Geografia 3ª série Prova
Trabalho na globalização: precarização e plataformas
Prova com 10 questões sobre deslocalização industrial, terceirização, trabalho por aplicativos, teletrabalho, automação, juventude, trabalho infantil e direitos trabalhistas no mundo globalizado.
- 10 questões
- cerca de 60 minutos
Geografia, 3ª série: Trabalho na globalização: precarização e plataformas
A partir dos anos 1970 e 1980, muitas empresas transferiram fábricas de países desenvolvidos para países com salários mais baixos e menos regulamentação, como ocorreu com indústrias têxteis e eletrônicas que se deslocaram para a Ásia. Esse processo é chamado de
- deslocalização ou offshoring
- protecionismo comercial
- estatização industrial
- êxodo urbano
- reforma agrária
Uma empresa de limpeza é contratada por um hospital para fornecer faxineiras, que trabalham no hospital, mas têm vínculo com a empresa contratada, recebem salários menores que os funcionários diretos e mudam de local com frequência. Essa forma de organização do trabalho é a
- aposentadoria
- cooperativização
- estatização
- terceirização
- sindicalização
Leia o relato fictício.
"Eu ligo o aplicativo quando quero, mas, se recuso muitas corridas, minha nota cai e eu recebo menos chamadas. O valor da corrida muda sem aviso. Se eu me acidentar, ninguém paga meus dias parados."
O relato expressa características do processo chamado de uberização do trabalho, que inclui
- proteção previdenciária automática para todos os trabalhadores de plataformas
- gestão por algoritmos, renda variável e riscos transferidos ao trabalhador
- contrato com carteira assinada, salário fixo e jornada definida em convenção coletiva
- estabilidade garantida no emprego e plano de carreira dentro da empresa
- controle total do trabalhador sobre o preço do serviço que oferece
A Lei nº 13.467/2017, conhecida como reforma trabalhista, introduziu no Brasil o contrato de trabalho intermitente. Nessa modalidade, o trabalhador
- tem garantia de jornada integral e salário fixo mensal, como nos contratos tradicionais
- trabalha exclusivamente em casa, por meio de computadores ligados à empresa
- fica proibido de trabalhar para mais de uma empresa ao mesmo tempo
- presta serviço sem nenhum tipo de contrato ou registro
- é chamado conforme a demanda e recebe só pelo período trabalhado
Durante a pandemia de covid-19, o teletrabalho se expandiu rapidamente. Estudos mostraram, porém, que a possibilidade de trabalhar em casa foi muito maior entre trabalhadores com ensino superior e renda mais alta. Esse dado indica que
- os trabalhadores de menor renda foram os primeiros a adotar o teletrabalho
- todos os trabalhadores tiveram as mesmas condições de proteção durante a pandemia
- as mudanças tecnológicas do trabalho podem ampliar desigualdades sociais
- o trabalho remoto é possível em qualquer ocupação, inclusive na construção civil
- a escolaridade não tem relação com o tipo de ocupação exercida
A expressão "nem-nem" é usada para designar jovens que não estudam nem estão ocupados. Uma análise sociológica e geográfica desse fenômeno deve considerar que
- ele se liga a desigualdades de renda, gênero e território
- ele atinge igualmente jovens de todas as classes sociais e regiões do país
- ele desapareceu com a expansão das plataformas digitais de trabalho
- ele é formado apenas por jovens que concluíram o ensino superior
- ele resulta exclusivamente da falta de interesse dos jovens pelo estudo e pelo trabalho
Em caixas de supermercado, bancos e estacionamentos, terminais de autoatendimento substituíram parte dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, surgiram vagas em manutenção de sistemas e análise de dados, em número menor e com exigência de qualificação. Esse processo mostra que a automação
- dispensa a formação profissional dos trabalhadores mais jovens
- afeta apenas a indústria, sem impacto sobre o comércio e os serviços
- gera automaticamente mais empregos do que elimina, em qualquer setor
- elimina funções rotineiras e cria outras mais qualificadas, exigindo políticas de requalificação
- torna desnecessária qualquer forma de regulação do trabalho
Uma investigação revelou que uma marca internacional de roupas comprava peças de oficinas terceirizadas onde trabalhavam imigrantes em jornadas exaustivas e crianças fora da escola. Diante disso, a responsabilização da marca se justifica porque
- a marca não tem nenhuma relação com as oficinas que produzem suas peças
- apenas os trabalhadores imigrantes podem ser responsabilizados pela situação
- o trabalho infantil é permitido quando realizado em oficinas terceirizadas
- as leis trabalhistas não se aplicam a produtos destinados à exportação
- quem comanda a cadeia global deve zelar pelas condições de trabalho nela
No Brasil, a Constituição proíbe qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
Imagine que a Câmara dos Deputados discute uma lei para trabalhadores de plataformas digitais de entrega e transporte. Escreva uma proposta com três medidas que equilibrem a flexibilidade desse trabalho com a garantia de direitos, explicando o problema que cada medida pretende resolver.
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