Biologia 2ª série Prova
Fisiologia vegetal: hormônios, tropismos e transporte
Prova com 11 questões sobre auxinas, fototropismo e gravitropismo, clinostato e microgravidade, etileno, dominância apical, estômatos, transporte no xilema e no floema e planejamento de experimentos.
- 11 questões
- cerca de 60 minutos
Biologia, 2ª série: Fisiologia vegetal: hormônios, tropismos e transporte
Uma planta mantida perto de uma janela curva o caule em direção à luz. Esse fototropismo positivo ocorre porque a auxina
- é produzida pelas raízes apenas quando há luz intensa
- faz as células do lado iluminado se dividirem e morrerem
- se acumula no lado sombreado, que cresce mais e curva o caule para a luz
- é destruída no lado sombreado, que para de crescer e puxa o caule para o lado da luz
- se acumula no lado iluminado, que cresce mais e afasta o caule da luz
As raízes crescem para baixo e os caules para cima, mesmo no escuro. A percepção da gravidade nas raízes ocorre em células da coifa que contêm amiloplastos (estatólitos). Esses amiloplastos
- produzem água, que escorre para baixo e puxa a raiz
- repelem o solo, abrindo caminho para o crescimento
- absorvem a luz que atravessa o solo e indicam à raiz em que direção está o Sol
- sedimentam por ação da gravidade e sinalizam a redistribuição de auxina
- fazem fotossíntese e liberam oxigênio na parte inferior da raiz
Uma plântula foi deitada na horizontal no escuro. Após um dia, a raiz curvou-se para baixo e o caule para cima. Nos dois órgãos, a auxina se acumulou no lado inferior. A curvatura da raiz para baixo se explica porque
- a auxina estimula o crescimento da raiz, e o lado inferior cresce mais
- o caule produz uma substância que empurra a raiz para baixo
- a raiz é mais pesada que o caule e simplesmente cai, puxada pela ação da gravidade
- na raiz, muita auxina inibe o alongamento, e o lado inferior cresce menos
- a raiz cresce em direção à luz, que vem de baixo do solo
Em um clinostato, aparelho que gira lentamente uma plântula na horizontal, a raiz e o caule crescem retos, sem se curvar para cima ou para baixo. Esse resultado ocorre porque
- a rotação impede a fotossíntese e a planta deixa de crescer
- a rotação distribui o efeito da gravidade por todos os lados
- o clinostato aumenta o peso da raiz, que fica rígida
- o movimento destrói a auxina produzida pela planta
- a planta passa a crescer apenas em direção à luz do laboratório
Experimentos com plantas cultivadas em estações espaciais em órbita, em condição de microgravidade, mostraram que as raízes
- param de crescer imediatamente, pois a auxina só é produzida sob gravidade
- crescem em espiral perfeita, sempre no mesmo sentido, por causa da rotação da Terra
- crescem sempre em direção à Terra, que continua atraindo os amiloplastos com a mesma intensidade
- transformam-se em caules e passam a fazer fotossíntese
- não apresentam gravitropismo e podem ser orientadas por outros estímulos, como luz e umidade
Para acelerar o amadurecimento de abacates e bananas verdes em casa, uma estratégia comum é guardá-los em um saco de papel junto com uma fruta já madura. Essa prática funciona porque a fruta madura libera
- etileno, um hormônio gasoso que estimula o amadurecimento
- gás carbônico, que impede a respiração da fruta verde
- auxina, que faz a fruta crescer mais rapidamente
- oxigênio, que oxida a casca e a deixa mole
- vapor de água, que hidrata a polpa da fruta verde
Jardineiros costumam podar a ponta dos ramos de arbustos para que fiquem mais cheios, com muitos ramos laterais. Essa técnica funciona porque
- as gemas laterais só crescem quando recebem luz direta do ápice cortado
- a planta passa a fazer mais fotossíntese nos ramos cortados
- a auxina do ápice inibe as gemas laterais, e a poda remove essa inibição
- a poda elimina o etileno, que impede a formação de folhas
- a poda aumenta a produção de auxina no ápice, que estimula as gemas laterais
Em dias muito quentes e secos, muitas plantas fecham seus estômatos nas horas mais quentes. Uma consequência desse fechamento é
- acelerar a subida da seiva bruta pelo xilema
- impedir totalmente a respiração celular das folhas
- reduzir a perda de água, mas também a entrada de CO2 e a fotossíntese
- aumentar a fotossíntese, porque mais CO2 fica retido dentro da folha
- aumentar a transpiração, resfriando a folha
Ramos de uma mesma planta, com e sem folhas, foram ligados a tubos com água para medir a absorção em diferentes condições.
Os resultados indicam queRamo Condição Água absorvida (mL/h) 1 Com folhas, ao vento 12 2 Com folhas, sem vento 7 3 Sem folhas, sem vento 1 - ramos sem folhas absorvem mais água, pois não a perdem
- o vento reduz a perda de água pelas folhas
- a absorção de água não depende das folhas nem das condições do ar
- a água sobe principalmente porque as raízes a empurram com força para cima, até as folhas
- a transpiração nas folhas é a principal força que puxa a água pelo xilema
Ao retirar um anel completo da casca de um tronco (anel de Malpighi), sem atingir a madeira, a árvore continua com folhas verdes por algum tempo, mas acaba morrendo. Isso ocorre porque
- o xilema é removido junto com a casca, e as folhas deixam de receber água imediatamente
- a madeira exposta absorve água em excesso e apodrece
- a árvore perde todas as sementes armazenadas na casca
- o floema, retirado com a casca, deixa de levar açúcares às raízes, que morrem
- a retirada da casca impede a entrada de luz no tronco
Planeje um experimento para verificar se as raízes de plântulas de feijão respondem à gravidade. Descreva os grupos, a variável testada, as variáveis que devem ser mantidas iguais, como medir o resultado e o resultado esperado.
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