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Língua Portuguesa 2ª série Atividade

Parnasianismo: forma, métrica e arte pela arte

Atividade com 10 questões sobre o Parnasianismo: arte pela arte, culto da forma, soneto, métrica, rima rica, Olavo Bilac, Raimundo Correia e o diálogo com o Romantismo.

  • 10 questões
  • cerca de 55 minutos

Língua Portuguesa, 2ª série: Parnasianismo: forma, métrica e arte pela arte

  1. Leia a estrofe.

    Invejo o ourives quando escrevo:
    Imito o amor
    Com que ele, em ouro, o alto relevo
    Faz de uma flor.

    Olavo Bilac, "Profissão de fé", Poesias (1888).

    Ao comparar o poeta ao ourives, Bilac defende que a poesia deve ser

    1. trabalhada com paciência e precisão, como uma joia lapidada.
    2. espontânea, nascida da inspiração imediata, sem revisão nem esforço.
    3. simples e popular, escrita na linguagem do dia a dia.
    4. engajada politicamente, a serviço da luta abolicionista e republicana.
    5. improvisada em praça pública, como as cantorias do sertão.
  2. Na estrofe de "Profissão de fé", as rimas "escrevo / relevo" e "amor / flor" são classificadas, segundo o critério tradicional, respectivamente, como

    1. pobre, por unir verbo e substantivo, e rica, por unir dois substantivos.
    2. rica nos dois casos, pois todas as palavras terminam em vogal.
    3. pobre nos dois casos, pois são rimas fáceis de encontrar na língua.
    4. rica, por unir verbo e substantivo, e pobre, por unir dois substantivos.
    5. toante nos dois casos, pois só as vogais coincidem entre as palavras.
  3. Leia o quarteto.

    "Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
    Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
    Que, para ouvi-las, muita vez desperto
    E abro as janelas, pálido de espanto...

    Olavo Bilac, soneto XIII de "Via Láctea", Poesias (1888).

    Nesse quarteto, o eu lírico

    1. descreve com precisão científica a posição das estrelas no céu de verão.
    2. confessa que perdeu a razão e pede ajuda a um médico para se curar.
    3. critica as pessoas que acordam cedo para contemplar o céu noturno.
    4. narra uma viagem de navio guiada pelas estrelas até o Oriente.
    5. responde à zombaria de quem o acusa de loucura por dizer que ouve estrelas.
  4. Faça a escansão do verso "Que, para ouvi-las, muita vez desperto". Ele tem

    1. doze sílabas poéticas, como um alexandrino clássico francês.
    2. dez sílabas poéticas, como era comum nos sonetos parnasianos.
    3. sete sílabas poéticas, como uma redondilha maior popular.
    4. oito sílabas poéticas, como um octossílabo das cantigas.
    5. onze sílabas poéticas, contando a última sílaba átona.
  5. Leia o quarteto.

    Vai-se a primeira pomba despertada...
    Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
    De pombas vão-se dos pombais, apenas
    Raia sanguínea e fresca a madrugada...

    Raimundo Correia, "As pombas", Sinfonias (1883).

    A sequência "a primeira pomba", "outra mais... mais outra... enfim dezenas" cria o efeito de

    1. antítese, opondo o voo das pombas ao canto dos pássaros noturnos.
    2. eufemismo, suavizando a morte das pombas durante a madrugada.
    3. gradação, sugerindo a revoada crescente das pombas ao amanhecer.
    4. onomatopeia, imitando o som produzido pelas asas das pombas.
    5. ironia, sugerindo que as pombas não saem nunca dos pombais.
  6. O lema "arte pela arte", associado ao Parnasianismo, significa que

    1. a arte vale por sua própria beleza, sem precisar servir a causas externas.
    2. a arte deve servir exclusivamente à propaganda política dos governos.
    3. a poesia precisa ensinar regras de moral e de religião aos leitores.
    4. o poeta deve escrever apenas sobre a natureza tropical do Brasil.
    5. a obra literária só tem valor quando é vendida em grande quantidade.
  7. Os parnasianos frequentemente escolheram temas da Antiguidade greco-romana, como vasos gregos, estátuas e deuses. Essa preferência se relaciona

    1. ao desejo de exaltar o indígena brasileiro como herói nacional.
    2. à denúncia das desigualdades sociais nas cidades brasileiras.
    3. ao misticismo e à busca de experiências espirituais transcendentes e misteriosas.
    4. à valorização da fala popular e da variação linguística regional.
    5. ao ideal de equilíbrio, objetividade e perfeição formal da arte clássica.
  8. Comparando o Parnasianismo ao Romantismo, é correto afirmar que os parnasianos

    1. ampliaram o subjetivismo e a expressão espontânea dos sentimentos românticos.
    2. abandonaram o soneto e passaram a usar apenas o verso livre moderno.
    3. reagiram ao sentimentalismo romântico, buscando contenção e rigor formal.
    4. retomaram o indianismo de Gonçalves Dias como tema central da poesia.
    5. rejeitaram a métrica e a rima, consideradas ultrapassadas e artificiais.
  9. Julgue a afirmação: Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira são considerados a "tríade parnasiana" no Brasil.

    (   ) Verdadeiro   (   ) Falso

  10. Escreva um quarteto (estrofe de quatro versos) sobre um objeto do cotidiano escolar (uma caneta, um caderno, uma mochila), imitando a atitude parnasiana: descrição precisa, linguagem cuidadosa e versos com o mesmo número de sílabas poéticas (de preferência dez). Use rima no esquema ABAB ou ABBA. Depois, faça a escansão de um dos seus versos, separando as sílabas poéticas.

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