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História 2ª série Prova

Era napoleônica e Congresso de Viena

Prova com 10 questões sobre o golpe do 18 Brumário, o Código Civil, o Bloqueio Continental, a vinda da Corte ao Brasil, a queda de Napoleão e o Congresso de Viena.

  • 10 questões
  • cerca de 60 minutos

História, 2ª série: Era napoleônica e Congresso de Viena

  1. Em 9 de novembro de 1799 (18 Brumário, no calendário revolucionário), Napoleão Bonaparte participou de um golpe que derrubou o Diretório e instituiu o Consulado. O golpe contou com o apoio de setores da burguesia porque

    1. eles pretendiam restaurar imediatamente a monarquia absolutista dos Bourbon.
    2. o Diretório havia instituído o sufrágio universal e a reforma agrária radical.
    3. eles queriam um governo forte que preservasse as conquistas burguesas.
    4. Napoleão prometia devolver as terras confiscadas à Igreja e à nobreza.
    5. a burguesia queria encerrar as guerras e entregar os territórios conquistados.
  2. O Código Civil francês de 1804, também conhecido como Código Napoleônico, consagrou a igualdade dos cidadãos perante a lei, a liberdade de trabalho e a proteção da propriedade privada. Ao mesmo tempo, estabeleceu que a mulher casada devia obediência ao marido. Esse código pode ser interpretado como

    1. uma consolidação de princípios burgueses que manteve a desigualdade de gênero.
    2. um retorno às leis feudais, que restabeleceu os privilégios do clero e da nobreza.
    3. uma legislação socialista, que aboliu a propriedade privada da terra.
    4. um documento que garantiu às mulheres os mesmos direitos políticos dos homens.
    5. uma lei válida apenas na França, sem influência em outros países.
  3. Em 1806, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, que proibia os países do continente europeu de comerciar com a Grã-Bretanha. Portugal, aliado comercial dos britânicos, resistiu a aderir. Para o Brasil, esse contexto teve como consequência direta

    1. a imediata independência do Brasil, proclamada por D. João antes de partir de Lisboa.
    2. a invasão do Rio de Janeiro por tropas francesas, que ocuparam a cidade por três anos.
    3. a vinda da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro e a abertura dos portos em 1808.
    4. a proibição do comércio entre o Brasil e a Inglaterra até a queda de Napoleão.
    5. a abolição do tráfico de africanos escravizados, exigida pelo governo francês.
  4. O pintor espanhol Francisco de Goya representou, em O Três de Maio de 1808, soldados franceses fuzilando civis espanhóis desarmados, um deles de braços abertos, iluminado no centro da tela. A obra é uma fonte para compreender

    1. a aliança entre o povo espanhol e Napoleão contra a monarquia dos Bourbon.
    2. a vitória francesa sem resistência e a aceitação pacífica do domínio estrangeiro.
    3. a violência da ocupação francesa e as resistências populares que ela provocou.
    4. a Revolução Industrial na Espanha, representada pelas armas modernas dos soldados.
    5. o apoio da Igreja espanhola à coroação de José Bonaparte como rei.
  5. Em 1812, Napoleão invadiu a Rússia com um exército de centenas de milhares de soldados. Os russos recuaram, destruíram plantações e abrigos pelo caminho e evitaram uma batalha decisiva. Com a chegada do inverno, a Grande Armada teve de recuar e perdeu a maior parte de seus homens. A tática russa ficou conhecida como

    1. terra arrasada, que privava o invasor de alimentos e abrigo.
    2. guerra-relâmpago, baseada em ataques rápidos de tanques.
    3. guerra de trincheiras, com linhas fixas de defesa.
    4. bloqueio naval, que impedia o abastecimento das tropas pelos portos do Báltico.
    5. guerra de guerrilhas urbanas, travada dentro de Paris.
  6. Reunido entre 1814 e 1815, o Congresso de Viena, liderado pelas potências vencedoras de Napoleão, reorganizou o mapa da Europa. Entre os princípios que orientaram suas decisões estavam

    1. a autodeterminação dos povos e a criação de repúblicas democráticas.
    2. a abolição das monarquias e a formação de uma federação europeia.
    3. a independência das colônias americanas e o fim imediato do tráfico atlântico de africanos.
    4. a legitimidade das dinastias depostas e o equilíbrio de poder entre as grandes potências.
    5. a divisão da França em vários Estados independentes e desarmados.
  7. Em dezembro de 1815, durante o contexto de restauração das monarquias europeias, D. João elevou o Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves. Essa medida

    1. tornava o Brasil um país independente, com rei e Constituição próprios.
    2. subordinava o Brasil à Inglaterra, como compensação pelo apoio contra Napoleão.
    3. transferia a capital do Império português para Salvador, antiga sede colonial.
    4. obrigava a família real a retornar imediatamente a Lisboa.
    5. conferia ao Brasil, sede da Corte, a condição de reino, e não de colônia.
  8. Em 1815, Rússia, Áustria e Prússia formaram a Santa Aliança, comprometendo-se a apoiar as monarquias e a intervir contra movimentos liberais e revolucionários. Comparada a um organismo internacional atual, como a ONU, a Santa Aliança diferenciava-se por

    1. reunir todos os países do mundo em uma assembleia com direito igual de voto.
    2. ter como objetivo principal a defesa dos direitos humanos e da autodeterminação dos povos.
    3. possuir um tribunal internacional permanente para julgar crimes de guerra.
    4. ter sido criada pelas colônias americanas para garantir sua independência.
    5. ser um pacto de poucas potências para manter uma ordem conservadora.
  9. Em 1802, durante o Consulado, Napoleão restabeleceu a escravidão nas colônias francesas, revertendo a abolição aprovada pela Convenção em 1794.

    (   ) Verdadeiro   (   ) Falso

  10. Muitos historiadores afirmam que a Era Napoleônica foi, ao mesmo tempo, continuidade e ruptura em relação à Revolução Francesa. Explique essa afirmação apresentando um elemento de continuidade e um elemento de ruptura.

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