Língua Portuguesa 1ª série Atividade
Frase, oração e período: a ordem dos termos
Atividade com 10 questões sobre frase, oração e período, com contagem de orações, ordem direta no Hino Nacional, inversões, ambiguidade e efeitos de sentido da posição dos termos.
- 10 questões
- cerca de 50 minutos
Língua Portuguesa, 1ª série: Frase, oração e período: a ordem dos termos
Considere os enunciados a seguir, retirados de uma conversa em sala de aula.
I. Silêncio, por favor!
II. A professora pediu silêncio.
III. A professora pediu silêncio e começou a chamada.Do ponto de vista sintático, é correto afirmar que
- I é um período simples, já que é formado por uma única oração sem sujeito.
- apenas I é frase, porque II e III têm verbo e, por isso, deixam de ser frases.
- os três são orações, porque todos transmitem uma mensagem com sentido completo.
- os três são frases, mas só II e III são orações, e III é um período composto.
- II e III são períodos compostos, pois cada um apresenta sujeito e predicado.
Leia o aviso afixado no mural de uma escola.
Os estudantes que vão participar da feira de ciências devem entregar a ficha de inscrição até sexta-feira, quando a comissão divulgará os grupos aprovados.
Quantas orações formam o período?
- Cinco.
- Três.
- Quatro.
- Uma.
- Duas.
Leia os primeiros versos do Hino Nacional Brasileiro, com letra de Joaquim Osório Duque Estrada (1909).
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbanteColocando os termos na ordem direta (sujeito, verbo, complemento), obtém-se:
- As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico.
- Um povo heroico ouviu, às margens plácidas do Ipiranga, o seu brado retumbante.
- O brado retumbante ouviu as margens plácidas do Ipiranga de um povo heroico.
- Os brasileiros ouviram, nas margens do Ipiranga, o brado retumbante e heroico.
- Ouviram o brado retumbante do Ipiranga as margens plácidas de um povo heroico.
Compare duas manchetes sobre o mesmo fato.
I. A Câmara Municipal aprovou ontem a nova lei de proteção às nascentes.
II. Aprovada a nova lei de proteção às nascentes.Em relação à primeira, a segunda manchete
- muda o sentido do fato, sugerindo que a lei ainda depende de aprovação futura.
- apresenta erro de concordância, pois o particípio deveria ficar no masculino.
- põe em destaque o fato, ao antepor o particípio e omitir o agente da ação.
- transforma o fato em opinião, já que deixa de usar o verbo no pretérito perfeito.
- torna-se mais precisa, porque informa quem aprovou a lei e quando isso ocorreu.
Leia a frase publicada em um grupo de mensagens de um condomínio.
O porteiro viu o homem que fugia da garagem do prédio vizinho.
Um morador avisou que a informação estava imprecisa: quem estava na garagem do prédio vizinho era o porteiro, que de lá viu o homem fugir. A reescrita que expressa esse sentido, sem ambiguidade, é:
- Da garagem do prédio vizinho, o porteiro viu o homem que fugia.
- O porteiro viu fugir o homem que estava na garagem do prédio vizinho.
- O porteiro viu o homem da garagem do prédio vizinho que fugia.
- O homem que fugia da garagem do prédio vizinho foi visto pelo porteiro.
- Viu o porteiro o homem que fugia da garagem do prédio vizinho.
Em textos jornalísticos, são comuns títulos como “Calor recorde no Sul” e “Fila longa nos postos de saúde”. Essas construções são frases nominais, usadas porque
- transmitem opinião do jornalista, característica obrigatória dos títulos de notícia.
- condensam a informação essencial, sem verbo, favorecendo a leitura rápida.
- dispensam o substantivo e concentram o sentido em verbos no modo imperativo.
- exigem do leitor a reconstrução de um sujeito oculto, que é sempre o próprio jornal.
- seguem a ordem indireta, com o verbo no início, para chamar a atenção do leitor.
Leia o trecho de um relato pessoal.
Cheguei atrasada. Corri pelo corredor. Abri a porta. A sala estava vazia.
A autora reescreveu o trecho assim: “Cheguei atrasada e corri pelo corredor, mas, quando abri a porta, a sala estava vazia.” A principal mudança provocada pela reescrita é
- a troca do sujeito das orações, que passou da primeira para a terceira pessoa.
- a mudança do tempo verbal, do pretérito perfeito para o pretérito imperfeito.
- a passagem do discurso direto para o indireto, com a supressão da voz da narradora.
- o uso de conectivos que explicitam as relações entre as ações.
- a eliminação de todas as orações, que foram substituídas por frases nominais.
Toda oração da língua portuguesa tem sujeito, ainda que ele esteja oculto, como em “Choveu muito ontem” e “Há vagas no estacionamento”.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
Observe a frase: “Às sete horas, todos os dias, o sino da igreja toca.” Um estudante a reescreveu como “O sino da igreja toca todos os dias às sete horas.” Nessa reescrita,
- o sujeito passou a ser “sete horas”, já que a expressão perdeu a vírgula.
- o verbo deixou de concordar com o sujeito, pois mudou de posição na frase.
- os adjuntos de tempo foram eliminados, o que alterou a informação da frase.
- o período simples tornou-se composto, porque ganhou mais um verbo.
- a ordem ficou direta, e os adjuntos de tempo foram para o fim.
Leia o período, escrito para esta atividade.
Os moradores do bairro reformaram a praça abandonada em um mutirão no último domingo.
(a) Reescreva o período duas vezes, mudando a ordem dos termos: na primeira versão, dê destaque ao momento da ação; na segunda, dê destaque ao lugar reformado. (b) Explique, em uma ou duas linhas, por que a ordem dos termos pode ser uma escolha expressiva do autor.
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