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Sociologia 2ª série Atividade

Taylorismo, fordismo e toyotismo

Atividade com 10 questões sobre a organização do trabalho no século XX: taylorismo, linha de montagem fordista, toyotismo, acumulação flexível, terceirização e jovens aprendizes.

  • 10 questões
  • cerca de 50 minutos

Sociologia, 2ª série: Taylorismo, fordismo e toyotismo

  1. Frederick Taylor, engenheiro estadunidense, publicou Princípios de administração científica em 1911. Entre os princípios do taylorismo, destaca-se:

    1. a autonomia total dos operários para decidir como e quando trabalhar na fábrica
    2. a produção artesanal, em que cada trabalhador fabrica um produto completo do início ao fim
    3. o estudo de tempos e movimentos, separando quem planeja de quem executa
    4. a eliminação das metas de produção, substituídas pela livre iniciativa dos trabalhadores
    5. a organização dos trabalhadores em equipes multifuncionais que controlam a qualidade
  2. Em 1913, nas fábricas de Henry Ford, nos Estados Unidos, foi implantada a linha de montagem móvel para a produção do automóvel Modelo T. Essa inovação consistia em:

    1. um grupo de artesãos que montava cada automóvel inteiro conforme o pedido do cliente
    2. um sistema de produção sob demanda, com estoques mínimos e entregas no tempo exato
    3. robôs controlados por computador que substituíam todos os trabalhadores da fábrica
    4. oficinas espalhadas pelas casas dos operários, que trabalhavam em domicílio
    5. uma esteira que levava o produto até operários fixos, cada um repetindo uma tarefa
  3. Em 1914, Ford passou a pagar cinco dólares por dia a parte de seus operários, valor alto para a época. Segundo muitos analistas, essa medida se relacionava a uma característica do fordismo:

    1. a articulação entre produção em massa e consumo de massa
    2. a recusa de vender automóveis aos próprios trabalhadores da fábrica
    3. a defesa do trabalho artesanal, mais lento, porém mais bem remunerado
    4. a extinção das jornadas de trabalho fixas e dos controles de produção
    5. a substituição dos salários por participação dos operários nos lucros da empresa
  4. No filme Tempos modernos (1936), Charles Chaplin interpreta um operário que passa o dia apertando parafusos em uma esteira, em ritmo tão acelerado que continua repetindo o gesto mesmo fora do trabalho, até ser "engolido" pelas engrenagens. A cena expressa uma crítica:

    1. ao trabalho artesanal, considerado lento e pouco produtivo pela indústria
    2. à automação total, que já havia eliminado os operários das fábricas na época
    3. ao toyotismo, que exigia trabalhadores multifuncionais e organizados em equipes
    4. à repetição e à desumanização do trabalho na linha de montagem
    5. às leis trabalhistas, que impediam os operários de trabalhar mais horas por dia
  5. O toyotismo, desenvolvido no Japão após a Segunda Guerra Mundial, baseia-se em princípios como o just in time. Esse princípio consiste em:

    1. produzir o máximo possível e armazenar grandes estoques para vender no futuro
    2. produzir conforme a demanda, no momento necessário, com estoques mínimos
    3. trabalhar em jornadas mais curtas, sem nenhuma meta de produtividade
    4. contratar apenas trabalhadores especializados em uma única tarefa repetitiva
    5. eliminar os controles de qualidade para acelerar a produção em série
  6. Qual alternativa compara corretamente o fordismo e o toyotismo?

    1. Fordismo: estoques mínimos; toyotismo: grandes estoques armazenados por longos períodos.
    2. Fordismo: trabalhador multifuncional; toyotismo: trabalhador fixo em uma única tarefa.
    3. Fordismo: produção artesanal; toyotismo: linha de montagem rígida e padronizada.
    4. Fordismo e toyotismo são idênticos, pois surgiram na mesma época e no mesmo país.
    5. Fordismo: produção em massa e padronizada; toyotismo: produção flexível e enxuta.
  7. A partir da crise dos anos 1970, marcada pelo choque do petróleo de 1973, o geógrafo David Harvey identificou uma transição do fordismo para a chamada "acumulação flexível". Essa nova fase caracteriza-se por:

    1. retorno ao trabalho artesanal e fim do uso de máquinas nas indústrias
    2. aumento da estabilidade no emprego e dos contratos por tempo indeterminado
    3. flexibilização dos processos produtivos, dos contratos de trabalho e dos mercados
    4. proibição da terceirização e da subcontratação em todos os países industrializados
    5. fortalecimento da produção em massa de produtos idênticos e padronizados
  8. Uma empresa de tecnologia contrata outra empresa para fornecer os trabalhadores de limpeza, segurança e atendimento. Esse arranjo, chamado de terceirização:

    1. é defendido por reduzir custos e criticado por associar-se a salários menores
    2. é proibido no Brasil em qualquer atividade, desde a criação da CLT, em 1943
    3. garante aos terceirizados os mesmos salários e benefícios dos contratados diretos
    4. elimina a relação de trabalho, pois os terceirizados não têm empregador algum
    5. só existe no setor público, pois as empresas privadas não podem utilizá-lo
  9. Segundo a Constituição Federal de 1988, é proibido o trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos e qualquer trabalho a menores de 16 anos. A exceção prevista é:

    1. o trabalho em fábricas, a partir dos 12 anos
    2. o trabalho noturno, desde que autorizado pelos pais
    3. o trabalho em atividades perigosas, com bom salário
    4. o trabalho como aprendiz, a partir dos 14 anos
    5. o trabalho sem registro, desde que dure poucas horas
  10. Escolha um local de trabalho que você conheça (uma lanchonete de rede, um supermercado, uma central de atendimento, uma oficina, um aplicativo de entregas etc.). Identifique nele características do taylorismo-fordismo e do toyotismo e explique como essas formas de organização afetam o trabalhador, considerando aspectos positivos e negativos.

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