Filosofia 1ª série Atividade
Aristóteles: virtude, felicidade e política
Atividade com 10 questões sobre Aristóteles: matéria e forma, ato e potência, quatro causas, felicidade, justo meio, hábito, animal político e formas de governo.
- 10 questões
- cerca de 50 minutos
Filosofia, 1ª série: Aristóteles: virtude, felicidade e política
Aristóteles foi aluno de Platão na Academia, mas discordou do mestre sobre a teoria das Ideias. Para Aristóteles:
- as Ideias existem em um mundo à parte e só podem ser lembradas pela alma imortal
- a matéria é ilusória, e apenas a forma pura existe fora do pensamento humano
- as coisas sensíveis são sombras que devem ser desprezadas pelo filósofo
- a forma não existe em um mundo separado: está nas próprias coisas, unida à matéria
- nada pode ser conhecido, pois a forma das coisas muda a cada instante
Uma semente de ipê, plantada em solo fértil, transforma-se ao longo dos anos em uma árvore adulta. Na linguagem de Aristóteles, é correto dizer que:
- a semente é árvore em potência e, ao crescer, atualiza essa potência
- a semente é árvore em ato, pois já possui todas as características do ipê adulto
- a árvore adulta é semente em ato, já que voltará a ser semente no futuro
- a semente não tem relação com a árvore, pois a mudança é apenas aparente
- a transformação prova que nada permanece, como pensava Parmênides
Um marceneiro constrói, com madeira de reflorestamento, uma mesa para que uma família possa fazer as refeições. Segundo a teoria das quatro causas de Aristóteles, a causa final da mesa é:
- a madeira de reflorestamento usada na construção
- servir de apoio para as refeições da família
- o marceneiro que planejou e montou a mesa
- o formato e a estrutura que a definem como mesa
- o acaso que reuniu as tábuas na oficina
Na Ética a Nicômaco, Aristóteles afirma que todas as ações humanas visam a algum bem e que o bem supremo é a felicidade (eudaimonia). Para ele, a felicidade:
- é o prazer imediato, alcançado com a satisfação de todos os desejos do corpo
- é a riqueza acumulada, que permite comprar tudo aquilo de que se precisa
- é a fama obtida na cidade, que depende exclusivamente da opinião dos outros
- é o fim último das ações, desejado por si mesmo, e consiste numa vida ativa segundo a virtude
- é um estado de sorte concedido pelos deuses, sem relação com as ações humanas
Para Aristóteles, a virtude moral é um meio-termo entre dois vícios, um por excesso e outro por falta. A virtude da generosidade (no uso dos bens) é o meio-termo entre:
- a covardia e a temeridade
- a pobreza e a riqueza material
- a avareza e o esbanjamento
- a justiça e a caridade
- a temperança e a coragem
Aristóteles afirma que nos tornamos justos praticando atos justos e corajosos praticando atos de coragem. Essa ideia significa que:
- as virtudes são inatas, e as ações apenas revelam o caráter com que nascemos
- basta conhecer a definição de justiça para tornar-se uma pessoa justa
- as virtudes dependem exclusivamente das leis e das punições impostas pelos governantes da cidade
- o caráter humano não pode mudar depois da infância, seja qual for a ação
- as virtudes morais se formam pelo hábito, por meio da prática repetida de boas ações
Para Aristóteles, o meio-termo da virtude não é igual para todos. Comer bem, por exemplo, não significa a mesma quantidade para um atleta e para uma criança. Isso mostra que o meio-termo:
- é sempre a metade exata entre dois extremos, calculada como uma média aritmética
- não existe, pois cada um decide o que é virtuoso conforme a própria vontade
- é definido pela maioria, já que a virtude depende do que a cidade aprova
- é relativo à pessoa e à situação e é definido pela prudência, e não por cálculo exato
- é igual para todos e foi fixado de uma vez por todas pelas leis de Atenas
Aristóteles escreveu, na Política, que o ser humano é por natureza um animal político. Essa afirmação significa que:
- o ser humano só realiza plenamente sua natureza na vida em comunidade, na pólis
- todos os seres humanos devem seguir a carreira política e ocupar cargos públicos
- o ser humano é naturalmente egoísta e precisa de um soberano absoluto que o controle
- a política é uma invenção artificial, contrária à natureza humana
- os animais também formam cidades e possuem leis semelhantes às humanas
Observe a classificação aristotélica das formas de governo.
Quem governa Visando ao bem comum Visando ao interesse próprio Um Monarquia Tirania Poucos Aristocracia Oligarquia Muitos Politeia (governo constitucional) Democracia De acordo com essa classificação, é correto concluir que:
- a quantidade de governantes é o único critério para saber se um governo é bom
- todo governo de uma só pessoa é necessariamente injusto, segundo Aristóteles
- tirania, oligarquia e democracia são degeneradas, pois visam ao interesse de quem governa
- a democracia é, para Aristóteles, a melhor forma de governo, por envolver muitos cidadãos nas decisões
- a aristocracia é degenerada, porque nela poucos concentram o poder político
Escolha uma situação da vida escolar (um trabalho em grupo, uma discussão no intervalo, uma competição esportiva entre turmas etc.). Usando a teoria aristotélica do justo meio, identifique uma virtude importante nessa situação, o vício por falta e o vício por excesso correspondentes, e explique como a prudência ajudaria a encontrar a ação adequada.
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