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Língua Portuguesa 3ª série Atividade

Variação linguística, norma-padrão e preconceito

Atividade com 10 questões sobre variação regional, histórica, social e situacional, preconceito linguístico, gramática normativa e de uso e adequação à situação comunicativa.

  • 10 questões
  • cerca de 50 minutos

Língua Portuguesa, 3ª série: Variação linguística, norma-padrão e preconceito

  1. A mesma raiz é chamada de "mandioca" em São Paulo, de "aipim" no Rio de Janeiro e de "macaxeira" em Pernambuco. Esse fato exemplifica a variação

    1. social (diastrática), no nível da ortografia.
    2. estilística, no nível da concordância verbal.
    3. histórica (diacrônica), no nível da pronúncia.
    4. situacional (diafásica), no nível da sintaxe.
    5. regional (diatópica), no nível do vocabulário.
  2. A forma de tratamento "vossa mercê", comum no português antigo, deu origem a "vosmecê", depois a "você" e, na fala informal de hoje, a "cê". Essa sequência é um exemplo de variação

    1. situacional, pois cada forma é usada apenas em situações de escrita.
    2. histórica, pois mostra a transformação de uma forma ao longo do tempo.
    3. individual, pois as mudanças foram criadas por um único falante.
    4. regional, pois cada forma é usada em uma região diferente do Brasil atual.
    5. social, pois cada forma pertence a uma classe social específica.
  3. Em uma entrevista de emprego, Rafael diz: "Gostaria de agradecer a oportunidade". À noite, com os amigos, comenta: "Mano, a entrevista foi suave". A diferença entre as falas de Rafael é um caso de variação

    1. situacional, pois o falante ajusta o registro ao contexto e ao interlocutor.
    2. patológica, pois indica um problema de comunicação do falante.
    3. social, pois Rafael passou a pertencer a outra classe social à noite.
    4. regional, pois Rafael mudou de cidade entre a entrevista e o encontro.
    5. histórica, pois as duas falas pertencem a séculos diferentes.
  4. Alguém comenta: "Quem fala 'nós vai' não sabe falar português". Do ponto de vista dos estudos linguísticos, essa afirmação é

    1. correta, pois apenas a norma-padrão pode ser considerada língua portuguesa de verdade.
    2. científica, pois a Linguística comprova que existe uma única forma correta de falar.
    3. preconceituosa, pois trata como erro uma variedade que tem regras próprias.
    4. técnica, pois descreve com precisão o funcionamento de todas as variedades do português.
    5. neutra, pois não envolve julgamento sobre os falantes ou sobre seus grupos sociais.
  5. A gramática normativa tradicional condena iniciar uma frase com pronome oblíquo átono, como em "Me empresta o livro?", e prescreve "Empresta-me o livro?". Uma análise que considera também as gramáticas de uso do português brasileiro reconhece que

    1. as duas formas têm sentidos diferentes e não podem ser usadas na mesma situação.
    2. a forma "Me empresta" nunca é usada por falantes escolarizados, em nenhuma situação, e deve ser eliminada da fala e da escrita.
    3. a forma "Empresta-me" é a mais comum na fala espontânea dos brasileiros de todas as regiões.
    4. não existe nenhuma regra de colocação pronominal na língua portuguesa, em nenhuma variedade.
    5. a próclise inicial é traço do português brasileiro, até na fala culta, embora a escrita formal prefira a ênclise.
  6. No português brasileiro, é muito comum usar o verbo "ter" com sentido de existir, como em "Tem muita gente na fila". Na escrita formal monitorada, como em uma redação do ENEM, a norma-padrão recomenda

    1. "Há muita gente na fila", com o verbo haver impessoal.
    2. "Têm muita gente na fila", com o verbo no plural.
    3. "Haviam muitas pessoas na fila", com o verbo no plural.
    4. "Tem-se muitas gentes na fila", com o sujeito no plural.
    5. "Existe muitas pessoas na fila", com o verbo no singular.
  7. Na fala cotidiana, é comum dizer "Assisti o jogo ontem". Em um texto formal, como um relatório de estágio, a forma recomendada pela norma-padrão, quando "assistir" significa ver, é

    1. "Assisti ao jogo ontem", com a preposição exigida pelo verbo.
    2. "Assisti-lhe o jogo ontem", com pronome oblíquo.
    3. "Assisti o jogo ontem", sem preposição, como na fala.
    4. "Assisti no jogo ontem", com a preposição em.
    5. "Assisti à o jogo ontem", com crase antes do artigo masculino.
  8. Uma estudante precisa escrever à coordenação do curso técnico para pedir uma declaração de matrícula. Qual mensagem está adequada ao interlocutor e ao gênero?

    1. "Ilustríssima e Excelentíssima Senhora Coordenadora, venho mui respeitosamente à presença de Vossa Senhoria suplicar a graça de uma declaração."
    2. "E aí, coord! Manda uma declaração pra mim rapidinho? Valeu demais! Jô"
    3. "Preciso da declaração. Quero até amanhã sem falta, senão vou reclamar."
    4. "Prezada coordenadora, solicito uma declaração de matrícula para o estágio. Atenciosamente, Joana Ribeiro, 3B."
    5. "Oi, tudo bem? Saudades! Então, sabe aquela declaração? Pois é, rs."
  9. Leia o diálogo entre dois jovens, escrito para esta atividade.

    — Tá ligado no rolê de sábado?
    — Tô sim, vai ser da hora. Bora junto?

    O uso de gírias como "rolê" e "da hora" nesse diálogo

    1. demonstra que os jovens não conhecem a língua portuguesa e precisam de correção imediata.
    2. revela variação histórica, pois essas palavras eram usadas apenas no século XIX.
    3. é inadequado em qualquer situação, pois as gírias são proibidas pela gramática.
    4. marca a identidade de um grupo e é adequado a uma conversa informal entre amigos.
    5. indica que os falantes vivem em outro país, onde o português é falado de outra forma.
  10. Leia a mensagem que um estudante enviou ao grupo da turma.

    gente, amanhã num vai ter aula de bio pq a prof tá doente. alguém sabe se a prova fica pra semana q vem??

    a) Reescreva o conteúdo da mensagem como um e-mail formal do representante da turma à direção da escola, perguntando sobre a nova data da prova.
    b) Explique, em duas ou três linhas, por que as duas versões são adequadas em seus contextos.

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