federal. Esse arranjo
- ampliou a participação popular e garantiu eleições limpas em todo o país.
- transferiu o poder dos estados para os municípios e para os coronéis do Norte.
- acabou com o federalismo e transformou o Brasil em um Estado unitário.
- entregou o governo federal aos militares, que governaram até 1930.
- fortaleceu as oligarquias estaduais e reduziu o espaço da oposição.
Em 1906, pelo Convênio de Taubaté, os governos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro decidiram comprar o café excedente e estocá-lo, com empréstimos estrangeiros, para evitar a queda dos preços. Essa política mostra
- o fim da importância do café na economia da Primeira República.
- a decisão de substituir o café pela indústria como base da economia.
- a aplicação do livre mercado, sem nenhuma intervenção dos governos.
- o uso do Estado para proteger os interesses dos cafeicultores.
- o apoio dos governos à reforma agrária nas áreas cafeeiras.
Entre 1896 e 1897, o arraial de Canudos, no sertão da Bahia, liderado por Antônio Conselheiro, reuniu milhares de sertanejos pobres. Após várias expedições derrotadas, o Exército destruiu o arraial e matou grande parte de seus habitantes. Do ponto de vista historiográfico, Canudos pode ser explicado
- como uma conspiração monarquista financiada por governos estrangeiros europeus.
- como uma revolta de imigrantes europeus contra os fazendeiros de café paulistas.
- pela miséria, pela concentração de terras e pela religiosidade popular no sertão.
- pelo desejo dos sertanejos de instalar fábricas modernas no interior da Bahia.
- como uma guerra entre estados nordestinos pela posse do rio São Francisco.
Em 1904, no Rio de Janeiro, a população se revoltou contra a lei que tornava obrigatória a vacinação contra a varíola, num contexto de reformas urbanas que demoliram cortiços e expulsaram moradores pobres do centro. A Revolta da Vacina expressa
- a insatisfação popular com reformas autoritárias e com a falta de diálogo.
- a recusa da população a qualquer obra pública, inclusive escolas e hospitais.
- a vitória do movimento antivacina, que levou ao fim das campanhas sanitárias.
- uma revolta de fazendeiros de café contra os impostos sobre exportação.
- o apoio da população às remoções e à demolição de suas próprias moradias.
Em 1910, marinheiros, em sua maioria negros e pobres, rebelaram-se nos navios de guerra ancorados na baía de Guanabara exigindo o fim dos castigos com chibata, ainda aplicados na Marinha. Liderada por João Cândido, a Revolta da Chibata
- pretendia restaurar a monarquia e trazer de volta a família imperial ao Brasil.
- foi organizada por oficiais brancos para aumentar os castigos aos marinheiros.
- terminou com a vitória completa dos marinheiros, que passaram a comandar a Marinha.
- denunciou a permanência de práticas escravistas mais de vinte anos após a abolição.
- exigia o fim do voto aberto e a extensão do direito de voto às mulheres.
Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, chegaram ao Brasil milhões de imigrantes italianos, portugueses, espanhóis e, a partir de 1908, japoneses. Muitos foram para as fazendas de café; outros, para as cidades. Nas cidades, os imigrantes
- tornaram-se, em sua maioria, grandes fazendeiros logo após a chegada.
- foram proibidos de trabalhar nas fábricas, reservadas aos brasileiros.
- não participaram de movimentos sociais, por não conhecerem a língua.
- formaram o exército republicano que derrotou Canudos em 1897.
- formaram parte do operariado e participaram de greves, como a de 1917.
Entre o fim do século XIX e o início do século XX, a extração do látex da seringueira gerou grande riqueza em cidades como Manaus e Belém, que construíram teatros e avenidas. A partir de 1910, a economia da borracha entrou em crise porque
- a borracha deixou de ser usada na indústria automobilística mundial.
- plantações no Sudeste Asiático passaram a produzir borracha mais barata.
- o governo brasileiro proibiu a extração de látex em toda a Amazônia.
- os seringueiros nordestinos voltaram todos para suas terras de origem.
- a seringueira foi extinta por uma praga trazida da Europa em navios.
O tenentismo foi um movimento de jovens oficiais do Exército que, na década de 1920, criticou as oligarquias e defendeu reformas como o voto secreto, protagonizando episódios como a Revolta dos 18 do Forte (1922) e a Coluna Prestes.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
Explique como funcionava o coronelismo na Primeira República e por que ele pode ser considerado uma forma de paternalismo e de autoritarismo na política brasileira. Depois, indique uma prática atual que lembre essa lógica e uma conquista democrática que ajuda a combatê-la.
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