História 2ª série Atividade
Independências na América espanhola e no Haiti
Atividade com 11 questões sobre a sociedade colonial espanhola, Túpac Amaru II, a crise de 1808, Bolívar e San Martín, Hidalgo, a Revolução do Haiti, o caudilhismo e a ideia de civilização e barbárie.
- 11 questões
- cerca de 50 minutos
História, 2ª série: Independências na América espanhola e no Haiti
Na América espanhola colonial, os criollos, descendentes de espanhóis nascidos na América, eram muitas vezes ricos proprietários e comerciantes, mas tinham acesso limitado aos altos cargos, reservados aos chapetones, nascidos na Espanha. Essa situação ajuda a explicar
- a liderança dos criollos nos movimentos de independência contra a Espanha.
- o apoio incondicional dos criollos ao domínio espanhol sobre a América.
- a participação dos chapetones como líderes das revoltas contra a Espanha.
- a aliança entre criollos e indígenas para abolir toda a propriedade privada.
- a decisão dos criollos de migrar para a Espanha e abandonar as colônias.
Em 1780, no vice-reino do Peru, José Gabriel Condorcanqui, descendente da nobreza inca, liderou uma grande rebelião contra os abusos das autoridades espanholas, como a mita e a cobrança de tributos. Esse líder adotou o nome de
- Simón Bolívar.
- Miguel Hidalgo.
- Toussaint Louverture.
- Túpac Amaru II.
- Bernardo O'Higgins.
Em 1808, as tropas de Napoleão invadiram a Espanha, e o rei Fernando VII foi forçado a abdicar. Na América, esse acontecimento
- fortaleceu o controle espanhol, pois Napoleão enviou tropas para proteger as colônias.
- levou à formação de juntas de governo, que abriram caminho para as independências.
- provocou a transferência da corte espanhola para o México, como fez a corte portuguesa.
- não teve nenhuma consequência, porque as colônias já eram independentes desde 1776.
- levou os criollos a aceitar José Bonaparte como rei legítimo de toda a América.
Simón Bolívar e José de San Martín foram dois dos principais líderes militares das independências na América do Sul. Bolívar atuou sobretudo
- no México e na América Central, onde comandou os exércitos indígenas contra a Espanha.
- no Brasil, onde lutou pela independência ao lado de D. Pedro I contra os portugueses.
- no norte da América do Sul, nas atuais Venezuela, Colômbia e Equador.
- no Caribe, onde libertou Cuba e Porto Rico do domínio espanhol em 1810.
- na Argentina e no Chile, onde atravessou os Andes com o exército de libertação.
No México, em 1810, o padre Miguel Hidalgo convocou indígenas e mestiços para lutar contra o domínio espanhol, defendendo também o fim da escravidão e dos tributos indígenas. A grande participação popular nesse movimento
- garantiu a abolição de todas as desigualdades sociais no México logo após a independência, em 1821.
- fez com que a Espanha concedesse a independência ao México no mesmo ano, sem nenhuma guerra.
- levou os indígenas a pedir que o México fosse anexado aos Estados Unidos.
- foi apoiada pelos chapetones, que desejavam acabar com os privilégios da Coroa.
- assustou as elites criollas, que só aderiram a uma independência conservadora.
Ao contrário da América portuguesa, que permaneceu unida após a independência, a América espanhola fragmentou-se em várias repúblicas. Entre os fatores dessa fragmentação estão
- os interesses das elites regionais e as grandes distâncias entre os centros coloniais.
- a decisão do rei da Espanha de dividir as colônias em países antes de sua independência.
- a presença de um imperador que manteve todas as colônias unidas sob seu governo.
- a ausência de cidades importantes, o que impediu a formação de governos locais.
- a imposição dos Estados Unidos, que exigiram a divisão em troca de apoio militar.
Nas décadas seguintes às independências, muitas repúblicas hispano-americanas foram governadas por chefes militares e grandes proprietários que exerciam poder pessoal, apoiados em redes de clientes armados e muitas vezes chegavam ao governo por golpes. Esse fenômeno é chamado de
- parlamentarismo.
- federalismo.
- caudilhismo.
- liberalismo.
- socialismo.
Leia o texto.
Em Facundo (1845), o escritor e político argentino Domingo Faustino Sarmiento descreveu a história de seu país como um conflito entre a "civilização", representada pelas cidades e pelos valores europeus, e a "barbárie", identificada com o campo, os gaúchos e os caudilhos do interior.
Uma crítica a essa oposição é que ela
- valorizava as culturas indígenas como modelo de civilização para toda a Argentina.
- descrevia de forma neutra a realidade argentina, sem nenhum julgamento sobre os grupos.
- defendia que as cidades deveriam imitar o modo de vida dos gaúchos do interior.
- desqualificava populações rurais, indígenas e mestiças e justificava sua exclusão.
- foi criada pelos próprios gaúchos para afirmar sua superioridade sobre os europeus.
A colônia francesa de São Domingos, no Caribe, era no século XVIII uma das mais lucrativas do mundo, com grandes plantações de açúcar e café trabalhadas por centenas de milhares de africanos escravizados. A independência do Haiti, proclamada em 1804, distingue-se das demais independências americanas porque
- foi conduzida pelos grandes proprietários brancos, que mantiveram a escravidão e a monarquia francesa.
- foi concedida pacificamente por Napoleão, que reconheceu o Haiti como Estado independente.
- aconteceu depois de todas as outras, em 1888, junto com a abolição no Brasil.
- foi a primeira liderada por indígenas, que expulsaram os espanhóis do Caribe.
- resultou de uma revolução de escravizados, que aboliu a escravidão.
Nas primeiras décadas do século XIX, as elites escravistas do Brasil e de Cuba usavam a expressão "haitianismo" para se referir
- ao desejo de imitar o Haiti, abolindo imediatamente a escravidão em suas fazendas.
- ao medo de que uma revolta escrava como a haitiana se repetisse.
- à moda de importar café haitiano, considerado o melhor do mundo naquele período.
- à aliança militar com o Haiti contra a Espanha e Portugal nas guerras de independência.
- ao uso da língua francesa pelas elites, influenciadas pela cultura do Haiti.
Compare a independência do Haiti com a independência de um país da América espanhola, como a Venezuela ou o México, quanto a dois aspectos: os grupos sociais que lideraram o processo e o que aconteceu com a escravidão e com as hierarquias sociais após a independência.
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