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Filosofia 3ª série Atividade

Maquiavel e o realismo político

Atividade com 10 questões sobre Maquiavel: o contexto de O Príncipe, a verdade efetiva, virtù e fortuna, temor e amor, a raposa e o leão e o republicanismo dos Discursos.

  • 10 questões
  • cerca de 50 minutos

Filosofia, 3ª série: Maquiavel e o realismo político

  1. Nicolau Maquiavel escreveu O Príncipe por volta de 1513, em Florença. O contexto que ajuda a compreender a obra é o de:

    1. uma Itália unificada sob um rei forte, que governava com apoio do Parlamento
    2. uma Itália dividida em Estados rivais e exposta a invasões estrangeiras
    3. uma Europa sem Estados, em que todo poder político pertencia aos senhores feudais
    4. uma Florença democrática, onde todos os moradores votavam em assembleias diretas
    5. uma Itália governada por Napoleão Bonaparte após a Revolução Francesa de 1789
  2. No capítulo XV de O Príncipe, Maquiavel diz que prefere ir à "verdade efetiva da coisa" a ir à imaginação sobre ela, pois muitos imaginaram repúblicas e principados que nunca existiram. Com isso, ele propõe:

    1. construir uma cidade ideal governada por filósofos, como na República de Platão
    2. fundamentar a política na vontade de Deus, revelada aos governantes legítimos
    3. abandonar o estudo da história, pois o passado não ensina nada aos governantes atuais
    4. submeter toda decisão política a uma assembleia formada pelos sábios da cidade
    5. analisar a política como ela é praticada, e não como deveria ser
  3. Em O Príncipe, Maquiavel usa dois conceitos centrais: fortuna e virtù. Eles significam, respectivamente:

    1. a riqueza acumulada pelo príncipe; a bondade cristã com que ele trata os súditos
    2. o acaso das circunstâncias; a capacidade de agir e aproveitar a ocasião
    3. a sorte que os deuses dão aos bons; o castigo que recebem os governantes maus
    4. a vontade do povo expressa nas eleições; a obediência das tropas ao comandante
    5. o destino imutável, que nenhum ser humano pode alterar; a resignação diante dele
  4. Maquiavel discute se é melhor para o príncipe ser amado ou temido. Sua posição é que:

    1. é sempre melhor ser amado, pois o povo nunca se volta contra um governante querido
    2. o príncipe deve ser odiado pelo povo, pois o ódio garante a obediência permanente
    3. se não puder ser ambos, é mais seguro ser temido, desde que evite ser odiado
    4. não importa ser amado ou temido, já que o poder depende somente da sorte e do acaso
    5. o príncipe deve buscar o amor dos nobres e o ódio do povo, para dividir as forças
  5. A frase "os fins justificam os meios" é frequentemente atribuída a Maquiavel. Sobre isso, a leitura mais precisa é que:

    1. a frase não aparece literalmente na obra e simplifica a ideia de que o príncipe é julgado pelos resultados
    2. a frase é o título do último capítulo de O Príncipe, escrito pelo próprio Maquiavel
    3. Maquiavel escreveu a frase para defender que o governante pode praticar qualquer crueldade sem motivo
    4. a frase foi criada por Platão e apenas repetida por Maquiavel em seus escritos políticos
    5. Maquiavel condenou a frase, pois considerava que a política deve seguir a moral cristã
  6. Maquiavel recomenda que o príncipe saiba imitar a raposa e o leão. Essa metáfora significa que o governante deve:

    1. viver isolado na floresta, longe dos conflitos, das intrigas e das traições da corte
    2. agir apenas pela força militar, pois a inteligência é inútil na política
    3. confiar sempre nos conselheiros, como os animais confiam no líder do grupo
    4. tratar os súditos como animais, sem lhes reconhecer qualquer direito
    5. combinar astúcia, para perceber armadilhas, e força, para intimidar adversários
  7. Muitos estudiosos afirmam que Maquiavel inaugurou a autonomia da política. Essa expressão significa que, para ele:

    1. a política deve ser totalmente subordinada à religião e aos ensinamentos da Igreja
    2. cada indivíduo deve governar a si mesmo, sem nenhuma forma de Estado, de governo ou de lei escrita
    3. a política é independente da história e não pode ser estudada por meio de exemplos
    4. a política tem lógica própria, voltada a conquistar e manter o poder, distinta da moral privada
    5. os governantes devem ser escolhidos por sorteio, como na democracia ateniense
  8. Além de O Príncipe, Maquiavel escreveu os Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio, em que analisa a história de Roma. A comparação entre as duas obras mostra que, nos Discursos, ele:

    1. defende a monarquia absoluta de direito divino como única forma legítima de governo
    2. afirma que o povo é incapaz de participar da política e deve ser sempre excluído das decisões da república
    3. elogia a república romana e vê nos conflitos entre os grandes e o povo uma fonte de liberdade
    4. abandona a história e passa a construir uma cidade ideal, inspirada em Platão
    5. conclui que Roma caiu porque permitiu conflitos políticos entre os seus cidadãos
  9. Um governante prometeu, durante a campanha, não aumentar impostos. Diante de uma crise grave, conclui que só aumentando os impostos evitará o colapso do Estado. Segundo a lógica de O Príncipe, ele deveria:

    1. cumprir a promessa a qualquer custo, pois a palavra dada é o valor supremo da política
    2. renunciar ao cargo, porque um príncipe que muda de ideia perde toda a legitimidade
    3. consultar o papa, pois só a Igreja pode autorizar a quebra de uma promessa pública
    4. aumentar os impostos e confiscar os bens dos súditos, para que todos passem a temê-lo
    5. romper a promessa, se isso for necessário para manter o Estado, cuidando de preservar sua imagem
  10. Compare a concepção de política de Maquiavel com a de Platão ou de Aristóteles, considerando a relação entre ética e política. Em seguida, posicione-se: a separação entre moral e política proposta por Maquiavel ajuda ou prejudica a compreensão da política atual? Apresente um argumento a favor da sua posição e reconheça um argumento contrário.

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