Língua Portuguesa 2ª série Atividade
Colocação pronominal: norma-padrão e uso brasileiro
Atividade com 10 questões sobre próclise, ênclise e mesóclise, palavras atrativas, diferenças entre Brasil e Portugal, adequação ao registro e o poema Língua portuguesa, de Bilac.
- 10 questões
- cerca de 50 minutos
Língua Portuguesa, 2ª série: Colocação pronominal: norma-padrão e uso brasileiro
Uma empresa enviou aos clientes a mensagem: “Não esqueça-se de atualizar seu cadastro até o dia 30.” Segundo a norma-padrão, a frase deveria ser reescrita como
- Não esqueça-se de que precisa atualizar seu cadastro até o dia 30, sob pena de bloqueio.
- Não esquece-se de atualizar seu cadastro até o dia 30.
- Esqueça-se não de atualizar seu cadastro até o dia 30.
- Não se esqueça de atualizar seu cadastro até o dia 30.
- Não esqueça de se atualizar seu cadastro até o dia 30.
Em uma conversa por aplicativo, um estudante escreveu ao colega: “Me empresta o caderno de Química?”. Ao fazer o mesmo pedido em um e-mail formal à coordenadora da escola, a forma mais adequada à norma-padrão seria:
- Me empresta o caderno de Química, coordenadora, que eu devolvo amanhã sem falta?
- Poderia emprestar-me o caderno de Química?
- Empresta-me-ia o caderno de Química?
- Poderia me emprestar-lhe o caderno de Química?
- Lhe peço que me empresta o caderno de Química.
Leia a frase de um discurso de formatura: “Entregar-lhe-emos este diploma com a certeza de que honrará a escola.” A colocação do pronome “lhe” no meio do verbo
- é um erro, pois a norma-padrão não admite pronome no interior do verbo.
- é uma marca do português falado no Brasil em conversas informais.
- é a mesóclise, própria do futuro do presente e do pretérito na norma formal.
- é a ênclise, usada sempre que o verbo está no infinitivo impessoal.
- é a próclise, obrigatória quando a frase começa por verbo, segundo as gramáticas tradicionais.
Em Portugal, é comum ouvir “Diz-me uma coisa” e “Chamo-me Inês”; no Brasil, as formas correspondentes na fala são “Me diz uma coisa” e “Me chamo Inês”. Essa diferença é um exemplo de
- estrangeirismo, porque a próclise veio do inglês, por influência da internet.
- erro dos falantes brasileiros, que desconhecem as regras da língua portuguesa.
- variação de registro apenas, pois as duas formas aparecem só em textos escritos.
- variação geográfica, já que a colocação pronominal varia entre as comunidades lusófonas.
- variação histórica, porque os portugueses falam como no tempo de Camões.
Leia o quarteto.
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...Olavo Bilac, “Língua portuguesa”, em Tarde (1919).
A expressão “Última flor do Lácio” refere-se ao fato de o português
- ser uma língua artificial, criada por poetas para substituir o latim nas igrejas.
- ter nascido no Brasil, terra de flores, e depois ter sido levado a Portugal.
- ser a língua mais antiga da Europa, anterior ao próprio latim falado pelos romanos.
- ser falado apenas por pessoas cultas, como indica o adjetivo “inculta”.
- ter sido uma das últimas línguas a se formar a partir do latim, falado originalmente no Lácio.
Use o texto da questão 5.
No verso 2, a língua portuguesa é, “a um tempo, esplendor e sepultura”. Nessa construção, o poeta emprega
- a hipérbole, ao exagerar o número de falantes da língua para engrandecê-la.
- a antítese, ao reunir na mesma língua as ideias opostas de glória e de morte.
- o eufemismo, ao suavizar a ideia de que a língua já desapareceu de Portugal.
- a onomatopeia, ao imitar com palavras o som do ouro retirado da mina.
- a gradação, ao enumerar uma série de termos em ordem crescente de intensidade.
Gramáticas descritivas do português brasileiro registram que, mesmo na fala culta, de professores, jornalistas e juristas, é frequente a próclise em início de frase, como em “Me parece que o projeto será aprovado”. Diante desse dado, a posição mais coerente com uma visão científica da língua é
- reconhecer o uso como característico do português brasileiro e avaliar sua adequação à situação.
- considerar que todos esses falantes cometem erro grave e precisam ser corrigidos em público.
- concluir que a próclise inicial só ocorre entre pessoas sem escolarização.
- proibir o uso em qualquer situação, inclusive em conversas informais entre amigos.
- afirmar que a gramática tradicional deixou de existir e não deve ser mais ensinada nas escolas.
Assinale a frase em que a colocação do pronome está de acordo com a norma-padrão.
- Ninguém avisou-me da mudança de horário.
- Talvez encontremo-nos na saída da escola.
- O livro que me emprestaste é ótimo.
- O livro que emprestaste-me é ótimo e já recomendei a leitura para toda a turma do segundo ano.
- Quando trata-se de prazos, a escola é rigorosa.
Na norma-padrão, quando o verbo está no futuro do presente e não há palavra atrativa, não se usa ênclise: em vez de “Darei-te a resposta amanhã”, escreve-se “Dar-te-ei a resposta amanhã”.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
Leia a mensagem que Júlia mandou para uma amiga.
Oi! Me avisa se a reunião do projeto mudou de horário? Te mando o arquivo à noite. Se puder, me liga.
(a) Reescreva a mensagem como um e-mail formal ao professor orientador do projeto, ajustando a colocação pronominal à norma-padrão e adaptando o vocabulário. (b) Em duas ou três linhas, explique por que a mensagem original não está “errada” na situação em que foi escrita.
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