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História 2ª série Atividade

Absolutismo e mercantilismo nas monarquias europeias

Atividade com 10 questões sobre o poder absoluto, Hobbes e Bossuet, Luís XIV e Versalhes, metalismo, balança comercial favorável, protecionismo e o pacto colonial.

  • 10 questões
  • cerca de 50 minutos

História, 2ª série: Absolutismo e mercantilismo nas monarquias europeias

  1. Entre os séculos XVI e XVIII, em reinos como França, Espanha e Portugal, consolidou-se o absolutismo monárquico. Uma característica desse regime era

    1. a divisão do poder entre Executivo, Legislativo e Judiciário, independentes entre si.
    2. a eleição do rei pelo voto de todos os súditos, inclusive camponeses e artesãos.
    3. a concentração dos poderes de legislar, julgar e administrar nas mãos do rei.
    4. o fim dos privilégios da nobreza e do clero, que passaram a pagar os mesmos impostos.
    5. a submissão do rei a uma constituição escrita aprovada por um parlamento popular.
  2. Leia a síntese das ideias de Thomas Hobbes, autor de Leviatã (1651).

    Sem um poder comum que os mantenha em respeito, os homens vivem em guerra de todos contra todos, e a vida é solitária, pobre, sórdida, brutal e curta. Para escapar desse estado, eles concordam em transferir sua liberdade a um soberano, que passa a ter autoridade para garantir a paz.

    Para Hobbes, o poder do soberano tem origem

    1. na vontade de Deus, que escolhe diretamente os reis e lhes concede a coroa.
    2. na herança das leis romanas, preservadas pelos imperadores bizantinos.
    3. no voto periódico dos cidadãos, que podem substituir o rei quando quiserem.
    4. na força da Igreja, que coroa o rei e pode depô-lo por meio da excomunhão.
    5. em um pacto entre os indivíduos, feito para garantir a segurança e a paz.
  3. O bispo francês Jacques Bossuet, conselheiro na corte de Luís XIV, afirmava que "o trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus". Essa afirmação expressa a teoria

    1. do direito divino dos reis.
    2. da separação dos poderes.
    3. do contrato social de Rousseau.
    4. da soberania popular.
    5. do liberalismo econômico.
  4. Luís XIV, que governou a França de 1643 a 1715, transferiu a corte para o palácio de Versalhes, onde milhares de nobres passaram a viver em meio a festas, cerimônias e uma rígida etiqueta. Do ponto de vista político, essa estratégia servia para

    1. afastar o rei da nobreza, que passou a governar sozinha as províncias do reino.
    2. manter a nobreza perto do rei, sob vigilância e dependente de seus favores.
    3. transformar os nobres em camponeses, obrigados a cultivar os jardins do palácio.
    4. permitir que a burguesia controlasse o governo enquanto a corte se divertia.
    5. preparar a abolição da monarquia e a proclamação da república na França.
  5. A tabela mostra o comércio exterior de um reino europeu hipotético no século XVII, em milhares de moedas de ouro.

    AnoExportaçõesImportações
    1660480520
    1670610450
    1680720640

    Segundo a lógica mercantilista, o ano mais vantajoso para o reino foi

    1. 1680, porque as exportações atingiram o valor mais alto.
    2. 1660, porque as importações superaram as exportações.
    3. 1680, porque o saldo positivo foi de 270 mil moedas.
    4. 1670, porque o saldo positivo foi de 160 mil moedas.
    5. 1670, porque as exportações foram as maiores do período.
  6. No século XVI, a Espanha recebeu enormes quantidades de ouro e prata de suas colônias americanas, mas grande parte desses metais saiu do país para pagar manufaturas estrangeiras e dívidas da Coroa. Além disso, a abundância de metais contribuiu para uma forte alta dos preços. Esse caso mostra que

    1. a Espanha se tornou a maior potência industrial da Europa graças ao ouro americano.
    2. os metais preciosos não tinham valor na Europa do século XVI e eram descartados.
    3. acumular metais não garantia, por si só, desenvolvimento econômico duradouro.
    4. o mercantilismo espanhol eliminou a inflação e baixou o preço dos alimentos.
    5. a prata americana ficou guardada em cofres e nunca circulou pelo continente.
  7. Na relação entre metrópoles e colônias, vigorava o chamado exclusivo metropolitano, ou pacto colonial. De acordo com esse princípio,

    1. a colônia tinha liberdade para vender seus produtos a qualquer país ou mercador que pagasse o melhor preço.
    2. a metrópole se comprometia a instalar indústrias na colônia para que ela se tornasse independente.
    3. as colônias podiam fabricar livremente tecidos e ferramentas e exportá-los para a Europa.
    4. a metrópole comprava os produtos coloniais por preços fixados pelos próprios colonos.
    5. a colônia só podia comerciar com a metrópole, vendendo-lhe produtos primários e comprando seus manufaturados.
  8. Jean-Baptiste Colbert, ministro de Luís XIV, incentivou a criação de manufaturas de tecidos finos, espelhos e porcelanas e aumentou as taxas sobre produtos estrangeiros. Essas medidas exemplificam

    1. o protecionismo e o estímulo estatal às manufaturas.
    2. o liberalismo econômico, com o fim da intervenção estatal.
    3. o socialismo, com a coletivização das fábricas do reino.
    4. o feudalismo, com a volta da produção autossuficiente.
    5. o livre-comércio, com o fim de todas as tarifas.
  9. Durante o absolutismo, a sociedade francesa continuou organizada em ordens (clero, nobreza e Terceiro Estado), e os dois primeiros grupos mantiveram privilégios, como isenções de impostos.

    (   ) Verdadeiro   (   ) Falso

  10. Explique por que a colonização da América foi importante para as políticas mercantilistas das monarquias absolutistas. Em sua resposta, use pelo menos dois conceitos estudados: metalismo, balança comercial favorável, protecionismo ou exclusivo metropolitano.

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