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Filosofia 1ª série Atividade

Filosofia helenística: estoicos, epicuristas e céticos

Atividade com 10 questões sobre as escolas helenísticas: Epicuro e os desejos, o medo da morte, a distinção estoica do que depende de nós, o cosmopolitismo, o ceticismo pirrônico e os cínicos.

  • 10 questões
  • cerca de 50 minutos

Filosofia, 1ª série: Filosofia helenística: estoicos, epicuristas e céticos

  1. Após a morte de Alexandre, em 323 a.C., as cidades gregas perderam grande parte de sua autonomia política e passaram a fazer parte de vastos reinos governados por monarcas. Nesse período, chamado helenístico, surgiram escolas como o estoicismo, o epicurismo e o ceticismo.

    Uma característica comum a essas escolas é

    1. o abandono da reflexão moral em favor do estudo exclusivo dos fenômenos da natureza.
    2. a defesa de que somente os cidadãos atenienses seriam capazes de alcançar a sabedoria.
    3. a substituição da argumentação racional por narrativas míticas sobre a origem dos deuses.
    4. a tese de que a felicidade dependia da participação direta nas assembleias da pólis.
    5. a ênfase na ética como caminho para alcançar a tranquilidade e a felicidade individual.
  2. Epicuro (341-270 a.C.) classificava os desejos em três grupos: os naturais e necessários; os naturais, mas não necessários; e os que não são nem naturais nem necessários, chamados de vazios.

    Considere três desejos de Henrique: (I) beber água depois de uma corrida; (II) jantar um prato sofisticado em vez de uma refeição simples; (III) ser famoso e ter uma estátua em sua homenagem. Segundo essa classificação, os desejos I, II e III são, respectivamente,

    1. natural e não necessário; vazio; natural e necessário.
    2. natural e necessário; natural e não necessário; vazio.
    3. natural e necessário; vazio; natural e não necessário.
    4. vazio; natural e necessário; natural e não necessário.
    5. natural e não necessário; natural e necessário; vazio.
  3. Em sua Carta a Meneceu, Epicuro argumenta, em paráfrase, que a morte não é nada para nós: enquanto existimos, a morte não está presente; quando a morte chega, nós já não existimos. Como todo bem e todo mal residem na sensação, e a morte é a ausência de sensação, ela não pode nos atingir.

    O objetivo desse argumento é

    1. provar que a alma é imortal e será recompensada após a morte.
    2. defender que a vida deve ser abreviada para evitar o sofrimento.
    3. libertar o ser humano do medo da morte, que perturba a vida.
    4. mostrar que a morte é o maior de todos os males para o ser humano.
    5. convencer os ouvintes a temer os deuses, que decidem a hora da morte.
  4. Na linguagem cotidiana, "epicurista" costuma designar alguém que busca prazeres refinados e abundantes, sobretudo à mesa. Essa imagem, porém, distorce a ética de Epicuro, para quem o prazer, fim da vida feliz, consiste

    1. na satisfação imediata de todos os desejos que surgem, sem cálculo.
    2. no acúmulo de riquezas que garanta conforto e banquetes frequentes.
    3. na renúncia completa a qualquer prazer, como prova de força moral.
    4. na ausência de dor no corpo e de perturbação na alma.
    5. na busca de sensações intensas, mesmo que provoquem dor depois.
  5. O voo de Marina para uma competição foi cancelado por causa de uma tempestade. Irritada, ela passou horas reclamando da companhia aérea e do tempo. Uma amiga, leitora do estoico Epicteto (c. 50-135), lembrou que, segundo ele, algumas coisas dependem de nós e outras não.

    De acordo com essa distinção, a atitude recomendada a Marina seria

    1. aceitar o que não controla e concentrar-se em seus juízos e ações diante do fato.
    2. exigir que a companhia aérea garanta que nunca mais haja tempestades no trajeto.
    3. desistir da competição, porque o cancelamento mostra que o destino é contra ela.
    4. considerar que sua raiva é causada diretamente pela tempestade, e não por ela.
    5. esforçar-se para que todos os passageiros concordem com a sua indignação.
  6. Para os estoicos, como Zenão de Cício, Sêneca e Marco Aurélio, a virtude é o único bem verdadeiro. Riqueza, saúde, fama e até a própria vida seriam "indiferentes": alguns são preferíveis, mas nenhum deles torna alguém bom ou mau.

    De acordo com essa concepção, é correto afirmar que

    1. a felicidade depende de reunir saúde, riqueza e reconhecimento público.
    2. o sábio deve fugir de toda responsabilidade política para preservar a virtude.
    3. a virtude é um dom dos deuses e não pode ser cultivada pela razão.
    4. uma pessoa pobre e doente pode ser plenamente virtuosa e, por isso, feliz.
    5. as paixões intensas são o melhor guia para a ação justa e sensata.
  7. Os estoicos ensinavam que todos os seres humanos participam da mesma razão universal (logos) e, por isso, são membros de uma única comunidade, a cidade do mundo (cosmópolis). Essa ideia influenciou a noção romana de direito natural e, muitos séculos depois, a reflexão moderna sobre direitos universais.

    Um princípio dos direitos humanos que dialoga diretamente com o cosmopolitismo estoico é o de que

    1. todas as pessoas têm igual dignidade, independentemente de onde nasceram.
    2. cada povo deve definir sozinho quem é ou não digno de ter direitos.
    3. os direitos de uma pessoa dependem da cidade ou do país em que nasceu.
    4. apenas os cidadãos de nações livres podem reivindicar a própria dignidade.
    5. os direitos só valem para quem pratica a filosofia e domina a razão.
  8. Leia a situação.

    Em um debate, Caio apresentou um argumento muito convincente a favor de uma tese. Logo depois, Laura apresentou um argumento igualmente forte contra ela. Ninguém conseguiu mostrar que um dos lados era superior.

    Segundo o ceticismo pirrônico, descrito por Sexto Empírico, a atitude adequada diante dessa situação seria

    1. escolher a tese apresentada primeiro, por ter mais tempo de exposição.
    2. concluir que a verdade está sempre no meio-termo entre as duas posições.
    3. suspender o juízo sobre a questão, o que levaria à tranquilidade.
    4. afirmar com certeza que é impossível existir qualquer verdade no mundo.
    5. aceitar a tese defendida pela maioria das pessoas presentes no debate.
  9. Diógenes de Sinope, o mais conhecido dos filósofos cínicos, defendia uma vida simples, de acordo com a natureza, e desprezava o luxo e muitas das convenções sociais de seu tempo.

    (   ) Verdadeiro   (   ) Falso

  10. Júlia, de 16 anos, anda ansiosa: passa o dia conferindo quantas curtidas recebem suas fotos e tem medo de não ser aprovada no vestibular.

    a) Que conselho um estoico daria a Júlia? Use a distinção entre o que depende e o que não depende de nós.

    b) Que conselho um epicurista daria? Use a classificação dos desejos.

    c) Um crítico poderia dizer que o estoicismo leva as pessoas a aceitar injustiças, por considerá-las "fora do seu controle". Você concorda? Justifique.

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