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Língua Portuguesa 2ª série Atividade

Álvares de Azevedo e o mal do século

Atividade com 10 questões sobre a segunda geração romântica: Álvares de Azevedo, o mal do século, o tema da morte, a binomia da Lira dos vinte anos, a ironia romântica e a leitura em sarau.

  • 10 questões
  • cerca de 55 minutos

Língua Portuguesa, 2ª série: Álvares de Azevedo e o mal do século

  1. Leia o poema.

    Se eu morresse amanhã, viria ao menos
    Fechar meus olhos minha triste irmã;
    Minha mãe de saudades morreria
    Se eu morresse amanhã!

    Quanta glória pressinto em meu futuro!
    Que aurora de porvir e que manhã!
    Eu perdera chorando essas coroas
    Se eu morresse amanhã!

    Álvares de Azevedo, "Se eu morresse amanhã" (um dos últimos poemas do autor, escrito poucas semanas antes de sua morte, em abril de 1852).

    A repetição do verso "Se eu morresse amanhã!" ao final das estrofes

    1. indica que o eu lírico já morreu e fala do além.
    2. mostra que o poeta não conseguiu terminar o poema e repetiu um verso.
    3. revela que o eu lírico deseja morrer para se livrar da família.
    4. reforça a obsessão do eu lírico pela morte próxima e cria um tom de lamento.
    5. anuncia uma mudança de assunto para a exaltação da natureza e da pátria.
  2. Na segunda estrofe de "Se eu morresse amanhã", de Álvares de Azevedo, os versos "Quanta glória pressinto em meu futuro! / Que aurora de porvir e que manhã!" mostram que o eu lírico

    1. lamenta perder as glórias que imagina para o futuro.
    2. está feliz porque sabe que viverá muitos anos e terá uma velhice tranquila.
    3. despreza o futuro e acredita que nada de bom o espera na vida.
    4. descreve o nascer do sol que vê da janela no momento em que escreve.
    5. critica os poetas que buscam fama e reconhecimento público.
  3. A segunda geração romântica ficou conhecida pelo "mal do século". Essa expressão se refere a

    1. uma epidemia real que atingiu os estudantes de Direito em São Paulo.
    2. o entusiasmo patriótico com a Independência e a natureza do Brasil.
    3. um estado de tédio, melancolia e pessimismo diante da vida.
    4. a crítica social à escravidão e à opressão dos mais pobres.
    5. o rigor formal e a busca da perfeição na métrica e na rima dos versos.
  4. No prefácio à segunda parte da Lira dos vinte anos, Álvares de Azevedo explica que o livro tem "duas almas": a primeira parte é idealista e sentimental; a segunda, irônica e prosaica. Essa característica é chamada de

    1. gradação, a organização das ideias em ordem crescente de intensidade.
    2. antítese barroca, herdada diretamente da poesia de Gregório de Matos.
    3. nacionalismo, a exaltação da pátria em oposição à terra estrangeira.
    4. binomia, a convivência de duas faces opostas na mesma obra.
    5. impessoalidade, o apagamento do eu lírico para valorizar a forma.
  5. No poema "É ela! é ela! é ela! é ela!", da segunda parte da Lira dos vinte anos, o eu lírico entra no quarto da amada adormecida e lhe tira do peito um papel que imagina ser uma carta de amor; a amada é sua lavadeira, e o papel é o rol da roupa suja. O efeito produzido é

    1. a exaltação da mulher como anjo puro e inalcançável.
    2. a denúncia política das condições de trabalho das lavadeiras.
    3. a descrição realista e objetiva de uma lavanderia do século XIX.
    4. o lamento pela morte da amada, que nunca mais voltará a acordar.
    5. a ironia, que rebaixa a idealização da mulher amada.
  6. Vários poetas da segunda geração romântica, como Álvares de Azevedo e Casimiro de Abreu, morreram muito jovens. Ao estudar esses autores, é importante lembrar que

    1. o eu lírico é uma construção literária e não se confunde totalmente com o autor.
    2. todos os poemas são diários pessoais que narram fatos reais da vida do autor.
    3. os poetas escreviam sobre a morte porque sabiam exatamente quando morreriam.
    4. a biografia do autor é a única chave possível para interpretar seus poemas.
    5. a juventude dos autores torna seus poemas menos importantes que os dos adultos.
  7. Além da poesia, Álvares de Azevedo escreveu Noite na taverna, em que jovens bêbados contam histórias de crimes, paixões e mortes. Essa obra se relaciona com o ultrarromantismo por

    1. exaltar a vida simples no campo e os valores familiares tradicionais.
    2. explorar o lado sombrio, macabro e transgressor da imaginação romântica.
    3. defender a abolição da escravidão por meio de discursos inflamados.
    4. descrever de forma científica o comportamento dos personagens viciados.
    5. imitar as cantigas medievais com refrão, paralelismo e eu lírico feminino.
  8. No verso "Fechar meus olhos minha triste irmã", há uma inversão da ordem direta ("minha triste irmã viria fechar meus olhos"). Esse recurso

    1. ajusta o verso ao ritmo e destaca a imagem da morte.
    2. deixa o verso sem sentido, pois a ordem das palavras está errada.
    3. indica que a irmã do poeta é quem fala no poema, e não o eu lírico.
    4. transforma o poema em prosa, pois elimina a métrica dos versos.
    5. mostra que o poeta desconhecia as regras da sintaxe portuguesa.
  9. Julgue a afirmação: na segunda geração romântica, a evasão (fuga da realidade) aparece no desejo de morte, no sonho, na noite e na infância, temas muito frequentes nos poemas.

    (   ) Verdadeiro   (   ) Falso

  10. Sua turma vai organizar um sarau com poemas românticos, e você ficou responsável por ler "Se eu morresse amanhã". Escreva um pequeno plano de leitura: (a) indique dois momentos em que fará pausas e por quê; (b) explique como pretende dizer o verso que se repete, considerando a mudança de sentido entre as estrofes; (c) escreva uma frase curta de apresentação do poema e do autor para dizer ao público antes da leitura.

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