Educação Física 2ª série Atividade
Lutas: capoeira, judô e huka-huka
Atividade com 10 questões sobre a diferença entre luta e briga, capoeira, Mestre Bimba e Mestre Pastinha, judô, huka-huka, classificação das lutas, segurança, gênero e criação de um jogo de luta.
- 10 questões
- cerca de 50 minutos
Educação Física, 2ª série: Lutas: capoeira, judô e huka-huka
A principal diferença entre uma luta, como prática corporal, e uma briga é que a luta
- dispensa qualquer cuidado com segurança, porque é um esporte.
- tem regras combinadas, objetivos definidos e respeito à integridade do oponente.
- acontece sempre com raiva, para machucar o outro o máximo possível.
- só pode ocorrer em competições oficiais, nunca na escola.
- não tem vencedor, pois os participantes apenas trocam empurrões.
A capoeira, desenvolvida no Brasil por africanos escravizados e seus descendentes, foi criminalizada no Código Penal de 1890 e, em 2014, a roda de capoeira foi reconhecida pela UNESCO como patrimônio cultural imaterial da humanidade. Essa trajetória mostra
- que a prática deixou de existir depois de ser reconhecida pela UNESCO.
- que a capoeira não tem música, apenas golpes de ataque e defesa.
- que a capoeira foi criada na Europa e trazida ao Brasil como esporte olímpico.
- a passagem de uma prática perseguida a um símbolo reconhecido da cultura brasileira.
- que a capoeira sempre foi apoiada pelo Estado brasileiro desde a colônia.
Na história da capoeira, Mestre Bimba e Mestre Pastinha são figuras centrais. Sobre eles, é correto afirmar que
- Bimba criou a Capoeira Regional, e Pastinha se dedicou à Capoeira Angola.
- Pastinha criou o judô no Japão, e Bimba o trouxe para a Bahia.
- Bimba e Pastinha foram jogadores de futebol que nunca praticaram capoeira.
- os dois proibiram o uso do berimbau e dos cantos nas rodas.
- ambos defenderam que a capoeira fosse praticada só por militares.
O judô foi criado no Japão, em 1882, por Jigoro Kano. O nome significa "caminho suave" e expressa a ideia de
- usar a força e o desequilíbrio do oponente, e não só a força bruta.
- evitar todo contato físico, já que os golpes são apenas simulados no ar.
- praticar a luta com armas, como espadas e bastões de madeira.
- lutar exclusivamente em pé, sem quedas nem imobilizações.
- vencer sempre pela força, sem nenhuma técnica ou estratégia.
A huka-huka é uma luta praticada por povos do Alto Xingu, presente em rituais como o Kuarup. Nela, os lutadores começam ajoelhados, frente a frente, e buscam desequilibrar e derrubar o oponente. A presença dessa prática no currículo escolar
- mostra que as lutas indígenas não têm regras nem significado cultural.
- valoriza saberes corporais indígenas, de sentido ritual e comunitário.
- transforma a huka-huka em esporte olímpico com regras internacionais.
- serve apenas para entreter, sem relação com a cultura dos povos do Xingu.
- substitui o ensino de todas as outras lutas, que se tornam desnecessárias.
Uma classificação das lutas considera a distância entre os oponentes. O judô e a huka-huka, em que os lutadores se agarram para desequilibrar, projetar ou imobilizar, são lutas de
- média distância, com golpes de percussão.
- longa distância, com implemento.
- longa distância, sem contato.
- curta distância, com agarre.
- média distância, com bastões.
Em muitas lutas, os praticantes se cumprimentam antes e depois do combate, como a saudação no judô. Esse gesto expressa
- uma regra sem sentido, mantida apenas por tradição.
- um pedido de desculpas antecipado pelos golpes que serão aplicados.
- respeito ao oponente, ao professor e ao espaço de prática.
- a superioridade de quem cumprimenta primeiro sobre o oponente.
- um sinal de que a luta será interrompida a qualquer momento.
Na aula de lutas, alguns meninos dizem que as meninas "não deveriam participar porque luta é coisa de homem". A resposta mais adequada a essa situação é
- permitir que as meninas apenas assistam e anotem os golpes.
- concordar com os meninos, já que lutas exigem força física.
- afirmar o direito de todos e discutir o estereótipo com a turma.
- ignorar o comentário e seguir a aula sem nenhuma conversa.
- separar as meninas em outra atividade, para evitar conflito na aula.
Para garantir a segurança em uma aula prática de lutas na escola, é adequado
- permitir golpes com força total, para que os alunos aprendam a se defender de verdade.
- realizar a atividade em piso de cimento, sem nenhuma proteção.
- dispensar o aquecimento e as regras, para ganhar tempo de prática.
- formar duplas apenas por sorteio, sem considerar tamanho ou experiência.
- usar colchões, controlar a força e proibir golpes na cabeça e no pescoço.
Crie um jogo de luta para ser realizado na escola, com duplas, em um espaço com colchonetes. Descreva: (1) o objetivo do jogo (por exemplo, tocar o joelho do colega ou tirá-lo de um círculo); (2) três regras, incluindo pelo menos uma de segurança; (3) como o jogo pode ser adaptado para incluir um colega com alguma limitação de movimento.
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