Sociologia 3ª série Atividade
Poder, política e Estado
Atividade com 10 questões sobre poder e Estado: Weber e a dominação legítima, formas e sistemas de governo, Montesquieu, coronelismo, populismo, homem cordial e Foucault.
- 10 questões
- cerca de 50 minutos
Sociologia, 3ª série: Poder, política e Estado
Para Max Weber, poder é a probabilidade de impor a própria vontade dentro de uma relação social, mesmo contra resistências. Com base nessa definição, é correto afirmar que:
- o poder está presente em muitas relações, e não apenas no governo
- o poder existe apenas quando há uso de armas e de violência física contra os outros
- o poder é uma qualidade natural de certas pessoas, que nascem destinadas a mandar
- o poder só existe nas monarquias, pois nas democracias todos mandam igualmente
- o poder depende sempre da concordância de todos os envolvidos na relação social
Em A política como vocação (1919), Weber define o Estado moderno como a comunidade humana que reivindica, com êxito, dentro de um território, o monopólio do uso legítimo da força física. Essa definição significa que:
- o Estado deve usar a força sempre que quiser, sem nenhum limite legal ou constitucional
- qualquer grupo armado que controle um bairro passa a ser considerado um Estado legítimo
- o Estado não pode usar a força em nenhuma circunstância, mesmo para proteger os cidadãos
- só o Estado pode autorizar o uso da força, dentro de regras que o tornam legítimo
- a força física é o único meio pelo qual o Estado se relaciona com a sociedade
Um líder religioso é seguido por milhares de pessoas que acreditam em suas qualidades extraordinárias e em sua missão, independentemente de cargos ou de tradições. Segundo Weber, esse é um exemplo de dominação:
- racional-legal
- tradicional
- carismática
- burocrática
- patrimonial
Em 1993, um plebiscito previsto na Constituição consultou os eleitores sobre a forma e o sistema de governo do Brasil. Venceram a república e o presidencialismo. Assim, é correto afirmar que, no Brasil:
- a forma de governo é o presidencialismo, e o sistema de governo é a república
- a forma de governo é a monarquia, e o sistema de governo é o parlamentarismo
- o regime de governo é a monarquia constitucional, com um primeiro-ministro eleito
- a forma e o sistema de governo são definidos a cada eleição presidencial
- a forma de governo é a república, e o sistema de governo é o presidencialismo
Em O espírito das leis (1748), Montesquieu defendeu que os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário fossem exercidos por órgãos distintos. O principal objetivo dessa separação é:
- concentrar todas as decisões nas mãos do chefe de governo
- evitar abusos, fazendo com que um poder limite o outro
- permitir que o Judiciário crie e execute todas as leis
- eliminar a necessidade de eleições e de constituições escritas
- garantir que o rei tenha poder absoluto sobre os juízes
Em Coronelismo, enxada e voto (1949), Victor Nunes Leal analisou a Primeira República (1889-1930). Ele descreveu o coronelismo como:
- um movimento de soldados do exército que lutava pela reforma agrária no interior do país
- um sistema eleitoral com voto secreto, fiscalizado por uma Justiça Eleitoral independente e nacional
- uma política de imigração que trouxe militares europeus para modernizar o exército
- uma forma de governo parlamentarista adotada pelo Brasil durante o século XX
- um compromisso entre os chefes locais e o poder público, com controle dos votos da população
O termo "populismo" foi muito usado para caracterizar a política brasileira entre 1930 e 1964, especialmente o governo de Getúlio Vargas. Nesse uso, o termo designa:
- um governo baseado exclusivamente em eleições livres e partidos fortes e autônomos
- um sistema em que os trabalhadores administram diretamente as fábricas e o Estado
- uma monarquia constitucional em que o rei governa ao lado de um parlamento eleito
- uma liderança que fala diretamente às massas e combina concessão de direitos e controle
- um regime que proíbe qualquer forma de comunicação entre o governante e a população
Em Raízes do Brasil (1936), Sérgio Buarque de Holanda descreveu o brasileiro como um "homem cordial". Com essa expressão, o autor quis dizer que:
- os brasileiros são sempre gentis, educados e pacíficos em todas as situações sociais e políticas
- o Brasil tem uma administração pública totalmente impessoal e baseada no mérito
- as relações pessoais e afetivas tendem a se sobrepor às regras impessoais da vida pública
- a sociedade brasileira não conhece conflitos políticos, raciais ou sociais
- o brasileiro respeita rigorosamente as normas burocráticas do Estado moderno
Michel Foucault afirmou que o poder não está concentrado apenas no Estado, mas circula nas relações sociais, em instituições como a escola, o hospital, a prisão e a fábrica. Essa concepção é conhecida como:
- teoria do contrato social, que explica a origem do Estado por um acordo entre indivíduos
- microfísica do poder, que analisa o poder nas práticas cotidianas e nas instituições
- dominação carismática, baseada nas qualidades extraordinárias de um líder político
- separação dos poderes, que divide o Estado em Legislativo, Executivo e Judiciário
- democracia direta, em que os cidadãos votam todas as leis em assembleias públicas
Leia o caso fictício.
O prefeito de uma cidade nomeou a esposa, dois irmãos e um sobrinho para cargos de confiança na prefeitura. Questionado, respondeu: "Preciso de gente de confiança, e ninguém é mais confiável do que a família".
a) Explique por que essa prática pode ser analisada como patrimonialismo ou como expressão da cordialidade descrita por Sérgio Buarque de Holanda. b) Explique por que ela contraria a dominação racional-legal descrita por Weber. c) Indique uma forma de controle, institucional ou da sociedade civil, que poderia coibir essa prática.
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