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Língua Portuguesa 3ª série Prova

Figuras de linguagem e efeitos de sentido

Prova com 12 questões sobre figuras de linguagem em poemas, campanhas e frases do cotidiano: metáfora, metonímia, paradoxo, eufemismo, ironia, sinestesia, gradação e aliteração.

  • 12 questões
  • cerca de 60 minutos

Língua Portuguesa, 3ª série: Figuras de linguagem e efeitos de sentido

  1. Em "A cidade é um formigueiro às seis da tarde", a figura de linguagem predominante é

    1. eufemismo, pois suaviza uma informação desagradável sobre a vida urbana.
    2. comparação, pois aproxima a cidade e o formigueiro por meio do conectivo "como".
    3. metáfora, pois identifica a cidade com um formigueiro sem conectivo comparativo.
    4. metonímia, pois substitui o nome dos moradores pelo nome do lugar onde moram.
    5. hipérbole, pois exagera o número de habitantes de forma intencional e explícita.
  2. Em "Nas férias, ela leu Machado de Assis inteiro e ainda encarou um pouco de Clarice", ocorre

    1. antítese, pois há oposição entre dois escritores de épocas diferentes.
    2. prosopopeia, pois os autores ganham características de seres vivos.
    3. catacrese, pois se usa uma palavra por falta de um termo próprio.
    4. metonímia, pois o nome do autor está no lugar de sua obra.
    5. metáfora, pois os escritores são comparados a livros de forma implícita.
  3. Leia o texto a seguir.

    Amor é fogo que arde sem se ver;
    É ferida que dói, e não se sente;
    É um contentamento descontente;
    É dor que desatina sem doer.

    Luís de Camões.

    Nesses versos, a definição do amor é construída sobretudo por meio de

    1. onomatopeias, que reproduzem os sons do fogo e da dor.
    2. paradoxos, que juntam ideias opostas para exprimir a contradição do sentimento.
    3. metonímias, que substituem o amor pelo nome da pessoa amada.
    4. eufemismos, que suavizam o sofrimento amoroso para não chocar o leitor.
    5. comparações explícitas, marcadas pelo conectivo "como" em cada verso do quarteto.
  4. No aviso "Comunicamos, com pesar, que o senhor Antônio nos deixou ontem, após longa enfermidade", a expressão "nos deixou" é um exemplo de

    1. hipérbole, pois exagera a dor da família.
    2. ironia, pois afirma o contrário do que se pensa.
    3. eufemismo, pois suaviza a informação sobre a morte.
    4. pleonasmo, pois repete uma ideia já expressa.
    5. metáfora, pois compara a morte a uma viagem longa.
  5. Depois de mais uma tempestade, um morador publicou: "Que maravilha! Choveu meia hora e a rua virou rio de novo. Nossa drenagem é mesmo um exemplo para o mundo". O efeito crítico do texto é obtido principalmente por meio da

    1. gradação, já que organiza as palavras em ordem crescente de intensidade.
    2. metonímia, já que a rua está no lugar das pessoas que moram nela.
    3. antítese, já que opõe a chuva ao sol em todas as frases do texto.
    4. ironia, já que o morador elogia aquilo que, na verdade, pretende criticar.
    5. aliteração, já que repete o mesmo som consonantal em todas as palavras.
  6. Em "Um cheiro doce e morno vinha da padaria e enchia a rua inteira", a associação de sensações diferentes (olfato, paladar e tato) caracteriza a

    1. prosopopeia.
    2. elipse.
    3. anáfora.
    4. aliteração.
    5. sinestesia.
  7. Na narração esportiva "Primeiro um murmúrio, depois um grito, por fim um estrondo que sacudiu o estádio", o locutor organiza os termos de modo a intensificar progressivamente a ideia. Essa figura de linguagem recebe o nome de

    1. antítese.
    2. metonímia.
    3. catacrese.
    4. gradação.
    5. hipérbato.
  8. Leia o texto a seguir.

    Vozes veladas, veludosas vozes,
    Volúpias dos violões, vozes veladas,

    Cruz e Sousa, "Violões que choram".

    A repetição insistente do som /v/ nesses versos

    1. é uma metonímia, já que o som dos violões substitui o nome do violonista.
    2. é um erro de estilo, porque o poeta não encontrou sinônimos para variar as palavras.
    3. é um recurso típico do Parnasianismo, que rejeitava efeitos sonoros na poesia.
    4. é uma aliteração que sugere a sonoridade vibrante dos violões, típica do Simbolismo.
    5. é uma rima pobre, já que as palavras repetidas pertencem à mesma classe gramatical.
  9. Em "E corre, e tropeça, e cai, e levanta, e corre outra vez", a repetição da conjunção "e" produz efeito de

    1. suavização das ações violentas, para não chocar o leitor (eufemismo).
    2. dúvida do narrador sobre a ordem dos acontecimentos (modalização).
    3. acúmulo e movimento contínuo, pela sucessão rápida das ações (polissíndeto).
    4. lentidão e pausa, sugerindo que nenhuma ação chega a acontecer (assíndeto).
    5. oposição entre as ações, indicando que uma anula a outra (antítese).
  10. Leia o texto a seguir.

    "Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
    Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
    Que, para ouvi-las, muita vez desperto
    E abro as janelas, pálido de espanto...

    Olavo Bilac, soneto XIII de "Via Láctea".

    Ao afirmar que "ouve estrelas", o eu lírico

    1. usa uma comparação explícita entre as estrelas e as pessoas, marcada pelo conectivo "como".
    2. emprega um eufemismo para não revelar ao leitor que está doente e com febre.
    3. faz uma crítica irônica à poesia romântica, ridicularizando quem conversa com os astros.
    4. descreve um fenômeno científico real, comprovado pela astronomia do século XIX.
    5. personifica as estrelas, expressando a sensibilidade de quem está apaixonado.
  11. Em uma campanha, lê-se: "Nosso bairro não é um lixão. Cada saco jogado na calçada grita contra todos nós". A expressão "grita contra todos nós" contribui para a persuasão porque

    1. informa com precisão a quantidade de lixo recolhido por dia no bairro.
    2. cria uma rima com a primeira frase, facilitando a memorização do slogan.
    3. personifica o lixo, que passa a acusar e a interpelar todos os moradores.
    4. indica que a campanha foi feita por moradores de outro bairro da cidade.
    5. suaviza o problema, mostrando que o lixo nas calçadas não é preocupante.
  12. Leia o texto de uma campanha criada para esta prova.

    Água: quem desperdiça hoje bebe a sede amanhã. Feche a torneira enquanto escova os dentes — o planeta agradece.

    Identifique duas figuras de linguagem presentes no texto e explique o efeito de sentido que cada uma produz na campanha.

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