História 1ª série Prova
Roma antiga: da República ao Império
Prova com 11 questões sobre patrícios e plebeus, as instituições da República, a expansão e a escravidão, a crise republicana, o Império e a ideia de "bárbaros".
- 11 questões
- cerca de 60 minutos
História, 1ª série: Roma antiga: da República ao Império
Durante a República romana (509 a.C.-27 a.C.), o governo era exercido por magistrados eleitos, como os dois cônsules, com mandato de um ano, e pelo Senado, composto principalmente de patrícios. Essa organização caracteriza
- uma república oligárquica, em que o poder se concentrava nas mãos da aristocracia patrícia.
- uma democracia direta, em que todos os habitantes votavam as leis na assembleia do fórum.
- uma monarquia absoluta, em que os cônsules herdavam o trono e governavam por toda a vida.
- uma teocracia, em que o Senado era formado por sacerdotes escolhidos pelos deuses.
- um império, pois Roma já era governada por um imperador com poderes ilimitados.
No século V a.C., após pressão dos plebeus, as leis romanas foram escritas e expostas em praça pública na chamada Lei das Doze Tábuas. Para os plebeus, essa conquista foi importante porque
- garantia a todos os plebeus terras confiscadas dos patrícios e o fim imediato das dívidas.
- abolia a escravidão em Roma e concedia cidadania a todos os povos conquistados pela cidade.
- transferia o comando do exército e do Senado aos líderes eleitos nas assembleias plebeias.
- proibia o culto aos deuses romanos e instituía o cristianismo como religião oficial.
- limitava a interpretação arbitrária das leis pelos juízes e magistrados patrícios.
Os tribunos da plebe eram magistrados eleitos pelos plebeus que possuíam uma prerrogativa importante: podiam
- nomear os senadores e destituir os cônsules a qualquer momento, sem necessidade de julgamento.
- comandar sozinhos as legiões romanas em tempo de guerra e de paz.
- vetar decisões que considerassem contrárias aos interesses da plebe.
- declarar-se imperadores vitalícios quando a cidade estivesse em perigo.
- conceder a cidadania romana a todos os escravizados da península.
Leia o texto.
Após as vitórias nas Guerras Púnicas e as conquistas no Oriente, chegaram a Roma riquezas, tributos e centenas de milhares de prisioneiros de guerra. Os grandes proprietários ampliaram suas terras e passaram a usar mão de obra escravizada, enquanto muitos pequenos camponeses, convocados por anos para o exército, perderam suas propriedades.
Uma consequência social desse processo foi
- o fim da escravidão, já que os prisioneiros de guerra eram libertados ao chegar à cidade de Roma.
- o êxodo de camponeses arruinados para Roma e o aumento da plebe urbana pobre.
- a divisão igualitária das terras conquistadas entre todos os soldados e suas famílias.
- a transformação dos pequenos camponeses em senadores, graças às riquezas obtidas nas conquistas.
- o abandono das atividades agrícolas na península, substituídas por fábricas de tecidos.
No século II a.C., os irmãos Tibério e Caio Graco, eleitos tribunos da plebe, propuseram limitar o tamanho das propriedades sobre terras públicas e distribuir parte delas a cidadãos pobres. Essas propostas
- foram aprovadas por unanimidade no Senado e encerraram os conflitos sociais na República.
- pretendiam entregar todas as terras de Roma aos escravizados libertos pelos seus senhores.
- foram apoiadas pelos grandes proprietários, interessados em reduzir o número de escravizados.
- enfrentaram forte oposição da aristocracia, e os dois irmãos morreram em meio a conflitos.
- levaram à fundação imediata do Império, com Tibério Graco como primeiro imperador.
Entre 73 e 71 a.C., um gladiador de origem trácia liderou uma das maiores revoltas de escravizados da Antiguidade, reunindo dezenas de milhares de pessoas e derrotando legiões romanas antes de ser vencido. Esse líder foi
- Espártaco.
- Júlio César.
- Otávio Augusto.
- Constantino.
- Aníbal.
A expressão "pão e circo" é usada para descrever uma prática dos governantes romanos que consistia em
- obrigar todos os cidadãos a trabalhar nas padarias e nos anfiteatros em troca de terras.
- cobrar impostos sobre o pão para financiar a construção de circos nas províncias conquistadas.
- distribuir trigo e oferecer espetáculos à plebe urbana para obter apoio e evitar revoltas.
- proibir espetáculos públicos para que a população se dedicasse apenas ao trabalho agrícola.
- premiar com cargos no Senado os gladiadores que vencessem as lutas no Coliseu.
Em 27 a.C., Otávio recebeu do Senado o título de Augusto. Ele manteve formalmente instituições republicanas, como o Senado e as magistraturas, mas reuniu em suas mãos o comando do exército e os principais poderes. Esse arranjo político mostra que
- a República foi restaurada, com o fim do poder pessoal dos generais e a volta dos cônsules anuais.
- o Senado passou a eleger diretamente os imperadores pelo voto de todos os cidadãos romanos.
- o governo foi entregue à plebe, que passou a controlar o exército e a cobrança de impostos.
- as aparências republicanas foram mantidas enquanto o poder se concentrava em uma só pessoa.
- Roma se dividiu em dois impérios independentes, um no Ocidente e outro no Oriente.
Considere a sequência de acontecimentos.
- Século I: surgimento do cristianismo na Judeia, então província romana.
- Séculos I a III: perseguições aos cristãos em diferentes momentos.
- 313: Édito de Milão, do imperador Constantino.
- 380: Édito de Tessalônica, do imperador Teodósio.
A sequência mostra que o cristianismo passou
- de religião oficial a religião proibida, até ser extinto pelos imperadores do século IV.
- de religião perseguida a religião tolerada e, depois, a religião oficial do Império.
- de culto tolerado a culto perseguido, após a conversão de Teodósio aos deuses romanos.
- de religião dos imperadores a religião dos escravizados, que a levaram para fora do Império.
- de seita judaica a religião oficial já no século I, por decisão do Senado romano.
Leia o texto.
Os romanos, como antes os gregos, chamavam de "bárbaros" os povos que viviam fora de suas fronteiras e não compartilhavam sua língua e seus costumes, como os germanos. Muitos desses povos, porém, já mantinham há séculos relações de comércio com Roma, serviam em suas legiões e tinham leis e formas próprias de organização.
O texto permite concluir que a oposição entre romanos "civilizados" e povos "bárbaros"
- era uma descrição neutra, pois os germanos não tinham leis, chefes nem qualquer tipo de organização.
- foi criada pelos próprios germanos, que se orgulhavam de não conhecer a escrita nem o comércio.
- mostra que os romanos nunca tiveram contato com os povos germânicos antes do século V.
- indica que todos os povos de fora do Império eram nômades sem agricultura nem aldeias.
- expressava um olhar etnocêntrico e ocultava relações antigas de troca e de convivência.
Explique como a expansão territorial romana contribuiu para a crise da República. Em sua resposta, relacione conquistas, escravidão e situação dos pequenos camponeses e cite um conflito que expresse essa crise.
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