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Filosofia 2ª série Atividade

Filosofia medieval: fé e razão em Agostinho e Tomás

Atividade com 10 questões sobre filosofia medieval: patrística e escolástica, Agostinho, Tomás de Aquino, a herança árabe e judaica e a cultura das catedrais.

  • 10 questões
  • cerca de 50 minutos

Filosofia, 2ª série: Filosofia medieval: fé e razão em Agostinho e Tomás

  1. A filosofia cristã medieval costuma ser dividida em dois grandes períodos. Qual alternativa os caracteriza corretamente?

    1. A patrística, ligada às universidades do século XIII; a escolástica, ligada aos primeiros séculos do cristianismo.
    2. A patrística, que rejeitava a filosofia grega; a escolástica, que rejeitava a fé.
    3. A patrística, iniciada por Tomás de Aquino; a escolástica, encerrada por Agostinho.
    4. A patrística, dos Padres da Igreja, como Agostinho; a escolástica, das escolas e universidades, como Tomás.
    5. A patrística, de origem árabe; a escolástica, criada pelos filósofos pré-socráticos.
  2. Agostinho de Hipona, antes de se converter ao cristianismo, leu autores que o ajudaram a pensar Deus como realidade espiritual, imutável e fonte de toda verdade. A tradição filosófica grega que mais influenciou Agostinho foi:

    1. o platonismo, sobretudo pela leitura dos neoplatônicos
    2. o aristotelismo, conhecido pelas traduções feitas do árabe
    3. o atomismo de Demócrito, que explicava tudo pelos átomos
    4. o empirismo, que deriva todas as ideias da experiência
    5. o sofismo, que reduzia a verdade à opinião de cada um
  3. Se Deus é bom e criou tudo, de onde vem o mal? Para responder a essa questão, Agostinho afirma que:

    1. o mal é uma substância criada por Deus para punir os seres humanos por seus pecados
    2. existem dois deuses eternos e iguais em poder, um bom e outro mau, em luta permanente pelo mundo
    3. o mal é uma ilusão dos sentidos e, por isso, não existe sofrimento verdadeiro no mundo
    4. o mal resulta apenas do destino, e os seres humanos não têm responsabilidade alguma
    5. o mal não é substância, mas privação do bem; o mal moral vem do mau uso do livre-arbítrio
  4. Para Agostinho, conhecemos verdades eternas e necessárias, como "7 + 3 = 10", embora nossa mente seja mutável e limitada. Ele explica esse conhecimento pela teoria da:

    1. tábula rasa, segundo a qual todas as verdades matemáticas são aprendidas pelos sentidos
    2. iluminação: uma luz interior vinda de Deus permite à mente reconhecer essas verdades
    3. reminiscência, segundo a qual a alma viveu muitas vidas e recorda o que aprendeu nelas
    4. dúvida metódica, segundo a qual só o pensamento resiste a todas as hipóteses de engano
    5. dupla verdade, segundo a qual o que é verdadeiro na fé pode ser falso na filosofia
  5. Em 410, Roma foi saqueada pelos visigodos, e alguns romanos culparam o abandono dos antigos deuses pela tragédia. Em resposta, Agostinho escreveu A cidade de Deus, obra em que:

    1. distingue a cidade terrena, movida pelo amor de si, da cidade de Deus, movida pelo amor a Deus
    2. defende que Roma era a própria cidade de Deus e que, por isso, jamais poderia ser vencida
    3. propõe que os filósofos governem Roma, já que conhecem a Ideia do Bem melhor que os imperadores
    4. afirma que a história não tem sentido e que os acontecimentos se repetem em ciclos eternos
    5. descreve uma cidade ideal dividida em três classes, como na República de Platão
  6. Muitas obras de Aristóteles chegaram ao Ocidente latino nos séculos XII e XIII. Esse processo ocorreu, em grande parte:

    1. por cópias guardadas em segredo pelos sofistas atenienses e redescobertas séculos depois em Atenas
    2. pela tradução direta feita por Agostinho, que dominava o grego e o árabe
    3. por traduções e comentários de pensadores árabes, como Averróis, e judeus, como Maimônides
    4. por meio da imprensa de Gutenberg, que publicou as obras completas do filósofo
    5. por expedições à América, onde os europeus encontraram manuscritos gregos antigos
  7. Para Tomás de Aquino, qual é a relação entre fé e razão?

    1. A razão deve ser abandonada, pois apenas a fé conduz a alguma verdade segura.
    2. A fé deve submeter-se à razão, que é capaz de demonstrar todos os dogmas religiosos.
    3. Fé e razão tratam de verdades opostas, que nunca podem ser conciliadas entre si.
    4. Elas não se contradizem, pois ambas procedem da mesma fonte de verdade.
    5. A razão serve apenas para a técnica, sem nenhuma relação com as questões filosóficas.
  8. Leia o argumento, em paráfrase.

    Tudo o que se move é movido por outro. Não é possível seguir ao infinito na série de motores e movidos, pois, se não houvesse um primeiro, não haveria os seguintes. Logo, é necessário chegar a um primeiro motor, que não é movido por nenhum outro.

    Esse raciocínio corresponde:

    1. ao argumento ontológico de Anselmo, que parte apenas da ideia de um ser perfeitíssimo
    2. ao cogito de Descartes, que parte da certeza do pensamento para provar a existência
    3. à teoria da iluminação de Agostinho, segundo a qual Deus é um mestre interior
    4. ao argumento de Hume, segundo o qual a ideia de causa nasce apenas do hábito
    5. à primeira das cinco vias de Tomás de Aquino, inspirada na física de Aristóteles
  9. As catedrais góticas, como as de Chartres e de Notre-Dame de Paris, com torres altas, arcos ogivais e grandes vitrais coloridos, podem ser analisadas como vestígios da cultura medieval porque:

    1. eram construídas por um único arquiteto, em poucos meses, com técnicas trazidas da América pelos navegadores
    2. serviam exclusivamente como fortalezas militares, sem qualquer função religiosa ou social
    3. provam que, na Idade Média, não havia conhecimento técnico, matemático ou artístico
    4. sua verticalidade e seus vitrais expressavam a centralidade da fé e ensinavam narrativas religiosas
    5. foram construídas na Antiguidade grega e apenas reaproveitadas pelos cristãos medievais
  10. Compare Agostinho de Hipona e Tomás de Aquino considerando: (1) o filósofo grego com quem cada um mais dialoga; (2) a forma como cada um relaciona fé e razão; (3) o caminho que cada um propõe para pensar Deus (pela interioridade ou a partir do mundo sensível).

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