História 2ª série Atividade
Iluminismo: razão, liberdade e crítica ao Antigo Regime
Atividade com 11 questões sobre Locke, Montesquieu, Rousseau, Voltaire, a Enciclopédia, Adam Smith, o despotismo esclarecido de Pombal e as conjurações Mineira e Baiana.
- 11 questões
- cerca de 50 minutos
História, 2ª série: Iluminismo: razão, liberdade e crítica ao Antigo Regime
O século XVIII ficou conhecido como "Século das Luzes". A metáfora das luzes refere-se à ideia, defendida pelos iluministas, de que
- a iluminação elétrica das cidades marcou o início de uma nova era para a humanidade.
- a fé religiosa era a única fonte confiável de conhecimento sobre a natureza e a sociedade.
- os reis eram iluminados por Deus e, por isso, deveriam ter poderes absolutos sobre os súditos.
- o conhecimento deveria ser guardado pelos sábios e escondido do restante da população.
- a razão deveria iluminar a sociedade, combatendo a ignorância, o fanatismo e a superstição.
Para o filósofo inglês John Locke, os seres humanos possuem direitos naturais, como a vida, a liberdade e a propriedade, e o governo existe para protegê-los. Se o governante violar esses direitos,
- os governados têm o direito de resistir e de substituir o governo.
- os súditos devem obedecer mesmo assim, pois o poder do rei vem de Deus.
- a Igreja deve escolher um novo rei entre os membros do clero.
- a sociedade deve voltar ao estado de natureza e abolir as leis.
- o Parlamento deve ser fechado, e o poder, entregue ao exército.
Leia a síntese de uma ideia de Montesquieu, autor de O Espírito das Leis (1748).
Tudo estaria perdido se o mesmo homem, ou o mesmo grupo de pessoas, exercesse os três poderes: o de fazer as leis, o de executar as decisões públicas e o de julgar os crimes e as disputas entre particulares.
A ideia apresentada fundamenta
- o direito divino dos reis e a concentração do poder nas mãos do monarca.
- a separação entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
- a abolição de todas as leis e a organização da sociedade sem Estado.
- o governo da Igreja, que deveria acumular as três funções do Estado.
- a substituição do Parlamento por uma assembleia de comerciantes.
Em Do Contrato Social (1762), Jean-Jacques Rousseau afirmou que a soberania pertence ao povo e que as leis devem expressar a vontade geral. Essa concepção
- defende que o poder deve ficar nas mãos de um rei escolhido por Deus.
- propõe que apenas os proprietários ricos participem das decisões políticas.
- fundamenta a ideia de soberania popular, base das concepções democráticas.
- afirma que a desigualdade entre as pessoas é natural e deve ser mantida.
- sustenta que o Estado deve ser governado pelos sábios da Enciclopédia.
Voltaire criticou duramente o fanatismo religioso, a intolerância e os privilégios do clero, mas admirava monarcas que governassem orientados pela razão. Com base nisso, é correto afirmar que
- Voltaire defendia a democracia direta e o voto universal para homens e mulheres.
- todos os iluministas eram ateus e propunham a proibição das religiões.
- Voltaire defendia o poder da Inquisição para combater as superstições populares.
- o Iluminismo não foi homogêneo, e nem todos os iluministas defendiam a democracia.
- os iluministas concordavam em todos os pontos sobre a melhor forma de governo.
Organizada por Diderot e d'Alembert e publicada a partir de 1751, a Enciclopédia reuniu verbetes sobre ciências, artes, ofícios e técnicas, escritos por diversos autores. Sua publicação foi várias vezes proibida porque
- difundia saberes e críticas que ameaçavam a autoridade da Igreja e do rei.
- defendia o poder absoluto dos reis e a manutenção dos privilégios da nobreza francesa.
- foi escrita em uma língua desconhecida, que ninguém na França conseguia ler.
- continha apenas receitas culinárias, consideradas inúteis pelas autoridades.
- pretendia substituir as escolas e universidades por oficinas de artesãos.
Em A Riqueza das Nações (1776), Adam Smith afirmou que a riqueza de um país está no trabalho produtivo e que o mercado, com a livre concorrência, tende a se autorregular. Essas ideias se opunham
- ao liberalismo, que defendia o fim do Estado e a abolição da propriedade privada.
- ao socialismo soviético, que já era aplicado na Rússia no século XVIII.
- à divisão do trabalho, que Smith considerava um atraso para a produção.
- ao comércio entre nações, que ele propunha proibir para proteger as manufaturas.
- ao mercantilismo, com sua intervenção estatal na economia e seu protecionismo.
Em Portugal, o Marquês de Pombal, ministro de D. José I entre 1750 e 1777, reformou o ensino, expulsou os jesuítas do reino e das colônias (1759), criou companhias de comércio e reforçou o poder da Coroa. Sua atuação é um exemplo de
- monarquia parlamentar.
- despotismo esclarecido.
- liberalismo econômico.
- democracia republicana.
- feudalismo tardio.
A Inconfidência Mineira (1789) reuniu membros da elite de Vila Rica, como poetas, padres, militares e proprietários, descontentes com a cobrança de impostos e o anúncio da derrama. Após a denúncia do movimento, vários réus foram condenados à morte, mas o único efetivamente executado foi
- Tomás Antônio Gonzaga, enforcado em Vila Rica.
- Cláudio Manuel da Costa, executado em Lisboa.
- Tiradentes, enforcado em 1792 no Rio de Janeiro.
- Joaquim Silvério dos Reis, delator do movimento.
- Alvarenga Peixoto, executado em Mariana.
A Conjuração Baiana (1798), também chamada de Revolta dos Alfaiates, teve participação de soldados, artesãos, alfaiates e escravizados, muitos deles negros e pardos. Seus panfletos defendiam a república, a igualdade e o fim da escravidão. Comparada à Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana
- foi organizada apenas por grandes proprietários de engenho e de escravizados.
- defendia a manutenção da escravidão e o fortalecimento da monarquia portuguesa.
- não sofreu repressão, pois a Coroa aceitou suas reivindicações por igualdade.
- teve caráter mais popular e propostas sociais mais radicais, como a abolição.
- foi inspirada exclusivamente pelo absolutismo e pela teoria do direito divino.
Muitos pensadores iluministas defenderam que todos os seres humanos nascem livres e iguais em direitos. No entanto, no mesmo período, a escravidão de africanos continuava a sustentar a economia de várias colônias americanas. Explique essa contradição e avalie por que os princípios de liberdade e igualdade puderam ser usados, mais tarde, pelos próprios escravizados e pelos abolicionistas.
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